MOVO
MOVO
A festa acabou
A noite acabou
Cão encostou
Focinho e
farejou.
Amanheceu de
novo
Galinha botou
ovo
Penso e comovo
Levanto e movo.
No espelho meus
olhos
Pensamentos
novos
Silencio nos
ouvidos.
Palavras ao
vento
Tempo passa
lento
Estou que não me
aguento.
Belo Horizonte,
10 março 2019
DIZER
ABERTO
Um
povo que não tem espírito coletivo e que por isso se entrega com facilidade ao
interesse pessoal, não tem como reivindicar benefícios que possam oferecer
conforto e crescimento saudável ao município lugar onde vive.
Um
povo que aceita o discurso fácil de quem prima pela omissão e que transita em
meio a tantos afazeres tão sombrios quanto distantes, aceita também o abandono
e o distanciamento que antes precisa estar presente e próximo às necessidades e
carências do município, lugar onde vive.
É fácil, simples e até cômodo sentir-se
traído ou abandonado, quando no momento de decidir o ser se esquiva na busca e
ânsia do que a ele oferece vantagem de ocasião sem se preocupar com o que isso
trará como consequência.
Eu,
João da Barra, não busco crédito na mentira e nem conveniência no dizer do
dizer, dizer. Entendeu, entendeu, entendeu?
Belo
Horizonte, 03 abril 2010
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