Cadinho RoCo – Jeito outro de ler e pintar a vida.

Estréia oficial do Blog – 27 novembro 2006

domingo, 31 de maio de 2009

NÃO DESISTO

O que é feito daquilo que escrevemos?
NÃO DESISTO
Música é algo que empolga a gente. Dia desses ouvi entrevista do maestro Medaglia em que ele aponta para o fato de que desde que o mundo é mundo a música existe.
Quando mais jovem ouvi certa vez do flautista Eduardo Delgado em querer ter todo poder só para perceber o que aconteceria com o mundo sem música durante 24H, não mais que isso.
Por razões que flutuam a emoção é que fico inquieto quando quero e não consigo trazer a música da Banda Tattoo para que todos possam ouvi-la, via Cadinho. Mas não desisto.
Belo Horioznte, 31 maio 2009
DIFERENÇA DA MENSAGEM
O envelope chegou trazendo marca da farmácia de manipulação. Uma correspondência peça de propaganda com detalhe por demais interessante. Além de anunciar virtudes da farmácia de manipulação, versos de Fernando Pessoa, poeta maior português.
“O sonho é ver as formas invisíveis/ Da distância imprecisa, e, com sensíveis/ Movimentos da esperança e da vontade,/ Buscar na linha fria do horizonte/ A árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte -/ Os beijos merecidos da Verdade.”
Uma beleza que vem mostrar demonstrar que a poesia presta-se sim ao propagar de uma marca comercial, tal como acontece com a literatura em geral. Com todo carinho apreço pela tal farmácia de manipulação, não fosse presença dos versos de Fernando Pessoa, a peça a mim enviada não passaria de uma mensagem informativo comercial como tantos outros existentes por aí. Há de se valorizar a diferença.
Belo Horizonte, 15 novembro 2005

sábado, 30 de maio de 2009

SEM DESESPERAR

Preciso esperar mais um pouco para que conheçam o som da Banda Tattoo
SEM DESESPERAR
Preciso acordar. É que fui dormir tarde porque ontem foi dia agitado muito que fazer vontade de mostrar a Banda Tattoo pra todo mundo. Mas o computador pede atenção para programas e ajustes que possam permitir acesso às músicas.
Quando tudo funciona é uma maravilha, mas quando não funciona aí complica demais. Converso daqui, converso dali e a Banda Tattoo que precisa ser apresentada pra todo mundo. Mas, como bem sei, há tempo para que cada coisa aconteça ao seu tempo. Não adianta, em situação assim, nem apavorar, nem desesperar.
Belo Horizonte, 30 maio 2009
LIÇÃO DO COLCHÃO
Tudo pode acontecer a partir de uma loja de colchões, porque tudo pode acontecer a partir de nós mesmos. Mas se nem tudo acontece é porque também somos dotados de dúvidas que surgem interferindo e alterando curso dos nossos propósitos. São sonhos que por tantas vezes não conseguem alcançar a plenitude do nosso acreditar.
Em uma loja de colchões somos naturalmente induzidos ao que podemos proporcionar aos nossos sonhos. Somos despertados por tudo aquilo que conforta nosso adormecer. Temos a oportunidade de perceber o quanto é importante o tal do colchão em nossas vidas, mesmo estando ele, no mais das vezes, escondido vestido por roupas de cama tão interessantes quanto aconchegantes.
A vida de qualquer um de nós poderá viver incríveis experiências e eternas transformações justo quando tem seu corpo sustentado pela inocência de anônimo colchão, cuja discrição há de ser mesmo recompensada por nosso mais justo reconhecimento. Em sua quietude o colchão guarda testemunhos difíceis até de serem decifrados acreditados. Por isso mesmo, melhor a fazer é aprender com o colchão a silenciar o que está feito para não ser propagado por aí.
Belo Horizonte, 12 novembro 2005

sexta-feira, 29 de maio de 2009

MÚSICA TATTOO

Com paciência chegamos lá
MÚSICA TATTOO
Não quero e nem ficarei nessa conversa maçante de que a Banda Tattoo tem este aquele dote porque no final o que importa mesmo é sentir o que músicas e letras interpretadas por eles passam.
Lógico que não tenho como colocar o som da Banda Tattoo nos Folhetos Cadinho RoCo mas posso fazer isso no Cadinho. Mas aí tem detalhe que dou enorme importância pra ele. É que considero um tanto impertinente a música cantada quando ou enquanto leio. É algo semelhante a você estar numa leitura super envolvente quando então aparece alguém que, sem o menor respeito ao seu momento, começa a falar querendo conversar. Por isso é que trabalho no sentido de trazer a música da Banda Tattoo para o Cadinho, mas na condição de acesso opcional.
Tal como a Banda Tattoo, não poupo amor no que faço.
Belo Horizonte, 29 maio 2009
SEIS HORAS

São seis horas
De uma tarde qualquer
A fazer de mim
Esta imagem qualquer.
São seis horas
A denunciarem
Esta ausência
De tantas horas.
São seis horas
Perdidas em mim
Acúmulo de tempos.
São seis horas
A irem irritando
Esta prece sem pressa.

Belo Horizonte, 12 agosto 1985

quinta-feira, 28 de maio de 2009

ATITUDE

A tela citada no texto abaixo está com foto exposta na coluna ao lado
ATITUDE
Amar é ato de criação, frase pintada a óleo sobre tela.
Pois se a Banda Tattoo surge como oportuno ato de criação pra lá de criativo, natural conceber o amor no canto desses moços chamados, para não dizer convocados, pela música. Eles nascem numa das infinitas encostas das Minas Gerais, crescem e despertam, ou despertados são pela música.
Somos, enquanto humanos, o que são os moços da Banda Tattoo. Por isso mesmo é que se eles se propõem a subir no palco e mostrar para nós do que são capazes, cabe a nós leva-los a esse palco.
No universo da arte o sucesso não é questão de vaidade e sim consequência natural a quem se expõe, por força da sensibilidade que é parte do seu viver.
Tattoo é traço de atitude.
Belo Horizonte, 28 maio 2009
SIGNIFICADO
Se o carro Mercedes está em frente à casa butique, é porque ela está lá. Penso acredito ser assim mesmo. E o carro sempre está lá. É raro muito raro não encontra-lo com sua imponência serenidade ao dispor dela que parece ter sim particular satisfação em fazer o que faz. O que demonstra ser sim um bem digno de exemplo.
É sempre muito bom fazermos o que queremos fazer. Trabalhar, crescer, desbravar, desafiar nossas potencialidades. O que acaba estabelecendo esta forma de comunicação entre as pessoas. Sim, porque o trabalho, no mais das vezes, termina encontrando sentido em outras pessoas. Por mais que trabalhemos para nós, fazemos o que fazemos para outros seres. O que traz sentido para que sigamos em frente, em busca, em propostas que vão propondo outras numa sucessão infinita. Assim é que vamos também descobrindo o significado de nossas vidas. O que é ótimo.
Belo Horizonte, 31 outubro 2005

quarta-feira, 27 de maio de 2009

COMPROMETIMENTO

A camiseta citada abaixo encontra-se em foto exposta na coluna ao lado.
Estamos trabalhando no sentido de inserir aqui áudio com gravação das músicas compostas e interpretadas pela Banda Tattoo
COMPROMETIMENTO
Existem constatações evidentes demais.
Quando percebemos o grande sentido do desapego ficamos mais leves.
Esta é frase que pintei em camiseta. Mas aqui hoje minha intenção é escrever sobre a música interpretada pela Banda Tattoo, que a propósito parece seguir exatamente pelo desapego a espécie de formalismo musical existente por aí. Isso é próprio do verdadeiro artista que em meio a tantas manifestações encontra a sua. A banda pode receber influência daqui e dali, mas na essência do seu desempenho percebe-se uma postura, ou personalidade.
Do que ouvi da Banda Tattoo, na condição de mero ouvinte, o que senti foi a presença da Banda Tattoo. O que quero dizer é a que a banda tem sonoridade própria, não é cópia, não traz consigo trejeito de ocasião, mas o empenho de um grupo comprometido com o crescimento.
Belo Horizonte, 27 maio 2009
ESCADA DAS ESCADAS

As escadas descem
Arrombam portas
Ouvem passos
Tropeçam sentidos.
As escadas sobem
Escondem carícias
Engolem convites
Escancaram acenos.
As escadas pensam
Nos pesares vindos
Pelo corpo pesado.
As escadas unem
Momentos levados
Aos rumos das ruas.

Belo Horizonte, 12 abril 1985

terça-feira, 26 de maio de 2009

TATTOO

No selo Tattoo ainda não há link para o site da banda que está em formatação
TATTOO
Tattoo é um grupo musical que nasce no interior das Minas Gerais, região da Mantiqueira. Jovens talentosos que compõem e interpretam repertório popular de conceito tão regional quanto surpreendente. Uma banda que pode ser entendida como de um rock que direi mineiro por descrever trajetória afetiva daquilo que envolve a realidade de quem sonha, ama, busca e viaja no propósito de encontrar e quebrar a distância que distingue o interior do grande centro.
A Banda Tattoo se permite à pura manifestação do jeito simples de sermos o que somos diante das complexidades de caminhos tão adversos.
Qual tatuagem a música da Banda Tattoo aparece em impressão a encarnar o corpo da nossa audição para sempre.
Belo Horizonte, 26 maio 2009
LEMBRANÇA VIVA

Maria José é esposa do Nadir, leitora assídua dos Folhetos Cadinho RoCo. Dia desses falou-me daquela missa em que na igreja apareceu beija-flor que para o padre celebrante podia significar sinal de boa nova. Escrevi sobre o acontecido.
Agora Maria José diz ter havido naquela missa intenção pela alma da esposa de certo magistrado cujo nome esqueci. Ao ler o que escrevi, juiz viuvo encheu-se de emoção e colocou folheto com texto em santuário onde estão depositadas lembranças da amada que partiu, lá em Petrópolis.
Lugares situações tantas a surpreenderem a gente. A casa da praia bem aqui agora nesta leitura que vai para não sei onde. E os folhetos idos a tantos lugares, vão criando relações que superam nossa imaginação. Quem somos nós encontrados agora por estas palavras?
Belo Horizonte, 20 outubro 2005

segunda-feira, 25 de maio de 2009

TACANHO

De tanto viver é que a vida confunde e esclarece do tudo que acontece
TACANHO

Noite acabou
Manhã ensolarou
Dia que brotou
No céu que azulou.
Olhos acordados
Pensamentos alados
Dentes escovados
Cabelos pintados.
Água no banho
Ideia que assanho
Em verso tacanho.
Vida nasceu
Num passo meu
Andar seu.
Belo Horizonte, 25 maio 2009
GUANDEIRO
Fez aniversário, sumiu desapareceu, pegou estrada e foi parar lá em Pedra Azul. Semana inteira de descanso vida pra quê te quero. Problema de cidade grande fica pequeno diante do jeitinho gostoso que Tita tem de encarar coisas todas.
Feijão-andu, feijão-de-árvore, feijão-guandu, guandeiro. Tudo mesma coisa nada igual ao sabor brejeiro que traz hálito lá das origens. “Em Pedra Azul cachorro não come feijão-andu porque não sobra nada pra ele.” Assim é que Tita explica mostra como é que tudo acontece lá pelas profundezas do baixo Jequitinhonha.
Faz calor danado na terra seca do lote baldio cercado por muro cimento pintado de cinza. Ninguém mora lá caminho de gatos ratos assustados. Pedaço de terra de alguém que não sei quem é. Também não sei porque encontro Tita no meu pensar vazio agora, tal qual aquele lote vazio.
Belo Horizonte, 15 outubro 2005

domingo, 24 de maio de 2009

DELIRANTE

É sempre bom lembramos do que aconteceu para que não nos esqueçamos das posições assumidas por aqueles que parecem conviver ao eterno sabor da conveniência
DELIRANTE

É frio no mar
Praia deserta
Bom pra sonhar
Sensação incerta
De noite no bar
Coração que aperta
Tamanho divagar
Em noite aberta.
Luar minguante
De silencioso instante
Voz levada pela maré
Gosto amargo de café
No mar distante
Eu aqui delirante.

Belo Horizonte, 24 maio 2009
TRANSPOSIÇÃO DE VALORES
O Deputado Federal mais votado em Minas Gerais nas últimas eleições, hoje Ministro Patrus Ananias, do Partido dos Trabalhadores (PT), fez declaração por demais infeliz. Considerou considera atitude de Dom Cáppio, ao decidir-se pelo jejum em defesa à integridade do Rio São Francisco, como “autoritária” e levada a “extremo desnecessário”.
Pois aí está singular demonstração do que caracteriza o agir proceder do PT, agora tão empenhado em proibir a comercialização de armas e munições no Brasil. Quer arma mais perigosa do que a utilização do poder público em benefício próprio? Dom Cappio, ex militante do PT, fez de tudo para abrir consciência do presidente herdeiro traído paciente impaciente. Em uma de suas manifestações chegou até a citar frase dita por Dom Luís, outro franciscano já falecido que atuava na Bahia. “Quando a razão se extingue a loucura é o caminho que resta.”
Na casa museu Abílio Barreto, ambiente mais que propício para a lembrança. Tanta gente falando hoje o que não dizia ontem. Pois é.
Até quando seremos alvo de tanta transposição de valores? E ainda querem que votemos sim ao dizer outro do amanhã?
Vote não, tecla um, em favor da sua liberdade integridade física, moral e espiritual.
Belo Horizonte, 06 outubro 2005

sábado, 23 de maio de 2009

SEGUNDA CONSULTA

Somos mais desconhecidos de nós mesmos do que pensamos ser
SEGUNDA CONSULTA
O porteiro pede minha identidade confere agradece e lá vou eu no elevador, sala de espera em pensamentos confundidos por hipóteses.
Sou atendido e digo estar bem quando perguntado como tenho passado. Passos levados ao consultório e da janela percebo estar no alto, paisagem derramada ao dispor dos meus olhos silenciosos.
Abro escancaro a boca dentes vistos, revistos, examinados e a periodontista do alto observa paisagem por eles ofertada.
Despedimos vou embora certo de que justo agora ela sabe mais da minha boca do que eu. Por isso devo retornar na semana que vem.
Belo Horizonte, 23 maio 2009
ENTE APARENTE

Meus braços partiram
Pelos pés perdidos
Pela carne desprendida
Deste meu espirito.
Meus lábios cavaram
A sombra que espelho
Pela sugestão qualquer
Deste meu viver.
Meu espirito acontece
Ao testemunho trazido
Pelo que é seu.
Meu viver aparece
Quando de você
Sou aparição.
Belo Horizonte, 12 agosto 1985

sexta-feira, 22 de maio de 2009

DA FÉ

A tela aqui citada está com foto em exposição na coluna ao lado
DA FÉ
Tenho fé.
Frase que pintei, óleo sobre tela.
Ter fé é acreditar. Mas será tão simples acreditar? Insisto em afirmar que sim e completo dizendo ser infinitamente mais sensato ter fé do que duvidar. O que não quer dizer que para possuir a fé basta abrir mão de todas as dúvidas, não é assim até porque somos imperfeitos e não conseguimos eliminar a dúvida do nosso viver. E aí é que surge a fé no propósito de agir sobre a dúvida para que dela possamos extrair o que de fato certifica cada instante nosso. Nada relacionado a meras comprovações, mas associado ao que então irá qualificar nossas vidas.
A fé está intimamente relacionada ao amor e por isso é que fica difícil defini-la.
Ter fé é acreditar no amor.
Belo Horizonte, 22 maio 2009
PORTANTO
Abriram o portão
Que ficou aberto
E fechado
Em sua função.
Abriram o chão
E dele fizeram
Par de degraus
Degradados pelo tempo
Pisado na parede
Esquecida ao lado
Da sandália velha.
Envelheceram o portão
Aberto no intimo
Do tempo presente.
Belo Horizonte, 12 agosto 1985

quinta-feira, 21 de maio de 2009

MUDAR

A camiseta aqui citada está, em foto, exposta na coluna ao lado e disponível para venda
MUDAR
Mudar sempre parar nunca. Esta frase está pintada em camiseta. Interessante esta sensação de pintar e ver pintada cada frase em camiseta ou tela.
Nascemos para mudar. Esta é evidência primária ao próprio sentido da vida que entre nascimento e morte está em constante mutação. No entanto há quem insista em manter as coisas como estão.
No Brasil hoje convivemos com a paralisia de aspectos a fazerem com que no outro extremo as mudanças aconteçam de maneira gritante. Se falta segurança, sobra bandidagem. Se a educação é escassa o atrevimento coloca-se em excesso. Se a mentira insiste em abafar a verdade eis que a realidade se perde em fantasias delirantes.
Mudar sempre para que do erro busquemos a correção necessária para o resgate do que se perde em meio a tanta mediocridade.
Belo Horizonte, 21 maio 2009
GESTO RELÓGIO

O relógio parado
Quebrado e guardado
Assinala paralisia
De um tempo que vai.
Vamos vivendo
O relógio quebrado
E atuado por um sentido
Achado no tempo.
O tempo quebrado
Querendo reparo
Querendo viver.
O tempo voltado
Ao vagar do relógio
Mostrador de instantes.
Belo Horizonte, 13 julho 1985

quarta-feira, 20 de maio de 2009

DESAFIO DO ACREDITAR

Camiseta e tela estão com fotos na coluna ao lado e expostas à aquisição de quem se interessar por elas
DESAFIO DO ACREDITAR
São dois momentos distintos que aqui chegam em um só;
Na camiseta a frase: Amanhã pode ser o nunca mais.
Na tela a frase: Somos o que queremos ser.
São duas frases situações que compõem o nosso existir. Se creio que somos o que queremos ser, natural acreditar no amanhã que pode ser o nunca mais. Não que o amanhã poderá vir a ser, mas que pode ser porque admito jeito de tirar hoje o amanhã que não queremos viver.
Sempre que vasculhamos poder que temos deparamos com o que em nós distingue a crença da dúvida. É exatamente por aí que somos desafiados pelo acreditar, porque exatamente quando deixamos de acreditar é que deixamos também de querer o que queremos ser.
Belo Horizonte, 20 maio 2009
CANAVIAL PATERNAL
No fundo do quintal
Minúsculo canavial
De um viver criança
Onde tudo era esperança.
Não havia nada igual
Ao corte paternal
Da cana hoje herança
De toda aquela lembrança.
Domingo era o dia
De chupar cana macia
No quintal que abria
Vida para doçura
De tanta ternura
Saudade sem cura.

Belo Horizonte, 10 setembro 2005

terça-feira, 19 de maio de 2009

AGORA

Tem camiseta nova exposta na coluna ao lado.
Valendo-me do comentário feito ontem por C., para ver imagens das camisetas e telas ampliadas é só clicar com a tecla direita do mouse sobre a imagem e optar por salvar imagens como... . Salve a imagem no seu computador e lá do banco de imagens clique novamente na imagem para que ela vá para no Pictures Office (XP). Quando ela chegar lá é só optar pela ampliação que quiser e terá a imagem no detalhe para conhece-la melhor.

AGORA
Pode parecer estranho, mas viver o presente é um belo preventivo para o depois. Digo isso porque quando assumo o presente também assumo posição com relação ao antes e depois, o que quero deste depois. Faço antes o que posso fazer, ao invés de ficar agarrado ao que já aconteceu.
Viver o agora não chega a ser exatamente o ignorar do depois. Até porque o agora está sempre sendo atraído pelo depois que a cada instante se transforma no agora.
Belo Horizonte, 19 maio 2009
ABRAÇO DA LUZ

Era manhã
Era sol
Luz esparramada
Lá fora.
Era prédio
Era sala
Luz emanada
Lá dentro.
Era cumprimento
Bom dia
De alguém.
Era presença
Fora dentro
Repentino abraço.

Belo Horizonte, 04 setembro 2005

segunda-feira, 18 de maio de 2009

DOIS EM UM

Somos mais do que pensamos ser
DOIS EM UM
Por muitas vezes quando digo não posso o que de fato expresso é que não quero. Isto porque em muitas ocasiões, ao invés de poder querer pondero e inibo o querer poder.
É evidente que se eu não estiver preparado muito provavelmente não sobreviverei a um salto de alguns tantos metros. Mas, se eu quiser dar o tal do salto com firmeza de propósito poderei dar sim, ainda que a consequência seja terrível. Aí é que está o sentido da coisa.
Convidou-me para sair não sei bem com qual propósito. O poder que trazia em seu querer levou-me a sair com ela. O que aconteceu a partir daí é outra conversa.
Em outras palavras, entre querer e poder o que existe salta da compreensão para o mistério, porque se bem pensarmos trazemos em nós partes do infinito que se manifestam denunciando o quanto não sabemos do quanto podemos e, por consequência, do quanto queremos.
Belo Horizonte, 18 maio 2009
ATENÇÃO AO VOTO
A verdade é que estamos diante de um festival de mentiras. Razão pela qual devemos ter todo cuidado para não cairmos nas tantas armadilhas da ilusão.
A esquina das ruas Rio de Janeiro com Fernandes Tourinho mostra o quanto há de virtude em sua existência. Ela chama atenção pelo movimento de pessoas que por ela transitam, sem deixar de ser a esquina que é. Em princípio, ela é só uma esquina.
Se pensarmos com pouco mais de cuidado perceberemos o quanto é saudável ficarmos livres independentes de todo esse processo político de investigações punições cassações de mandatos. Temos o mais eficaz de todos os dispositivos, que é o do voto. Momento para que então valorizemos nossa avaliação completamente emancipada das tão discutíveis decisões de um bando de políticos a exigirem tanto da nossa já tão sacrificada paciência.
Belo Horizonte, 02 setembro 2005

domingo, 17 de maio de 2009

PRIMEIRA TELA

A foto da tela está exposta na coluna ao lado
PRIMEIRA TELA
Eu mentiria se dissesse que anteontem pintei primeira tela, não é verdade, porque já pintei outra antes não sei quando. Mas posso dizer isso é verdade, que anteontem criei pintura a óleo sobre tela com todo material adquirido por mim.
No amor tudo é infinito. Eis frase que criei e que em mim criou inspiração para criar pintura em tela. E assim abri perspectiva para que eu possa ganhar dinheirinho. A tela está à venda, ao dispor de quem queira adquiri-la.
Belo Horizonte, 17 maio 2009
A GRUTA
A casa é hoje uma butique. Está localizada em Belo Horizonte, na região da Savassi, bairro Santo Antônio, rua Antônio de Albuquerque entre ruas Sergipe e Levindo Lopes. Ufa!
Todo ditador que se preza tem seu séquito. Mesmo aquele que não se identifica como tal. Mas isso é de menos importância.
Para esta ocasião, destaque da casa não está na casa. Está sim em sua parede muro lateral. Lá a presença de espécie de gruta com imagem de Nossa Senhora das Graças. .
Seria engraçado não fosse trágico preocupante. Fato é que o ditador conta com seguidores(as) posicionados(as) em lugares por demais estratégicos. Chega a ser mesmo comum encontra-los(as) nas redações de jornais, revistas e emissoras de rádio e televisão.
A presença de Nossa Senhora das Graças ali é de uma pertinência tão silenciosa quanto prudente. De repente, eis que cruzamos com ela em meio às nossas tantas caminhadas. Tem gente até, que ao passar por sua imagem faz o sinal da cruz.
O que pode parecer natural, acaba não sendo por serem esses(as) seguidores(as), formadores(as) de opinião. O que merece singular atenção para que não fiquemos ao sabor do desconhecimento de causa.
Diante da gruta de Nossa Senhora das Graças, o sentimento livre de todo e qualquer interesse mundano.
Belo Horizonte, 23 agosto 2005

sábado, 16 de maio de 2009

DAQUI A POUCO

O fluir dos acontecimentos é de vastidão pra lá de desafisadora
DAQUI A POUCO
Bem que eu poderia hoje citar detalhes do que observo. É que acordei pensando em alguns que trouxeram outros até que percebi não haver fim na quantidade de detalhes que surgem a todo instante.
Enquanto conversava com amigo percebi que a mulher que estava só e sentada com relativa proximidade ouvia tudo. O que poderia despertar interesse dela em ouvir nossa conversa?
Ela evitava qualquer tipo de encontro com ele. Estava no mesmo lugar, mas era evidente que ela sequer queria cumprimenta-lo. Mas não havia nenhum sinal de aversão. A situação parecia traduzir outra realidade.
Lábios umedecidos, olhos atentos. Era momento de trabalho e seriedade com que executava sua função, não permitia nenhum deslize. Depois que fez o que tinha de fazer, riu aliviada. Mas estava com sede.
Dormi sono pesado, acordei no relógio da lembrança do tempo agora outro. Tenho de sair daqui a pouco.
Belo Horizonte, 16 maio 2009
SENTIDO CONTRÁRIO
Quanto maior for a recusa ao entendimento, menor será a capacidade da compreensão.
Diante da imagem de Nossa Senhora de Fátima, muitas poderão ser as manifestações do espirito. A fé por si só não se perde em indagações menores por permitir a elevação que liberta o espirito.
O ditador não consegue ir além de si mesmo. Ele traz consigo a necessidade de afirmações retidas ao plano pessoal. Ele coloca-se como profeta, ou conhecedor de tudo todas as coisas, mesmo quando a conveniência exige algum desconhecimento de causa.
Viver, ainda que por um instante, a essência da Igreja de Fátima é mais que prudente. É abrir permissão para que simplesmente sejamos simples diante de tudo aquilo que faz ser a nossa vida.
O ditador sofre quando não consegue inibir o fluxo das indagações. Ele quer que tudo seja investigado para que possa desenhar a sua realidade, ao invés de permitir-se a ela.
Não há nada que possa ser maior que a graça do acreditar. A fé, por muitas vezes, torna-se perdida em meio a tanta confusão criada por nós mesmos. A fé, é simples.
Belo Horizonte, 21 agosto 2005

sexta-feira, 15 de maio de 2009

VIRTUDE DO AMOR

O amor não mente; nós é que mentimos
VIRTUDE DO AMOR
Nem é preciso prestar tanta atenção para perceber que em único dia não será fácil, para a maioria de nós, situar quantas pessoas contribuem para o nosso bem estar. Desde a limpeza das ruas até ao recolhimento do lixo, o condutor do transporte coletivo, o balconista de simples lanchonete até ao ser graduado que estende seu conhecimento para o nosso bem, vai quantidade de gente por demais expressiva.
Será difícil entender que para o bem comum ao invés de obstruir muito mais sensato é amar? E aqui não digo do amor derramado, artificializado ou pasteurizado. Refiro-me ao amor em sua mais simples expressão, proposto pelo querer fazer bem seja lá o que for. Somos e estamos a todo instante sendo impelidos ao egoísmo, ao interesse próprio e não mais que isso. Lógico que ser bem servido é muito bom, mas o servir poderá até ser melhor, se bem soubermos dar ao nosso serviço a devida presença do amor. Até porque o egoísmo nos remete ao isolamento, enquanto que o amor à elevação, ao crescimento a fortalecer sempre e cada vez mais o nosso viver.
Belo Horizonte, 15 maio 2009
DIFERENÇA DA SEMELAHNÇA
Duda não é Lula.
Lula não é Duda.
Ainda que pronunciados pelas mesmas vogais, a diferença surge pelas consoantes.
Um cria e o outro assume a fantasia. Um vai de encontro aos fatos e o outro insiste em esquivar-se dos fatos. Um diz o que sabe e o outro não sabe o que diz.
O jeep amanheceu mais vermelho que nunca. Não fosse jeep poderia ser enorme labareda de um fogo luz que queima o sangue da vergonha..
Duda não é Lula.
Lula não é Duda.
Ambos seres humanos possuidores de sentimentos, sensações e reações. Ambos semelhantes a qualquer um de nós, expostos a propósitos e propostas. Ambos com liberdade para seguir por este ou aquele caminho, como acontece com a vida de todos nós.
O jeep na garagem não demonstra qualquer incômodo. Ele não sabe o que é isso. A garagem na casa é só um espaço a mais a guardar o jeep que está à venda. Mas o jeep também não sabe o que é estar à venda.
Duda não é Lula.
Lula não é Duda.
A diferença entre eles está no detalhe de suas escolhas, tal como acontece com os contornos dos seus traços. Temos toda a liberdade da escolha. Mas o jeep, por ser jeep, não sabe o que é escolher e por isso mesmo fica sem escolha.
O jeep não sabe de nada. Mas Duda e Lula, sabem muito.
Belo Horizonte, 12 agosto 2005

quinta-feira, 14 de maio de 2009

CONSULTA

Interessante quando conhecemos alguém
CONSULTA
Quis saber um pouco de tudo. Se eu tinha hábitos incomuns, alergia a alguma coisa, se sou fumante, doenças, particularidades e mais esse aquele detalhe. Foi minha primeira consulta expectativa danada. É que fui indicado por ela que é muito conhecida nossa, de muitos anos e lembranças boas, algumas engraçadas, outras marcantes.
No consultório aquela quantidade de aparelhinhos, poltrona confortável, pecinhas e a conversa tomou rumo. Situação é esta, há de ser feito assim calma porque antes é preciso averiguar detalhes e ao final de tudo a vida continua não sem antes exigir cuidado.
Saio do consultório com pensamento mordido mastigado. No coração sentimento de que a doutora dentista irá cuidar bem desses dentes que habitam em minha boca.
Belo Horizonte, 14 maio 2009
CASA VAZIA

Silencio na
Casa vazia.
Silencio na
Janela fechada.
Silencio na
Porta trancada
Silencio na
Transparência
Do vidro.
Silencio no
Amanhã
Transparente.

Belo Horizonte, 08 agosto 2005

quarta-feira, 13 de maio de 2009

OU SEJA...

Na crise eis que a verdade vem à tona dos fatos
OU SEJA...
Existe uma crise mundial é o que dizem por aí. Mas, que crise é esta? Aí surgem explicações das mais diversas porque cada um sente vive e convive com a crise de uma maneira.
Para mim a crise aparece no número de comentários referentes às publicações no Cadinho que reduziram e muito. As causas podem ser várias, relacionadas à crise mundial ou não. Pessoas que passaram a navegar menos porque já não podem estar diante do computador como antes, Necessidade de agir por outras rotas, seja por perda de emprego ou por maior rigor imposto à vida. Desalento que então remete algumas pessoas a estado de solidão. E por aí poderemos chegar a inúmeras conclusões, ou hipóteses.
No meu caso, a crise, de uma certa maneira, chega a ser até oportuna, posto que estou fora do mercado e por isso sem ganhar dinheiro. Se não ganho não perco. E numa situação de crise surgem mudanças capazes de feitos até expressivos. Espécie de momento em que a verdade cobra competência do mentiroso que sempre diz não ser nada tão sério assim até por não ser a seriedade própria de quem mente.
Existe sim uma crise que para alguns acabou, para outros nem começou e para quem insiste em ludibriar é o que é mas não é, ou seja, ou seja, ou seja...
Belo Horizonte, 13 maio 2009
O NOME DO HOMEM
Para início de conversa quero dizer que o Sílvio não chama-se Sílvio. Nome do gajo é outro. De tanto pessoal chama-lo de Sílvio, ficou impressão ser esse o nome do homem. Mas não é. Pode até pensar que é, mas continuará não sendo esse o seu nome. E por mais que você insista em não querer considerar Sílvio espécie de apelido, eis que afirmo poder até ser sim um apelido, mas que o nome dele não é esse, isso não é mesmo.
Quem passou pra mim informação foi o Juninho. Alexia confirmou e o próprio Sílvio, que não é Sílvio, certificou. O que também não adiantou muito, porque todo mundo continuou continua chamando-o de Sílvio. E quando você esquecer nome dele e quiser que alguém lhe diga, muito provavelmente dirão que ele é o Sílvio, que não é. Mesmo assim, ele leva todo jeito daquele filho de Enéas e Lavínia, que passou a chamar-se Sílvio por ter nascido no bosque.
Vou ao Bar Mercado Central e lá encontro-me com a Silvana, nome que vem do latim e que significa deusa do bosque. Peço que ela diga-me com toda precisão, verdadeiro nome do Sílvio. Ela imediatamente diz com todas as letras ser Sívory, nome do nosso competente comandante do Bar Mercado Central.
Belo Horizonte, 27 julho 2005

terça-feira, 12 de maio de 2009

FALSIFICAÇÃO

Não adianta querer ser verdadeiro ao fazer uso da mentira
FALSIFICAÇÃO
Se no discurso a realidade é uma, na prática ela se apresenta com outro desempenho. E não adianta querer negar resistir à evidência dos fatos, porque eles mostram aquilo que compõe a realidade das atitudes e não das palavras.
É sabido haver na mentira a impossibilidade da constatação em meio à verdade que brota da realidade. E não adianta depois querer justificar ou agir por interpretações diversas, posto haver na mentira relação direta com o engano.
Quem mente engana. Por isso é que não dá para que, pela mentira, alimentemos a crença por tempo indefinido. Cedo ou tarde, eis que o tempo da mentira aparecerá induzido por aquilo que está em sua própria condução, que é o engano. Por ser assim é que no universo da mentira a crença torna-se substituída pela conivência, que é exatamente o que constrói a ilusão que falsifica a verdade.
Belo Horizonte, 12 maio 2009
BLABLABLÁ
Em uma de suas tantas frases diante de vexatória crise, ele não perde oportunidade em dizer e repetir, que “se for preciso irá cortar da própria carne”. Não estará ele referindo-se à própria carne daquele nosso velho e conhecido churrasco amigo?
Se é assim, bom dar uma chegada na Comercial Sabiá, no Mercado Central de Belo Horizonte. Lá ele encontrará facas de diversos modelos, com acabamentos primorosos e que poderão oferecer com todo conforto, cortes e mais cortes. Além de facas poderá optar por facões, faquinhas, canivetes nacionais e importados, muito úteis para a mais inesperada das ocasiões. Existem ainda navalhas, amoladores e todo equipamento de cutelaria digno do mais nobre gesto. Pode inclusive aproveitar visita à Comercial Sabiá, para escolher respeitosa variedade de charutos, que suponho não haver lugar com tal diversidade em Belo Horizonte. Mas, se preferir, não existe na cidade lugar com tantas marcas de cigarrinhos de palha ao dispor do freguês.
A gente nunca sabe o que está por acontecer. E já que estamos em franco período de tanta propaganda, aproveito para completar com o que poderá ser sim outra frase de efeito.
Se o seu problema é cortar da própria carne, conte com as afiadas lâminas da Comercial Sabiá, sem mais blablabá.
Belo Horizonte, 23 julho 2005

segunda-feira, 11 de maio de 2009

DE TODAS AS COISAS

Estamos sempre em algum início
DE TODAS AS COISAS
Sempre que buscamos encontramos. O que encontramos pode até não ser o que buscamos, mas os encontros sempre acontecem, ainda que sob a forma do desencontro.
Desencontrado é o encontro não encontrado. Mas não é porque surge o desencontro que está tudo acabado. Muito antes pelo contrário. O que acaba é aquilo que já não contém nada. O que dá sinal de vida vivo está. E na vida os fins são confundidos pelas finalidades que por sua vez denunciam propósitos, objetivos.
Somos causa e consequência, porque criamos e desenvolvemos feitos soltos ao espaço de todas as coisas.
Belo Horizonte, 11 maio 2009
ESTÍMULO VIVO
Maria José é esposa do Nadyr, leitora assídua e zelosa colecionadora dos Folhetos Cadinho RoCo. Por isso mesmo é que quando o Nadyr sai para ir à Loterias Premiada, leva consigo recomendação de trazer novos títulos dos folhetos. Isso sim é que traz estímulo e força para criação desses exemplares. Isso sim é que serve para chamar atenção, ampliar horizonte e qualificar presença do patrocínio a respaldar esse trabalho.
Não é a primeira vez que sou noticiado sobre existência de coleções dedicadas aos Folhetos Cadinho RoCo. A Luciana, esposa do Marco Aurélio, já havia dito isso pra mim, quando então distribuía os folhetos no Mercado Central, em Belo Horizonte. Os folhetos só não estão lá hoje, por falta de patrocínio, recurso imprescindível para pulverização deles. O primo Augusto vive cobrando pedindo títulos ausentes da sua coleção. Mas a atitude da Maria José conta ainda com a sutil manifestação de carinho, quando diz dividir leitura dos folhetos com sua irmã, dando assim contribuição para propagação deles.
Cheguei mesmo, em algum momento, a parar com a distribuição nas casas Loterias Premiada. Mas depois da ponderação da Juliana, retornei com eles mesmo sem saber ainda da coleção da Maria José, que obtém os folhetos dessa carinhosa permissão da Juliana e da Gabriela, ou seja, da Loterias Premiada.
Isto é ou não é um aceno de sorte para sobrevivência dos folhetos?
Belo Horizonte, 17 julho 2005

domingo, 10 de maio de 2009

TARTARUGAS MANSINHAS

Por instante que tudo não passa de enorme sonho
TARTARUGAS MANSINHAS
Quis ficar triste, mas veio alegria. Resistir pra quê? Riu porque viu graça no que ouviu era alívio que vinha vindo. No coração sentiu bobagem ficar agarrada em pensamento ruim, passou.
Estava ali num flutuar amistoso de vida na lua cheia de encanto. Pensou no sonho que sonhou. Era praia mergulho no mar repleto de tartarugas. Lindas muitas todas maravilhosas. Davam voltas em seu corpo mão no casco de uma que olhou pra ela e riu, a tartaruga riu sim.
Acordou intrigada e agora que pensa naquele sonho entende que se até as tartarugas podem rir, não há motivo para que ela, logo ela, fique ali com cara fechada. Foi aí que acordou para o fato de que em seu íntimo há imenso mar habitado por tartarugas lindas e ,mansinhas.
Belo Horizonte, 10 maio 2009
MERAS COINCIDÊNCIAS
Sou do tempo do long-play também conhecido por LP. Discos de vinil com gravações memoráveis de músicos músicas artistas eternizados por espetaculares interpretações. Foi-se o LP, que ainda hoje é considerado por algumas tantas pessoas como melhores do que os atuais discos compactos digitais.
Do LP à P&L a coincidência das consoantes usadas em sentido inverso. Duas apresentações a alimentarem nosso imaginário. Assim também acontece com aquele partido político, o PL que é mesmo... Melhor não estender assunto. Até porque a política tem sido motivo para arruinar o apetite de muita gente. O que contradiz frontalmente com a proposta da casa Delivery P&L Alimentos que trabalha sempre dedicando todo respeito ao nosso apetite e direito de saborear resultados das interessantes receitas da Emília. Isso sim é que faz bem muito bem para nosso corpo espirito. Daí a vontade de telefonar encomendar o ofertado pela casa Delivery P&L Alimentos.
Belo Horizonte, 08 julho 2005

sábado, 9 de maio de 2009

SER

Lá pelos idos de 2005 recebi patrocínio da MADMAQ que por ter comparecido em apoio aos Folhetos Cadinho RoCo tornou-se, por eles, aqui eternizada. Aí está um dos diferenciais em patrocinar os Folhetos Cadinho RoCo.
SER
Sim, sim escrevo o que sinto porque esta é a necessidade que sinto viva em mim. Vivo o que sinto porque sem vida meu sentir não sobrevive.
Sei da importância nenhuma, ou tímida, que dão ao que faço, mas também não fico preocupado e medir isso. Já vivi o bastante pra ver muita casa desmoronar e muito grito ser traído por ele mesmo. Tanta suficiência encarnada em fugas e afirmações tão infantis. Voltas que dão voltas em torno do nada. Tanta crença perdida pelo encontro com tanta mentira.
Um dia ouvi alguém perguntar o que é a verdade, justo quando mentia exatamente por não ter o menor empenho em ser verdadeiro.
Fôssemos transparentes seríamos disformes.
Belo Horizonte, 09 maio 2009
O DIFERENCIAL
Na casa Madmaq tem mesas de madeira, cadeiras de madeira, portas e portais de madeira e piso com tacos de madeira. Na casa Madmaq tem estoque de máquinas para a indústria moveleira, oferecendo ótimas ofertas para quem é do ramo.
Tudo isso parece conversa de vendedor, mas não é. Fato é que a Madmaq, por atuar no mercado de máquinas usadas, descobre peças que já não estão mais disponíveis no comércio. São máquinas de utilidade indiscutível, mas que tornam-se superadas por outras mais sofisticadas e por isso mesmo mais caras. Aí é que está o diferencial da Madmaq, que trabalhando na reforma desse equipamento possibilita a realização de grandes negócios, por preços acessíveis a quem quer investir crescer no mais diverso uso da madeira. E quem vende na Madmaq, é o Murilão, dono da casa e conhecedor do que faz.
Belo Horizonte, 03 julho 2005

sexta-feira, 8 de maio de 2009

BRASIL SOFRIDO

Quando fica demais não dá pra segurar
BRASIL SOFRIDO
Ponte não resistiu justo quando caminhão passava por ela e por isto é que ponte e caminhão desceram rio abaixo. Aconteceu, salvo engano no Maranhão, em meio a tanta chuva que deixou à margem da tragédia homem simples motorista que na vida tem mulher e filhos pra criar com recurso trabalho com caminhão que foi embora. E agora?
Pois aí é que está a realidade da coisa. O Brasil vive situação de naufrágio em todo seu universo político e por isso é que a escassez inunda grande parte da população responsável por isso porque elegeu representantes incapazes de sequer serem dignos dos mandatos a eles confiados. Se não atuam com competência quando o vento está a favor, como serão capazes de agir em meio à tempestade?
É preciso, com urgência, reverter esta situação vinda de eleições viciadas e corrompidas por falsos discursos.
O voto nulo é a resposta pertinente para eleições nulas em integridade.
Vivemos hoje em realidade que só faz estampar este Brasil pra lá de sofrido.
Belo Horizonte, 08 maio 2009
É MUITA MENTIRA
É muita mentira esparramada por aí. Assim fica difícil até sonhar almejar seja lá o que for. Quando acordamos, percebemos estarmos sendo todos enganados por gente que ainda grita berra e sai atacando o mundo.
No silencio do quarto que é casa da minha casa, tento entender sentido de tantas atitudes. A cobiça assumida a qualquer preço. A vaidade entregue à mais cruel escravidão. O arrebatamento a não medir conseqüência, por tanto ambicionar o poder. Fica tudo estampado a um ridículo que chega mesmo a dar nojo.
Exposto à luz dos fatos, o delírio último a exigir provas a comprovarem o óbvio. E tome mentiras e mais mentiras. A insistência em querer fantasiar a realidade chega ao raso expediente a buscar do antes o que agora escandaliza nossos dias. E quando o desgaste torna-se ainda mais escancarado, eis que surgem novas promessas tão sinceras quanto aquelas que não tiveram e não terão como ser cumpridas.
É muita mentira para nós que insistimos em querer acreditar.
Belo Horizonte, 28 junho 2005

quinta-feira, 7 de maio de 2009

SÓ ISSO

A pintura da camiseta aqui citada está exposta na coluna ao lado
SÓ ISSO
Enquanto caminhava com cão Jota pensava em escrever o que já não lembro porque aquilo foi momento outro deste agora caído em esquecimento, não importa. São coisas que acontecem entre tantos outros mistérios que vivemos. É bom importante pertinente nos entregarmos ao agora sem, no entanto, ter que por isso abandonar a esperança. Mas também se ficar só na espera presente passa sem ao menos dar à esperança sentido que possa a ela nutrir alento de espera.
Do nada é que surge tudo. Frase pintada em outra camiseta que coloco à venda. Preciso vender camisetas que pinto. Este dizer repetitivo declara insistência não minha, mas da necessidade imposta a mim para que o viver possa sobreviver. É só isso.
Belo Horizonte, 07 maio 2009
CALOR DA ALMA
Acordei sem querer acordar, levantei sem querer levantar, saí sem querer sair. O frio da manhã induzia velocidade aos passos. Cheguei onde queria chegar pensando em tudo um pouco. Quando dei por mim, do olhar distraído eis que ela surgiu. Veio como sempre, com seu ar compenetrado, firme e sério.
Parece ter surgido do nada para dar definitivo despertar à manhã até então sombria. Foi ela surgir e o sol fazer-se no céu agora mais vivo que nunca. Estávamos na igreja de um Santo Antônio muito atento ao menor dos detalhes. Estava linda e era lógico que sentia frio. Sentou-se à minha frente, à esquerda, um tanto distante. Cabeça baixa entre as mãos unidas e próximas de sua boca, que parecia sopra-las talvez para aquece-las com calor da alma.
Depois de comungar, ajoelhou-se entregue ao seu diálogo com Deus. Missa terminou trazendo a mim benção de sua presença. Pensei até em esperar por ela, mas recusei sugestão do pensamento. Fui embora com a presença dela a deixar-me tão ausente quanto estou até agora.
Belo Horizonte, 16 junho 2005

quarta-feira, 6 de maio de 2009

QUERER QUE QUER

A camiseta aqui citada está exposta na coluna ao lado e ao dispor de quem quiser adquiri-la
QUERER QUE QUER
Tudo calmo eu pronto para pintar outra camiseta. Busco encontro frase que escreverei. No beijo o discurso do carinho.
Impressionante o tanto que pode significar um beijo. É que no carinho transmitimos o que sentimos. E quando o que sentimos não aparece no carinho, sinal de que algo não vai bem. Beijar é fácil simples até. Mas a questão está é no que o beijo passa.
Beijo bom quente macio arrojado é justo aquele que não reprime o carinho. Mas, não se iluda, porque há o beijo mecânico, seco e abafado. Isso pra não dizer do tão famoso beijo da traição que ficou na história como símbolo de que em gesto tão particular a intenção do carinho poderá simplesmente não existir.
Por essas e outras é que entendo haver no carinho o mais simples e espontâneo gesto do querer que de fato quer o que transmite. Fora isso não vale nem pensar.
Belo Horizonte, 06 maio 2009
NOITE DA DOBRADINHA
Na mesa redonda do Verde-Limão estávamos eu, Maurição, Ricardim e Juninho que casou a pouco tempo e que pela primeira vez saiu sem companhia da sua amada. Mas o motivo do encontro reunião era o de experimentar a dobradinha servida no Verde-Limão. Em meio a animada prosa, eis que surge a dobradinha para alegria apetite ansioso do não menos agitado Ricardim. Foi experimentar e exclamar alto e em bom som: espetáculo.
Tudo transformou-se em eufórico banquete. Maurição mais parecia comer pimenta com dobradinha. E de toda aquela disposição, eis que telefone tocou querendo buscando atenção do Juninho. Saudade dela que queria maridinho em casa, já. Resolvemos dedicar gracioso bilhete cartão para a queridinha Alexia, no propósito de amenizar qualquer eventual transtorno, muito próprio do amor, ao nosso prezado Juninho.
Ele foi embora e a farra continuou entregue àquela mais que saborosa dobradinha.
Belo Horizonte, 14 junho 2005

terça-feira, 5 de maio de 2009

AO NOSSO LIBERTAR

Existem evidências que por si só se justificam
AO NOSSO LIBERTAR
Quando adentramos pela sintonia do amor a disputa desaparece. Toda tentativa de jogo, vitória ou derrota, cai por terra. Todo propósito da conquista se transforma em elemento menor, posto que quanto maior for o querer em enaltecê-lo, maior será a confusão a desviar o curso do amor.
A única conquista que de fato exubera nosso ser é a do crescimento e não a da obtenção de ganhos menores que, por muitas vezes, nos levam a derrotas e perdas que em nada contribuem para o avanço do amor em nosso próprio viver.
O amor liberta, enquanto que a conquista encarcera.
Belo Horizonte, 05 maio 2009
MENSALÃO
O neologismo vem dos bastidores do Congresso Nacional Brasileiro. Mensalão. Fusão das palavras mensalidade e corrupção, que assim compõem o termo mensalão. Será isso mesmo?
O mensalão surge de denúncia do presidente do Partido Trabalhista Brasileiro, PTB, que em entrevista concedida ao jornal Folha de São Paulo, diz que o Partido dos Trabalhadores, PT, estaria contemplando congressistas, a título de recompensa, em troca de apoio pleno às questões governamentais, por ser o PT, do governo. Em outras palavras, uma infeliz barganha entre dinheiro e poder.
Da surpresa à indignação, distância nenhuma. Será o mensalão realidade ou trama extraída do imaginário daquele presidente parlamentar? E o assunto ganha espaço dimensão e parte para a ânsia curiosidade do País inteiro em querer saber tudo. O repúdio é geral, diverso e misterioso. Aí vão surgindo versões e mais versões. Enquanto isso, o famigerado mensalão, que antes poderia estar sendo apreciado por alguns muitos, passa a ser odiado por todos. Se muita gente sabia, agora ninguém sabe e o melhor a fazer é ficar mesmo horrorizado transtornado.
Mensalão? O que é isso?
Belo Horizonte, 07 junho 2005

segunda-feira, 4 de maio de 2009

TARDE DA NOITE

Nem tenho feito mais textos relacionados à política e ao que acontece com a comunicação em Belo Horizonte porque o caos não é lá o que mais me inspira
TARDE DA NOITE

O carro relampejava um cinza metálico pela estrada vazia na tarde de um dia em que o encontro ensaiava gestos e intenções. Na cama o flutuar de sonhos agasalhados pela nudez dela mulher vinda em calor acobertado por quadriculado de cores mansas e onduladas.
Da janela o mar de divagações inventadas por horizonte misterioso e profundo. É um carro imaginado por percurso de ideias soltas em carícias na busca de ternos arrepios espumados pelo sal adocicado por beijos que lambem a paia deserta à margem da estrada.
Noite em sonho acordado pela música que canta na voz que dança ao declamar do amor corpo de outro corpo descoberto pela sombra deitada à beira da luz.
Belo Horizonte, 04 maio 2009
ABERRAÇÃO
Chega a ser vergonhoso o que fazem com as programações locais das emissoras de rádio e televisão radicadas em Belo Horizonte. Enorme irresponsabilidade coletiva assumida por direções só interessadas no dinheiro lucro de uma comercialização não menos caótica. Diante da mais completa ausência estética e ética de apresentações inteiras, a população de Belo Horizonte convive com o absurdo que é não terem o menor respeito por um trabalho exercido por estagiários aprendizes que ao tornarem-se profissionais, estarão no mais solene olho da rua. Isso para não citar os aventureiros.
São raras, para não dizer raríssimas, as exceções do que tornou-se comum nas emissoras de rádio e televisão instaladas em Belo Horizonte. Noticiários com matérias viciadas, entrevistas entregues ao lugar comum de questionamentos estéreis, jornalistas comentando até boletins de previsão do tempo, reportagens idiotas e por aí afora. Da autoajuda aos temas religiosos, tudo parece entregue a uma assustadora falta de compromisso com elementos primários exigidos por qualquer trabalho dito sério.
Patrocinar o que está acontecendo nessas emissoras, em Belo Horizonte, passa a ser algo perigoso. O desprezo assumido por essas empresas aos profissionais com capacidade e experiência para o exercício de suas funções, é lastimável. Resta então a conivência com pessoas sem a menor autocrítica a contribuírem para o péssimo padrão de qualidade do que tem sido feito por aí. É mesmo uma aberração o que fazem as emissoras de rádio e televisão na capital de Minas Gerais.
Belo Horizonte, 31 maio 2005

domingo, 3 de maio de 2009

CAMINHANDO

A camiseta citada em texto abaixo está à disposição de quem quiser ficar com ela, cuja pintura está exposta na coluna ao lado.
CAMINHANDO
Não dá pra parar quando o propósito é caminhar. Eis outra frase estampada em camiseta num verdadeiro sinal ao caminhar. Interessante alerta para quem a todo instante, numa atitude ilusória de entrega, trava a vida por entender ser esta a postura do amor. O que é de todo incoerente posto haver no amor incessante agir do crescimento.
A vida não para.
O amor não para.
Não há paralisia na entrega que se dispõe a encontrar.
Não há encontro quando o querer para.
Não há querer quando paramos de caminhar.
Belo Horizonte, 03 maio 2009
FAIXA DE PANO
A faixa está estendida com todas as letras nítidas e coloridas, bem no meio do quarteirão da rua Donato da Fonseca, no bairro Cidade Jardim, já com jeito de Coração de Jesus, em Belo Horizonte.
“Tchuca, você quer namorar comigo?” Só se ficou louca maluca lelé para aceitar proposta com tamanha publicidade. Melhor fingir que nem é com você. Fique longe indiferente de quem poderá até ter imaginação muito fértil, mas que não tem menor noção de reserva zelo cuidado em forma de respeito carinho pela privacidade alheia. Também não é motivo nem para esbanjar ar de vitória conquista, nem para sentir-se deprimida inibida por tamanha exposição. Assuma toda soberania de você mesma. Frente a qualquer comentário, demonstre falta de interesse.
Dê tanta importância não Tchuca. Vida está aí para conviver com essas e outras tantas surpresas. Faz parte daquilo que emana sua beleza encanto jeitinho de falar ouvir conversas que vão só aproximando a gente. Deixe a faixa lá, para que saibam haver alguém querendo namorar a Tchuca e pronto.
Depois de assumir todo seu dengo, Tchuca vai permitindo-se ao natural das coisas. Dá um risinho de alívio, chega mais perto, desenha nos lábios sede de leve beijinho, vem com abracinho e...
Belo Horizonte, 24 maio 2005

sábado, 2 de maio de 2009

COM OS PEIXES

O que acontece pode ter significado tão intenso quanto o que não acontece
COM OS PEIXES
Minha vontade de escrever um poema é grande, mas o bendito segura diz que não é o momento e trato de silenciar intenção. Respeito porque gosto de respeitar.
Minha vontade de pintar camiseta é grande, mas sempre surge motivo para o daqui a pouco e que aos poucos empurra o tempo. Mexo daqui e dali porque pra certas ocasiões não basta querer melhor entender e também deixar que manifestações outras aconteçam.
Por sugestão do amor dou sentido ao observar de todas as coisas, namoro aquário peixes que brincam passeiam dão voltas no que para mim está na magia do silencio deles. Aprendo mergulho navego e sinto que pela transparência da água posso perceber a presença de outros elementos tão disformes quanto extensos.
Belo Horizonte, 02 maio 2009
GESTO MARIA HELENA
Alguém encontrou em algum lugar, um dos Folhetos Cadinho RoCo, leu e depois passou o folheto pra frente.
Ela leu o Folheto Cadinho RoCo e depois de pensar considerar o que não sei, decidiu telefonar para o autor eu. Foi assim que aconteceu meu primeiro e único contato com a Maria Helena que gostou do que leu e resolveu falar comigo. Para mim, decisão mais que graciosa.
São de atitudes assim é que somos estimulados a fazer tudo que fazemos na vida. São de encontros e manifestações de estímulo é que somos realçados por aquilo que verdadeiramente queremos conseguimos ser. Mais importante que tudo é percebermos sentirmos que não estamos e nem conseguimos ser só no mundo. Quando conseguimos alcançar alguém é porque conseguimos antes alcançar nossa própria libertação. Isto é bom muito bom, sobretudo porque é assim que crescemos, assim é que vislumbramos nossa própria expansão.
A atitude da Maria Helena demonstra o quanto pode é eficaz o Folheto Cadinho RoCo quando lido amparado por pessoas que estão aí convivendo vivendo conosco, com as coisas e acessos desse nosso mesmo mundo. O gesto Maria Helena é sinal de luz.
Belo Horizonte, 13 maio 2005

sexta-feira, 1 de maio de 2009

ANO DOZE

Em cada dia o desafio do amanhã transformado em hoje
ANO DOZE
Depois de onze anos paro e penso no que feito está e na sensação de estar em meio ao fazer da própria vida. O ingresso ao décimo segundo ano dos Folhetos Cadinho RoCo traz sensação de nascimento. Só que com elementos próprios de situação já iniciada. Encontro do rio com afluente que entrega água ao fortalecer da outra que passa.
O surgir de cada ano dos folhetos aponta para o fortalecimento de sua trajetória. Sinal de que entre curvas e solavancos a trajetória dos folhetos continua firme e vibrante, merecedora de nossos encontros e realizações.
Nunca é demais agradecer a todas as pessoas que, de maneira ou de outra acolheram e acolhem os folhetos distribuídos por lugares que nem eu conheço.
Belo Horizonte, 01 maio 2009
SALIVAR DA PAZ
Cinco horas. Acordo pensando na manhã que acorda comigo.
Seis horas. Já é tempo de erguer corpo e sair com os folhetos a serem colocados por debaixo daquelas tantas portas de aço semelhantes àquelas que por tantas vezes abri fechei, quando da juventude ia aprendendo com meu pai, a trabalhar. Dessas portas, aquelas outras de vidro blindex, que são mesmo encantadoras. Traço caminho a seguir e vou confiante na possibilidade de encontrar acesso a novo patrocínio. Converso comigo, crio situações, simulo perspectivas e de cada envio, sentimento de entrega que faz bem ao ser existir.
Passam por mim semblantes sonolentos e dedicados ao que está por vir pelo dia que aos poucos impõe-se sobre o tempo. A necessidade do patrocínio aliada ao vagar dos folhetos denuncia ritmo de expectativa e felicidade em estar encontrando e sendo encontrado por esta aquela leitura.
Um dia como qualquer outro disposto e exposto ao qualquer dia que surgirá como saudação ao aceno hoje da esperança. Outras portas aparecem com seus desenhos criativos.
Sete horas. Dos folhetos entregues chego ao meu momento de prece. Silencio no eu rastro deixado pelo que sou e faço. Em comunhão com Deus, sinto-me abençoado. É quando percebo no paladar, o salivar da paz.
Belo Horizonte, 11 maio 2005