Cadinho RoCo – Jeito outro de ler e pintar a vida.

Estréia oficial do Blog – 27 novembro 2006

domingo, 30 de outubro de 2016

NADA

NADA
Nada neste mundo é meu
Nada neste mundo sou eu.
Água no fogo ferveu
Vapor foi indo desapareceu.
Nada na nuvem que escureceu
Nada na noite que amanheceu
Ontem lembrou hoje esqueceu
Do que não nasceu nem morreu.
Chão na planta que cresceu
Silencio na flor que floresceu
Tudo mostrando o que já apodreceu.
Entendeu que não entendeu
Nada do que aconteceu
Esse aí era ele ou eu?
Belo Horizonte, 30 outubro 2016
CAVALINHO
Vai cavalinho de brinquedo ao galope de sonhos e fantasias, desejos que balançam no corpo coração que bate qual patas no chão de tantos rumos. Cavalinho brinca com a imaginação, sugere saltos e paisagens a comporem instantes inteiros do nosso viver.
Da praia João da Barra avista cavalo e cavaleiro num exercício que mistura destreza e elegância. Animal de porte fino que pisa firme sobre areia da praia extensa em magia e sonho.
Cavalinho de brinquedo alheio ao que então brinca com meu íntimo permanece quieto e exposto à venda que cedo ou tarde por certo acontecerá.

Belo Horizonte, 06 março 2012

Um comentário:

Nuno Filipe disse...

Grande poeta. Li com gosto cada verso seu.

Abraço