GARGALHADAS
GARGALHADAS
Dias tão diferentes
Desejos carentes
Branco nos dentes
Expressões contentes.
Mesa vazia
Comida fria
Espécie de azia
Antes eu vivia.
Manga madura
Manhã escura
Haverá cura?
Nuvens pesadas
Águas passadas
Gargalhadas.
Belo Horizonte, 01 janeiro 2019
SER MAIS
Não adianta querer compensar a antipatia com o cinismo. A
artificialidade não consegue esconder para sempre o que está na essência do
nosso ser. Razão pela qual mais vale perseverar na humildade do que abusar na
ostentação.
Para Xamã o meio é o que está entre lado e outro servindo como passagem
entre o que somos e deixamos de ser. Essa conversa de meia honestidade, meio
rigor ou meio de vida não confere o que de fato se faz honesto, rigoroso ou
vivo em autenticidade. O meio pondera, mas não identifica nada e ninguém. Ser
seja lá o que for pela metade é ser e não ser ao mesmo tempo. Aquele que se
coloca sendo e não sendo é o que não é.
O ser que é não se faz confundido pela contradição.
Belo Horizonte, 28 fevereiro 2015
Um comentário:
E entre gargalhadas passo a fim de desejar
.
Feliz Ano de 2020.
Beijinho sedutor
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