VELHO
VELHO
Em minha
esperança
Mora uma criança
Que brinca e
dança
Em meio a tanta
mudança.
Quando não é frio
é calor
Alguém me chama
de senhor
Nos olhos certo
horror
Busco enxergar o
amor.
Tempo matando a
fome
O que não aparece
some
Mas continuo com
meu nome.
Olho para o
espelho
Ao invés de
fedelho
Enxergo homem
velho.
Belo Horizonte,
07 fevereiro 2019
MAIS FORTE
Não aceite a ameaça
Da desavença quando
O amor então propõe
O libertar de todo peso.
Não sofra com a ilusão
A insistir em oprimir
O viver cuja dimensão
Faz-se tão infinita quanto o amor.
É pela compreensão
Que escapamos da desavença
E da falsa crença
De que podemos medir
Ou até mesmo confundir
A pura essência do amor.
Grussaí, 31 outubro 2009
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