CONVERSANDO SOZINHO
CONVERSANDO SOZINHO
Existem
pessoas que desaparecem e que mexem com a gente.
Existem
pessoas que aparecem e que mexem com a gente.
O mundo
é mesmo enorme e os caminhos espalhados pra tudo quanto é lado. A magia do
encontro então acontece mostrando instante coincidido por um mesmo lugar, ainda
que distante porque a comunicação trata de aproximar o que está longe, ainda
que esteja perto. Assim é que vão acontecendo os acontecimentos que por vezes
nem chegam a acontecer, mas que também não deixam de aparecer em outra dimensão,
com outra dinâmica, em relatos que, de tão solitários, surgem oriundos de
ninguém, mas com a representação de alguém.
Assim é
que converso com a saudade.
Belo Horizonte, 22 julho 2020
ABÓBORA
Não tenho saudade da aflição
Tenho sangue no coração
Amor na compreensão
Fé ida além razão.
Não busco conclusão
Talvez eu seja só ficção
Vivendo cada lição
Inspirada em oração.
Pode ser que eu vá embora
Pode ser que eu permaneça fora
Do depois e do agora.
Lugar sem hora
Mudez sonora
Virei abóbora.
Belo
Horizonte, 18 outubro 2018
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