OLHADA
OLHADA
Deixo a janela
aberta
Vida incerta
Alma descoberta
Vida liberta.
Respiro o
silencio da manhã
Eu e o cão Xamã
Tenho casaco de
lã
Semente de romã.
Passos
esvaziados
Assuntos
esparramados
Entre perdidos e
achados.
Janela fechada
Dou mais uma
olhada
Porta trancada.
Belo Horizonte,
07 abril 2019
PRAIA DO EU
No meu tempo a permissão para que os
sinais apareçam e revelem o que sugere o movimento dos dias, dos ventos, das
passagens e dos acontecimentos.
No meu tempo a possibilidade de idas
deixadas pela pertinência de instantes a não manifestarem acessos. São as
mudanças de rota, os momentos ocupados por outros, a razão no razoável do
instante ido em outra direção.
No mar dos acontecimentos deixo-me levar
pelas ondas trazidas pela sutileza de dizeres vindos à praia do eu.
Belo Horizonte, 23 setembro
2010
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