Cadinho RoCo – Jeito outro de ler e pintar a vida.

Estréia oficial do Blog – 27 novembro 2006

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

ESPELHO QUEBRADO

Continuamos com problema na recepção de comentários que chegam com atraso via Blogspot. Não creio que se percam, mas não chegam no tempo que precisam chegar.

ESPELHO QUEBRADO

O espelho quebrou. Não quebrou todo, parte dele continua intacta, mas a outra parte aparece toda trincada.

João da Barra observa o espelho e percebe estar na parte intacta o presente a refletir imagens do agora. Na outra parte facetas do tempo fracionado em imagens vindas de quando o espelho quebrou. São formas distorcidas pelo passado que no presente não consegue nitidez equivalente à obtida pelo agora.

No tempo, nada se faz tão nítido quanto o agora. É o que então mostra o espelho na interpretação de João da Barra que conversa com o Mário e Dona Celina, hóspedes da Pousada Recanto da Praia, do mestre Cleber.

Belo Horizonte, 31 dezembro 2009

PASSE ADIANTE

Está no livro “Novas Comédias da Vida Pública - A Versão dos Afogados”, 347 crônicas datadas, de Luís Fernando Veríssimo.

Da crônica “Líricas”, de 07 de março de 1996, encontro a citação: “Liberdade para os sem-terra, cadeia para os sem-vergonha.” O autor conclui: “Passe adiante.”

Como admirador do Veríssimo e antes tarde do que nunca, trato de atender à recomendação do autor, lançando também o meu apelo, no propósito de que passem adiante, o quanto é importante a divulgação e o patrocínio daquilo que fazemos. Que passem adiante o quanto é indispensável a consciência do reconhecimento afastado dos oportunismos medíocres e rasteiros. O quanto é importante darmos o devido valor, ao que tem valor.

®

O oportunista, no mais das vezes, é inoportuno.

Passe adiante.

Belo Horizonte, 30 novembro 1998

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

COM AMOR

Continuamos com problema para liberação de comentários via Blogspot

COM AMOR

De todas as coisas eis que João da Barra prepara no silencio a presença de muitos dizeres. Na lembrança a presença do mar e no mar a presença da praia palco cenário de encontro que então banha o querer e o sentimento salgado pela vida.

Dos detalhes que surgem e desaparecem o momento de cada momento vivido e sentido por circunstâncias esperadas e inesperadas. Entre a surpresa e o desalento a compreensão do depois a exigir que saibamos conviver com o que temos e trazemos em nós mesmos.

João da Barra então mostra que pela via do amor podemos tudo e muito mais, porque é assim e só assim é que conseguimos celebrar o que nos felicita e ampara com carinho o que nos aflige.

Grussaí, 30 janeiro 2009

LUGARES

Viajei. Do avião, avistei a cidade. Lagoa da Prata. Do silencio, imaginei um passeio pela cidade. Pés no solo firme.

Viajei. Da estrada, outra cidade. Santo Antônio do Monte. Respirei montanhas do horizonte. Antes do anoitecer, lá estava eu no espaço. Céu de indagações tantas.

Voltei. Do banho, a transparência da água entornada em pensamentos levados ao mar. Corpo lavado na salgada insinuação de uma saudade singular.

Voltei. Em mim mesmo, a presença de rastros fáceis de serem identificados. Corpo enxugado pelo anseio de outro corpo. Eu diante do espelho, nessa sensação plural.

Belo Horizonte, 21 novembro 1998

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

OUTRA DIMENSÃO

O Blog Cadinho faz tempo que está com problema na liberação dos comentários cuja listagem não aparece no painel Blogspot do blog. Por isso, só consigo liberar comentários que surgem via Hotmail.

OUTRA DIMENSÃO

Dentro de um questionamento mais profundo João da Barra coloca-se como alguém do ninguém existente nele mesmo. Um ser que despojado de todos os valores convencionais adotados pelas pessoas, de uma maneira geral, passa a ter sua vida quase que à margem da realidade dos fatos. Por isso mesmo é que para João da Barra a orla que envolve Atafona, Chapéu de Sol e Grussaí tem força de magia bem misteriosa. É um lugar de procedimento extraordinário em que muito do que acontece é o que não tem como acontecer em nenhum outro lugar. Nessa faixa de praia existem movimentos tão sutis quanto intensos e que dão ao acreditar outra dimensão.

Grussaí, 29 dezembro 2009

ANTES OU DEPOIS?

Antes de dormir, penso no vôo do amanhã. Ainda que o dia esteja amanhecendo, o amanhã ainda não acordou em mim. Acordo ou sou acordado pelo amanhã?

Antes de dormir, fujo da confusão dos pensamentos. Lembranças vindas de tantos lugares. Tento entende-las, percebe-las melhor. Mas nem sempre consigo. Durmo ou sou adormecido pelas lembranças?

Antes de dormir um vôo. Estranha navegação. A saudade do mar surge em ondas muito fortes. O céu no mar confunde o espaço das idéias. Acordo ou sou acordado pelo mar?

Antes de dormir um mistério. Não sei se tenho sono, ou se é o sono que me tem.

Belo Horizonte, 11 novembro 1998

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

DA PADARIA

Na padaria o dia começa cedo.

E o porblemas continua com a nossa recepção de comentários

DA PADARIA

Daniele, Andreia e Lis, as três trabalham na padaria do Leo, sanduiches na manhã de café quentinho que é servido aos que chegam vindos da noite de sono, ou do trabalho, como é o caso do vigia Joel.

Elas não param. Servem o café, atendem na venda de pães, vão lá dentro e voltam numa agilidade admirável. O dia começa cedo cedinho antes das seis da manhã portas abertas e a padaria então começa com seu atendimento que passa por fornadas de dia inteiro. E assim é que Daniele, Andreia e Laís dão vida à padaria que também serve de ponto de encontro para assuntos, motivos e interesses diversos a inclusive despertarem a atenção do João da Barra.

Grussaí 28 dezembro 2009

PÉ DE MANGA

Uma mangueira. Mangas amadurecendo na mangueira frondosa, autora de sombras memoráveis. Mas, do tempo nublado, a chuva. Choveu na mangueira e nas mangas. Tempo estiado.

Mangueira carregada. Céu carregado de nuvens. E a vontade de colher as mangas maduras. O desejo de sorver o doce caldo da manga.

Pé no tronco, mão no galho. Jaqueline no pé de manga. Mais um pouco e pronto, a fruta estará sendo colhida. Vem o piscar de olhos na distração que escorrega no tronco úmido. Manga no pé, corpo no chão. O tombo. Jaqueline experimenta o gosto amargo da dor, enquanto a manga permanece com sua doçura, na mangueira.

Chove na mangueira, que agora chora com a Jaqueline.

Belo Horizonte, 05 novembro 1998

domingo, 27 de dezembro de 2009

BATATAS FRITAS

O Blogspot continua com problemas para recepção de comentários aqui no blog, pelo que peço a compreensão de todos

BATATS FRITAS

Tamires e Thaiza, que atuam no informe Empresarial Pappel, chegam a Grussaí animadas da vida. É dia de distribuição do jornal, de conhecer gente nova, de ir à pousada do Cleber e usufruir da hospitalidade dele que providencia batatas fritas para as meninas.

Nas batatas o dourado da manhã ensolarada e encantada pelas presenças de Thaiza e Tamires. No fluir da conversa o riso das meninas que apreciam com voracidade as tão quentinhas batatas fritas.

Tamires e Thaiza então satisfeitas da vida passeiam pelas ruas de Grussaí, Atafona e sede de São João da Barra na distribuição do informe Pappel para admiração de quem passa, vê e não resiste ao charme das jovens dondoquinhas que não perdoam nem o jeito compenetrado de ser do nosso tão famoso João da Barra.

Grussaí, 27 dezembro 2009

PERGUNTA DO AMANHÃ

Eu sabia que era difícil, mas não podia imaginar que fosse tão difícil encontrar com a Mariléia. De vários telefonemas, desencontros. De várias tentativas, nada.

A bem da verdade, estive com a Mariléia pessoalmente, uma vez. Tudo porque o nosso tempo insiste em não desvendar o caminho da coincidência, elemento mais que oportuno para o encontro. Enquanto isso, passam os dias em Belo Horizonte, Brasília ou onde quer que estejamos.

Quando e onde será que encontrarei a Mariléia?

Belo Horizonte, 31 outubro 1998