Cadinho RoCo – Jeito outro de ler e pintar a vida.

Estréia oficial do Blog – 27 novembro 2006

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

PORTEIRA AMARELA

Passagens e Passagens

PORTEIRA AMARELA

Passamos por momentos mais ou menos severos, mais ou menos conflitantes, mais ou menos exigentes, mais ou menos soltos.

Na beira da estrada a porteira fechada, amarela, vistosa, quieta e eficaz em sua posição. Sinal de entrada de alguma propriedade particular, a porteira permanece firme dia e noite, faça sol ou chuva.

Vou ao encontro da porteira sem tranca, liberto a corda que serve pra deixar porteira fechada agora aberta. Atravesso daqui pra lá e de lá pra cá observo a praia, a água, o mar. De um lado da porteira, o mar. Do outro lado da porteira areia em vegetação rasteira que vai lá pra dentro do terreno.

Passamos por momentos fechados, passamos por momentos abertos. Por um instante todo meu viver esbarra na imagem da porteira. Abro porque preciso abrir meu viver. Solto a corda que prende a porteira E de dentro pra fora observo o mar que chama por mim. Meu viver responde e diz que qual o mar, quer ir lá para o fundo do horizonte.

Fecho a porteira e da praia busco mergulho no mar.

Belo Horizonte, 03 dezembr0 2010

GUSTAVÃO

Uma coisa puxa outra porque é assim mesmo que tudo acontece.

Gustavão nasceu e cresceu querendo ser policial. Por isso ingressou na ACADEPOL – Academia de Polícia. Noite de sua formatura, lá estava o senhor Wilson que nasceu em Resplendor e que é pai do nosso herói Gustavão.

Resplendor é cidade mineira do Vale do Rio Doce. Nunca estive lá, mas nome e cidade trazem a mim alguma referência. Lembro-me então de um dia ter conhecido alguém que presenteou-me com um livro relacionado à cidade. Parto para amistosa investigação encontrando o livro “Resplendor Entrou na Estória”, do senhor Nicanor P. de Souza, que em 1988 deu-me exemplar com dedicatória assinada por ele. Ótima ocasião para reler os textos e versos do Nicanor, pensando no senhor Wilson tão preocupado com seu filho Gustavão que resolveu ser policial.

Belo Horizonte, 17 março 2005

8 comentários:

Daniela disse...

Olá. :-)))

Te indiquei a um novo selo, passa lá no meu blog e veja como pegar.
Bjs

Afrodite disse...

Bom dia!
Chego a sentir o cheiro salgado do mar agora,lendo tuas linhas!
O dia cada vez mais lindo e pedindo um mergulho no mar azul que se descortina alí a poucos metros de mim...
Boa sexta pra ti,Cadinho!
Um beijo
Afrodite

Mônica disse...

Cadinho
Vou ler pra mamae quando chegar em casa. A vida de meu avô, foi abrir porteiras, ajuntar gado. Separar bezerros, andar pela Fazenda Guariroba, em Araxá.
A vida inteira abriu e fechou porteira. Eu mesma como sou a neta mais velha tentei aprender a abrir porteira 'a cavalo.
Mas lerdinha como era, e pequenina não dava altura.
Este poema vou gusrdar na gaveta.
com carinho MOnica

Thaís Livramento disse...

O Post de hj está tão perfeito como o dia...
É o meu aniversário!
Bjbj,
TL.

Patrícia Vicensotti disse...

Olá...
Passando pra agradecer tua visita e carinho!
Um abraço :)

Malu disse...

Cadinho,


Passei pra te ler e desejar
um bom final de semana.

FABIOTV disse...

Olá, tudo bem? Ano que vem, se tudo der certo, vou para Minas Gerais mais uma vez... Abraços, Fabio www.fabiotv.zip.net

SrtA. L. disse...

Belas palavras...e adorei as pinturas nos bonés... lindo

mesmo...

Tenha um ótimo findi e parabéns pelas obras...

Beijo doce,

;P