Cadinho RoCo – Jeito outro de ler e pintar a vida.

Estréia oficial do Blog – 27 novembro 2006

terça-feira, 29 de julho de 2014

PROCESSO CRIATIVO



SÉRIE XAMÃ dos
FOLHETOS CADINHO ROCO
PROCESSO CRIATIVO
     Somos incluídos e excluídos de várias situações vida afora. Nos incluímos e nos excluímos de várias situações vida afora.
     Xamã então ao manifestar sua maneira imponente diz ser ela própria da sua natureza que não é nem plena e nem perfeita.
     Ao dar vazão ao meu expressar na tinta então pousada sobre tela, vivo momento de singular descoberta.
     A mãe só consegue ver os olhos do filho voltados para ela quando ele é gerado, quando sai do seu ventre. E assim é o que acontece com a arte que só mostra o gerado por ela, por nosso intermédio, quando sai de nós mesmos.
     O pai só consegue vir a ser pai, quando de dentro dele sai a semente que irá fecundar a mãe. Na arte esse processo se dá de maneira semelhante valendo-se do que para nós perpassa pela abstração.
Belo Horizonte, 29 julho 2014
CIDADE VAZIA
     Tenho a sensação de estar conversando com o buraco que oferece-me esta trilha reta e comprida que mais parece uma caverna. Assunto refere-se à esperança. Devemos ter sim, cuidado com esperança que cultivamos. Não basta tê-la por qualquer motivo. É saudável perceber o que nela cria motivação. Do contrário, estaremos é iludidos com o que não queremos que fique entregue à ilusão.
     Cá de onde estou, trato de perceber bem o que trago como esperança. Meu caminhar assim, faz-se firmado por novo fôlego disposição vigor. E o buraco que por vezes sugere alguma antipatia, torna-se simpático. De cada margem dessa trilha, posso observar com alguma distância, movimento da cidade um tanto vazia desanimada. Tudo sugere estar hoje devotado à esperança.
Belo Horizonte, 19 janeiro 2005

5 comentários:

Isy disse...

bonito texto... A mensagem fz muito sentido!

Bjxxx

Gata disse...

A vida é difícil de entender e, por vezes, de suportar!
Abraço

Sónia TM disse...

Belo texto

Sónia
Taras e Manias

Bell disse...

Muito legal esse contexto =)

Luma Rosa disse...

Oi, Cadinho!
Bonita a sua analogia do processo criativo e o nascimento de um filho.
A esperança, não é à toa que ela é simbolizada pela cor verde. Assim como a natureza, ela sempre se renova!
Beijus,