Cadinho RoCo – Jeito outro de ler e pintar a vida.

Estréia oficial do Blog – 27 novembro 2006

quinta-feira, 21 de maio de 2015

HORA DE CAMINHAR



SÉRIE XAMÃ
FOLHETOS CADINHO ROCO
HORA DE CAMINHAR
     Era noite quando o poema em forma de soneto veio trazendo versos. Mas nele havia dúvida em querer papel para as palavras ou esquecimento do rascunho. Diante disso deixei poema solto em busca do que ele queria e foi assim que ficou em mim, talvez por não estar ainda maduro pra ser colhido do pomar da inspiração.
     Hoje, a sensação de um dia quieto, mas com jeito de surpresa agradável. Não há necessidade para exuberar a expectativa naturalmente acordada pelo amanhecer nublado.
      Xamã aponta focinho pra rua, é hora de caminhar.
Belo Horizonte, 21 maio 2015
RABISCANDO PALAVRAS
     Com o tempo aprendemos algumas lições simples e boas de serem lembradas.
     O encontro que não aconteceu propôs outro encontro, em muitos casos melhor do que poderia ser o outro.
     Em alguns momentos na vida tive e tenho sim que falar escrever com mais firmeza. Por aí não passa satisfação e sim o que reconheço como integridade dignidade.
     Dos enganos perdi a conta deixei de faze-la e aprendi serem eles constância na vida de qualquer um de nós.
     Se hoje penso no que já fiz, também penso no que não fiz, que por estranho que pareça traz a mim curiosas recordações. Mas se o que busco é o que está por vir, melhor ficar atento ao que está por vir.
Belo Horizonte, 31 agosto 2007 

6 comentários:

Ana Bailune disse...

Como diz uma velha canção: "É preciso estar atento e forte / Não temos tempo de temer a morte."

Bell disse...

Um lindo dia pra vc =)

Paula Santos disse...

Belo texto.
E o bom da vida, é não sabermos o que está por vir, mas termos fé que serão coisas boas!
:)

Ana Freire disse...

Belíssimos, ambos os textos...
E o caminho se faz caminhando... como já alguém disse.
O passado já está escrito, o futuro é uma página em branco... é no presente que a gente escreve a nossa história... com a inspiração de cada momento...
Abraço
Ana

MARILENE disse...

Há sempre palavras não escritas gravadas com poesia na alma. Permanecem guardadas até se resolva exteriorizá-las.

Maria Teresa Valente disse...

Se os poetas deixassem de registrar suas dúvidas, as certezas, por si, não seriam poemas, apenas lacunas.
Abraços carinhosos
Maria Teresa