Cadinho RoCo – Jeito outro de ler e pintar a vida.

Estréia oficial do Blog – 27 novembro 2006

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

DUAS REVELAÇÕES

Para leitura de ambos os textos o desprendimento de toda e qualquer referência, para que assim o extraordinário possa fluir sem as travas daqueles entendimentos viciados pelo lugar comum.
DUAS REVELAÇÕES
Agora mesmo tomei uma chuva daquelas de molhar roupa toda encharcar mesmo. Aí vivi duas outras situações revelações espetaculares.
Uma voz vinda de sonho surgido em algum ontem recente. Voz que sonora advertiu sobre chuva que viria e que eu não deveria esquivar-me dela. Chuva veio e eu até poderia esperar estiagem em algum abrigo pelo caminho do meu caminhar. Mas não, continuei passo a passo e a chuva então feita companheira de andança. E foi daí que deparei com segunda revelação que concluí assim do nada.
Gosto de tomar chuva. Há um prazer delicioso em sentir água vinda do céu das nuvens. É sensação parecida com banho de mar, foi o que concebi como legítima revelação. Nunca tinha pensado nisso assim desse jeito.
Muito bom tomar chuva. Daí esta felicidade agora aqui, eu já enxuto e sentindo-me purificado pelo chuvão que passou por mim em mim.
Belo Horizonte, 07 fevereiro 2008

ERA ELA
Esta ovelha cinza é mesmo interessante. A tarde ainda não estava completamente entregue à noite. Fazia frio. Na avenida do Contorno, surpresa vinda em passos ligeiros. Era ela. Aquela que eu queria ver fazia tempo. Mulher exuberante que eu nunca tinha visto antes, pessoalmente.
Sangue passando veloz pelas avenidas veias, artérias e vasos. Coração disparado por aquela passagem rápida. Era ela mesmo. Linda, alegre, elegante. Estava só. É certo que sabia para onde ia. Eu, perdido em meu vagar solitário e secreto. O relógio acusava quase seis horas. Dezoito horas de um dia completamente inesperado. Ela desapareceu. Passou por mim, distraída. Eu atento.
Era noite quando ouvi chover. A ovelha cinza acordada em mim, parecia buscar outra cor. Ela estava linda e só. Meu sonho passeava pela avenida do Contorno.
Coincidência?
Belo Horizonte, 11 julho 2002

10 comentários:

Anônimo disse...

Oi Cadinho!
Obrigada por pela visita ao Malagueta!
Adorei o seu blog, que textos lindos, cheios de vida!
Ontem eu também tomei chuva, daquelas para purificar até a alma e me senti da mesma forma que você.
Um abraço!

Silvia Regina Angerami Rodrigues disse...

Tomar chuva (de propósito) é muito bom!! Uma vez já fiz um post sobre isso.

Renata Livramento disse...

De vez em qdo é muito bom tomar chuva sim!!! (mas só de vez em quando, hahahahaha)

bjos, querido, sds de vc, e sim eu sei que sou eu que ando sumida, rs..r.s..rs...

Anunciação disse...

É muito bom tomar chuva.

Anônimo disse...

Eu também adoro tomar uma chuva!!
Beijos
http://sex-appeal.zip.net

muito querida disse...

e eu faço-lhe uma vénia, chuva e mar, sou eu.
Só falta o sol para ofuscar..como eu gosto........ferro e fogo..

obrigada por se ter levantado com as minhas palavras quentes.

queimou-se?

Lord Broken Pottery disse...

Cadinho,
Dois belos textos.
Particularmente não gosto de chuva. Sua emoção, porém, frente a ela, quase me fez mudar de opinião.
Grande abraço

Anônimo disse...

olá! venho agradecer a visita e o comentário e seguirei com atenção!

layla lauar disse...

Oi Cadinho

Entendo sua alegria com o banho de chuva, desde pequena adoro me purificar na chuva. No carnaval tive a alegria de me "batizar" na chuva que caia na Serra do Cipó, foi tudo de bom.


Se tivesse corrido atrás do seu sonho na Av. do Contorno, de duas uma: ou hoje estaria realizado junto a ela, ou o sonho teria virado pesadelo...Vai saber.

Amei os dois textos... lindos como tudo que vocÊ escreve.

Um grande beijo

isabel mendes ferreira disse...

esplendor. por aqui.



rasgo.

de uma escrita com flor.


(obrigada).



beijo.