Cadinho RoCo – Jeito outro de ler e pintar a vida.

Estréia oficial do Blog – 27 novembro 2006

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

FELIZ 2011

Com amor vamos sempre além

FELIZ 2011

Final de mês, final de ano.

Feliz ano novo, feliz início da segunda década do século XXI e para quem ainda achar pouco, feliz início da segunda década do terceiro milênio. Este é o tempo que estamos nele a nos remeter a um mundão de coisas belas, outras nem tanto. Pior do que não avançar é atolar e pior ainda é insistir em retroceder. Fora isso temos o amor para nos redimir, nos salvar e nos colocar na reta de boas e belas buscas. O que não dá é não dar sentido ao amor, porque sem amor é que tudo emperra de vez.

Chegamos a 2011, ano que como qualquer outro coloca-se ao nosso dispor porque somos nós é que fazemos o nosso tempo, ao invés de por ele sermos feitos.

Feliz 2011.

Belo Horizonte, 31 dezembro 2011

Vencedor

Pelo que sei, a Refrigeração D. Cordeiro deixou de existir faz tempo alguns tantos anos.

Trago pelo menos duas frases que ouvi de meu pai e que servem como vivas referências para mim.

Certa vez conversávamos sobre início de sua empreitada. Ele então disse-me que quando começou, tudo que possuía no mundo era o dia e a noite para plena ocupação do seu trabalho. Nunca mais esqueci revelação tão contundente.

Em outro momento, quando falávamos sobre a vida, meu pai alertou-me para algo que aprendeu com seu pai. Não aceitar do cansaço sugestão para capinar sentado, pois assim você nunca sairá de um mesmo lugar.

Meu pai era homem de vivência fantástica. Gostava de pensar e esmiuçar sua existência sempre em busca de soluções respostas práticas.

Meu pai foi, sem dúvida, o que dizem por aí, um vencedor.

Belo Horizonte, 20 setembro 2005

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

MORTAL RETROCESSO

É triste demais deparar com a ignorância de um povo explorado, enganado, roubado e deixado no mundo de uma esperança perdida

MORTAL RETROCESSO

Assunto Cidade X volta à tona sempre e cada vez de maneira mais desprendida e não menos invasora a mostrar evidente propósito em simplesmente exterminar São João da Barra – SJDB.

Batistão diz que de 30 mil para 250 mil habitantes a diferença é expressiva, não dá pra ser desprezada. A Cidade X nasce com 250 mil habitantes em território sanjoanense e os 30 mil habitantes de SJDB é certo que estarão fora, no município transformado em periferia da tão propagada cidade prometida.

Uma população que aceita isso, não merece mesmo maior atenção. No entanto, João da Barra insiste em apontar para o sanjoanense a virtude que há em ser o que é, ao invés de sonhar com um progresso que destrói e corrompe tudo. Para João da Barra a proposta de criação da Cidade X não cabe em SJDB que, por isso mesmo, não deve admitir tal intenção em hipótese alguma.

O progresso defendido por Batistão é o que João da Barra cita como mortal retrocesso.

Grussaí, 30 dezembro 2010

CANAVIAL PATERNAL

No fundo do quintal

Minúsculo canavial

De um viver criança

Onde tudo era esperança.

Não havia nada igual

Ao corte paternal

Da cana hoje herança

De toda aquela lembrança.

Domingo era o dia

De chupar cana macia

No quintal que abria

Vida para doçura

De tanta ternura

Saudade sem cura.

Belo Horizonte, 10 setembro 2005

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

MICO

Na natureza o grande convívio com a liberdade

MICO

Na praia a aparição do mico-estrela talvez fugido de algum lugar. Só que não apareceu um e sim um bando dos graciosos micos. E com que destreza saltavam pelas casuarinas em busca de alimento.

A praia parece não ser o habitat desses animais que então buscam da civilização modo de arrumarem comida. É certo que não precisarão ir longe para saciarem a fome, mas é certo também, como observa João da Barra, que deverão ter todo cuidado do mundo porque o bicho homem tem singular prazer em capturar animais exóticos.

Batistão aproveita momento pra dizer que as armadilhas fazem parte da vida e que na natureza do homem está presente o incontido desejo do poder, do querer dominar.

Grussaí, 29 dezembro 2010

LEMBRANÇA VIVA

Maria José é esposa do Nadir, leitora assídua dos Folhetos Cadinho RoCo. Dia desses falou-me daquela missa em que na igreja apareceu beija-flor que para o padre celebrante podia significar sinal de boa nova. Escrevi sobre o acontecido.

Agora Maria José diz ter havido naquela missa intenção pela alma da esposa de certo magistrado cujo nome esqueci. Ao ler o que escrevi, juiz viuvo encheu-se de emoção e colocou folheto com texto em santuário onde estão depositadas lembranças da amada que partiu, lá em Petrópolis.

Lugares situações tantas a surpreenderem a gente. A casa da praia bem aqui agora nesta leitura que vai para não sei onde. E os folhetos idos a tantos lugares, vão criando relações que superam nossa imaginação. Quem somos nós encontrados agora por estas palavras?

Belo Horizonte, 20 outubro 2005

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

CARACHÉ VINGADOR

O que tem de ave rara por aí!

CARACHÉ VINGADOR

João da Barra alerta para o fato de que na vida muitas são as revelações, muitos são os mistérios.

Começa a dizer da existência de estranha ave que paira pelo sertão sanjoanense, o caraché vingador. Com hábito semelhante ao do joão-de-barro, o caraché constrói seu ninho com paredes firmes, espécie de barro. Só que há uma distinção entre ave e outra.

Fato é que o joão-de-barro quando percebe descobre que sua fêmea copulou com outro macho, fecha acesso do ninho deixando fêmea e filhotes presos lá dentro até morrerem. Já com o caraché acontece situação inversa. Ao se dar conta de que a fêmea se permitiu a outro macho, caraché num ímpeto de vingança voa e passa a pretender outros machos numa postura homossexual. O caraché por isso passa a ser conhecido como vingador, por desprezar a sua fêmea na incontida vontade de passar a disputar com ela, outros machos.

Na vida, a natureza nos mostra o quanto não estamos sozinhos no mundo.

João da Barra aproveita e acrescenta que nem sempre o melhor caminho é o que nos recomenda as aves, muito embora haja quem resolva agir como elas.

Grussaí, 28 dezembro 2010

GUANDEIRO

Fez aniversário, sumiu desapareceu, pegou estrada e foi parar lá em Pedra Azul. Semana inteira de descanso vida pra quê te quero. Problema de cidade grande fica pequeno diante do jeitinho gostoso que Tita tem de encarar coisas todas.

Feijão-andu, feijão-de-árvore, feijão-guandu, guandeiro. Tudo mesma coisa nada igual ao sabor brejeiro que traz hálito lá das origens. “Em Pedra Azul cachorro não come feijão-andu porque não sobra nada pra ele.” Assim é que Tita explica mostra como é que tudo acontece lá pelas profundezas do baixo Jequitinhonha.

Faz calor danado na terra seca do lote baldio cercado por muro cimento pintado de cinza. Ninguém mora lá caminho de gatos ratos assustados. Pedaço de terra de alguém que não sei quem é. Também não sei porque encontro Tita no meu pensar vazio agora, tal qual aquele lote vazio.

Belo Horizonte, 15 outubro 2005

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

ATO FALHO

Não dá pra ser pequeno

ATO FALHO

Tem muita coisa acontecendo por aí, em plena cobrança para que desta ou daquela maneira compareçamos com espécie de pagamento. É impressionante sentir e perceber o quanto há de desvio de postura no propósito das buscas ou até mesmo da maneira como é encarada a liberdade.

Sem termos a percepção de que a extensão do nosso próprio ser está no outro, fica complicado difícil demais chegarmos ao sentido do nosso crescimento.

Enquanto ficamos retidos por nossa própria ambição, interesse e objetivo, não conseguimos sair e sem sair, ao invés de libertar o que fazemos mesmo é aprisionar em nós mesmos o nosso próprio ser.

Grussaí, 27 dezembro 2010

GRAÇA DA GRAÇA

Não me venha com essa conversa de só querer tudo para si porque todo mundo age assim.

Nossa Senhora das Graças mostra haver na entrega a graça da solidariedade, a semente do carinho que faz brotar o bem em tudo que devemos e podemos fazer.

As ameaças tornam-se fortes quando ficamos enfraquecidos pela descrença. Não me venha dizer que é pelo desprezo que conquistamos força e segurança ao nosso estar.

Nossa Senhora das Graças estampa o caminho da graça sem ter que ignorar nada e ninguém. É assim e só assim que conseguimos alcançar a virtude e obter os frutos da compreensão.

O repúdio afasta. A aceitação aproxima.

Belo Horizonte, 27 agosto 2005

domingo, 26 de dezembro de 2010

COMENTÁRIOS

Quando falta educação...

COMENTÁRIOS

São muitas as maneiras de perceber entender as coisas todas. São muitas as ações, muitas as reações. Muitas as intenções, muitos os interesses. Razão para que, em meio a tanta diversidade, sejamos ao menos educados, solícitos ou, digamos, mais polidos.

Não comungo com a grosseria e entendo haver no gesto ríspido a manifestação de quem não consegue ampliar dimensão do seu agir a compreensão mais profunda do que é ser humano.

Faço comentário em muitas publicações que leio por blogs existentes no universo da Internet. Gosto de participar, de contribuir, de estampar o que penso e sinto. Mas quando esse meu agir passa a receber tratamento indevido, aí não dá mais pra prestigiar quem, na realidade, se mostra adverso ao bom exercício da comunicação.

Grussaí, 26 dezembro 2010

O DITADOR

Vitrais no colorido da luz dia que desperta sol calor em nossos corpos sensíveis às transformações dos acontecimentos. Senhora de Fátima na Igreja construída ao centro da Praça Carlos Chagas, bem em frente à Assembléia Legislativa de Minas Gerais.

Será que o ditador sabe quem ele é? Ou será que sabe sem querer que saibam ser ele o ditador? Por muitas vezes não percebemos o que somos ou o que passamos a ser. Aí situação fica perigosa, muito perigosa.

Mas, Nossa Senhora pondera por mais uma vez mostrando que ao além de tudo todas as coisas, existe Deus. E mesmo que não acreditemos, Ele continua sendo o que é.

Pode ser que por isso mesmo o ditador rejeite as entrevistas. O ditador coloca-se assim, acima de perguntas que para ele não fazem sentido. O ditador coloca-se como deus senhor de respostas afirmações que dispensam nossos pueris questionamentos.

Belo Horizonte, 22 agosto 2005