Cadinho RoCo – Jeito outro de ler e pintar a vida.

Estréia oficial do Blog – 27 novembro 2006

terça-feira, 14 de novembro de 2017

PARAFUSINHO

PARAFUSINHO
      Quando soltei parafusinho daquela peça que exigia cuidado, o danado saltou, rolou e da mesa foi ao chão. Ouvi barulho dele repicando na madeira do piso, mas quando fui pega-lo, onde foi parar o danado? Não pode ser, ele caiu agora mesmo e já sumiu?
      Começo procura que só faz achar meu mais solene inconformismo com perda tão ridícula.
     Cadê o parafusinho?
      Arrastei móveis, tirei tudo do chão e nada. Não pode ser! Mas como é que um parafusinho some assim do nada? Acendi lanterna ampliando iluminação, mas ele sumiu mesmo como é que pode?
      Tempo passou eu pensando no que tenho para fazer, desisti.
      Quando tiver de aparecer o parafusinho aparecerá e pronto.
Belo Horizonte, 14 novembro 2017
ESTRANHEZA
     Diante do desejo, espécie de conversa. Considerações a estabelecerem vínculos entre a realidade e a fantasia.
     O que é a realidade? Eis a pergunta vinda, talvez até da fantasia.
     O que é a fantasia? Eis a pergunta vinda, talvez até da realidade.
     São tantas as vindas a irem transportando a vida a tantas idas, que poucos não são os lugares a causarem estranheza.

Belo Horizonte, 04 setembro 2000

2 comentários:

O meu pensamento viaja disse...

Quem nunca perdeu um parafusinho? Quem?
São os inexplicáveis caprichos da matéria inerte que, subitamente, parece não o ser.

Ricardo- águialivre disse...

Boa noite meu amigo

Sem querer entrar onde não devo, permito-me perguntar porque escreve poesia em prosa?
Porque não escrever em quadras, oitavas, tercetos, etc?
É apenas uma sugestão, nada mais que isso. Gostei muito de ler

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Deixo saudações amigas