Cadinho RoCo – Jeito outro de ler e pintar a vida.

Estréia oficial do Blog – 27 novembro 2006

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

DISTRAÍDO

SÉRIE XAMÃ dos Folhetos Cadinho RoCo
DISTRAÍDO
     Padre quis saber se torta ou panetone de chocolate que comi no café da manhã estava saboroso. Não comi nem torta, nem panetone, nada com chocolate no café da manhã, respondi surpreso com observação do padre. Ele então apontou para minha camiseta com duas belas manchas tons de chocolate. De imediato percebi surpreso causa daquelas manchas: patas do Xamã sujas da terra do jardim de inverno da minha mãe.
     Pra não perder a hora peguei cão filhote no colo sem notar patas sujas, eis razão das marcas na camiseta.
     De certa maneira Xamã foi à missa comigo ou tratou de manchar camiseta pra que eu lembrasse de rezar pra ele.
     Mais vale doçura do Xamã do que o mais saboroso dos chocolates, foi o que confessei ao padre.
Belo Horizonte, 30 dezembro 2013
PRÓXIMOS

Ouvi sua voz
E foi tudo.
De sua presença
Nenhuma visão.
Posso senti-la perto
Bem perto
Do meu pensar
Da minha intenção.
Ao cavalgar de cada noite
A sensação do encontro
Coberto pela noite.
Aventura de palavras
Que mostram e escondem
Nossa aproximação.

Belo Horizonte, l7 dezembro 2002


4 comentários:

Mirtes Stolze. disse...

Bom dia Cadinho.
Que os anjos esteja com voce e todos os seus familiares,lhe dando uma entrada de ano na mais perfeita ordem,com muita alegria,e que seja o seu melhor ano.
Os animais muitas vezes são ótimos amigos,um feliz ano novo para ele também.
Um ano de vitorias.
Feliz 2014.
Beijos

LUCIENE RROQUES disse...

Feliz 2014!
Há pessoas que não valorizam um a outra vida simplesmente por não entende-la; e que deseja orações boas a uma pessoa, e o faz por outro tipo de vida como um cão, sabe dar valor a vida; pois cada ser vivo é especial justo por ser um ser vivo!

Um grande abraço a ti e ao Xamã.

PERSEVERÂNÇA disse...

Agradecendo sua visita ao Perseverança, seja sempre bem vindo!!!
Fraterno abraço
Nicinha

Laura Santos disse...

Xamã é como eu; também gosto de sujar as mãos de terra ao tratar das minhas plantas...:-)
Um belo poema sobre uma voz que se ouve, que faz pressentir uma presença na noite. Um pouco a busca de uma revelação.
xx