Cadinho RoCo – Jeito outro de ler e pintar a vida.

Estréia oficial do Blog – 27 novembro 2006

quarta-feira, 30 de junho de 2010

PRECISO DE VENDER PAINÉIS

Posso esquecer de mim não

PRECISO VENDER PAINÉIS

Não posso pura e simplesmente ficar só com minha atenção no que hoje ameaça e sinaliza problemas graves em Grussaí por força da vinda de operários a proporcionarem ocupação tão desordenada quanto assustadora. É que também preciso divulgar painéis que pinto, óleo sobre tela, para vender e com isso dar sustento ao meu viver.

Na praia, meu viver é pleno sim, mas nem por isso livre da necessidade do tão famoso dinheiro. Por isso é que faço a oferta dos painéis que pinto e que recentemente tive a oportunidade de vender alguns lá para o Rio Grande do Sul. Os painéis chegaram no tempo previsto e tal como sempre peço faço, recebi retorno anunciando chegada das peças sempre com aquela reação provocada pela imagem mesmo das pinturas, mais impactantes do que as registradas por fotos. E aqui devo dizer que em Grussaí ainda não pintei nenhum painel porque para minhas vindas à praia não devo usar muita bagagem e por isso todo meu material de pintura permanece em Belo Horizonte.

Grussaí, 30 junho 2010

MÃOS DADAS

Olhos abertos

Olhos fechados

Luz lembrança

Sombra distante.

Olhos atentos

Olhos distraídos

Lua lembrança

Sol escaldante.

Olhos salgados

Mar de lágrimas

Escondidas.

Olhos fugidos

Mar de ondas

Declaradas.

Belo Horizonte, 23 abril 2002

terça-feira, 29 de junho de 2010

AMANHÃ TRAIÇOEIRO

Pela evidência dos sinais não chega a ser difícil perceber o que está por vir
AMANHÃ TRAIÇOEIRO
Discussão instalada. Comida não chegou no alojamento, restaurante com operários nervosos na cobrança do que a eles foi ofertado e não servido. Razão de lado a outro, anotações, conferências e dois policiais que por coincidência lá estão lanchando e observando tudo.
Dessa singular situação, a realidade de uma Grussaí vítima de inchaço que desafia sua estrutura nos mínimos detalhes. É o restaurante que parece atrapalhado pelo excesso de trabalho, são as ruas transitadas por ônibus repletos de operários alojados, sabe-se lá como, em casas abarrotadas de gente, é a ilusão de um lugar que crê num progresso que só faz ampliar o quadro vivo de pessoas sem recursos a vagarem pela esperança de um amanhã tão sombrio quanto traiçoeiro.
Grussaí, 29 junho 2010
UMA SAÍDA
Bem que o Unibanco poderia, ao invés de constantes telefonemas de cobrança, oferecer proposta de patrocínio para que eu possa ter como pagar o que devo. Espécie de permuta.
Se não nego o que devo, tendo propósito de pagar, o que falta é ter o dinheiro.
Se tenho um trabalho que não obtém devido reconhecimento financeiro, fico sem ter como pagar o que devo. O patrocínio resolve o problema e contempla o tal “Departamento de Recuperação de Crédito do Unibanco” com incontestável êxito. Uma atitude nobre, digna, sensível e lucrativa. Sim, porque os folhetos que publico têm simpática aceitação dos e, principalmente, das leitoras. Em quatro anos de circulação já foram mais de 15 mil exemplares distribuídos. Tudo feito sem patrocínio. Agora imagine o que poderá ser feito com um pertinente e simpático patrocínio do Unibanco!
Belo Horizonte, 22 abril 2002

segunda-feira, 28 de junho de 2010

NÃO É ASSIM

Existem questões que são delicadas demais para serem levadas de qualquer jeito

NÃO É ASSIM

Bem sei da existência de pelo menos uma meia dúzia de nomes que querem mandato de deputado(a) estadual e federal a transitarem por São João da Barra - SJDB.

Bem sei de propostas e discursos em favor do progresso e da importância da chegada de obras em SJDB e da apreensão do que virá a ser Grussaí e outros distritos do município.

A grande pergunta é: A quem interessa de fato tanta obra em SJDB?

Hoje é nítida a realidade de uma SJDB refém de construtoras e empreiteiras a agirem como querem e sem qualquer resistência ou ato que de fato proteja sua integridade física e social. Aí surge notícia de que o investidor Eike, depois de ter projeto seu rejeitado para construção de enorme estaleiro em Santa Catarina, em particular por questões ambientais, declara não haver problema. Já que não dá pra construir em Santa Catarina, a intenção vai para o Estado do Rio de Janeiro, em SJDB, lógico.

Ora, ora minha gente. Será que é assim mesmo que o progresso virá, virá, virá?

Estas candidaturas que aí estão a pedir votos, votos e votos precisam trazer algo que de fato contribua para a preservação da dignidade de SJDB. Do contrário...

Grussaí, 28 junho 2010

TOLICES

Pela mais simples falta de ter o que fazer, tenho desenvolvido a arte de andar à toa pelas ruas. Mestre Machado de Assis já dizia ser muito interessante andar a esmo observando detalhes e comportamentos. Mas chega hora que cansa.

O passeio dos pensamentos a instigarem a imaginação parece exuberado diante de cada traço da paisagem mutante a cada passo. Depois, o caminho de volta. Poderei passar pela Rua Rio de Janeiro ou São Paulo. Tenho ainda a Rua Espírito Santo que, por causa daquela pizzaria, atrai minha curiosidade. Terá a loja de móveis vendido aquela mesa exposta em sua vitrine?

Decido não passar hoje pela Rua Espírito Santo. Busco rumo e assumo caminho ofertado pela Rua Curitiba que sempre parece esconder alguma surpresa. Tolice minha que unida a tantas outras trata de dar diversão aos passos.

Em casa, a sede escancara a geladeira. Faz calor hoje.

Belo Horizonte, 15 abril 2002

domingo, 27 de junho de 2010

AMANTES DE SÃO JOÃO DA BARRA

A união faz a força
AMANTES DE SÃO JOÃO DA BARRA
São João da Barra – SJDB não pode ficar simplesmente permitida, ou exposta, a uma obra que cria um inchaço danoso ao município.
É preciso e com urgência que a Câmara Municipal de SJDB analise com critério, transparência e profundidade o plano diretor do município para que dele possam surgir dispositivos que defendam e preservem o que de fato é o melhor para SJDB.
É preciso que a população se mobilize como já surge a notícia da criação da Associação dos Amantes de SJDB. Esta é uma causa que não deve, de maneira alguma, colocar uns contra outros.
Habitantes, filhos(as), amigos(as), amantes, veranistas, proprietários(as) e freqüentadores(as) de SJDB precisam de estar unidos para que não invadam este que é um município que muito tem a oferecer e que por isso mesmo muito tem a ser defendido.
Grussaí, 27 junho 2010
SENTENÇA
Sei que a vida quer
Sem saber
O que quer
A vida do meu viver.
Sei do querer vivo
Guardado e contido
Tão passivo quanto ativo
Tão esquecido quanto sabido.
Sei que a vida quer
Querer e crescer
Saber e conhecer.
E de sua crença
Vida assume presença
Fé que faz sua sentença.
Belo Horizonte, 07 abril 2002

sábado, 26 de junho de 2010

ABERRAÇÃO

Perceber e fingir que não percebe, é agir em conivência

ABERRAÇÃO

Em conversa com aquele peão de obra a informação veio como que por encanto. As construtoras, empresas, empreiteiras ou empregadoras que hoje atuam no município de São João da Barra – SJDB, Estado do Rio de Janeiro, nas obras do Complexo Portuário do Açu, adotam comportamentos nem sempre colocados à luz do nosso conhecimento. Para alojar peões vindos de tudo quanto é lado deste Brasil, critério básico na hora de alugar um imóvel. A referência adotada é a de para cada banheiro a ocupação de 10 homens.

Num cálculo rápido, numa casa de 3 quartos, cento e poucos metros de construção, com um banheiro social, o outro para área íntimo da casa e um terceiro de empregada está apta a receber 30 homens?

Pois é esta a realidade que começa a surgir em Grussaí, distrito de SJDB, área vocacionada ao turismo e aos muitos veranistas com propriedades na região.

É esse o progresso ambicionado pelo município?

É assim que SJDB cuida das suas áreas nitidamente residenciais?

Onde estão os dois vereadores empresários em Grussaí que não fazem nada para inibir esse inchaço que aponta para graves consequências sociais?

Grussaí, 26 junho 2010

AVENIDA

Na rua

Outra rua

Avenida

Caminho.

Na manhã

Noite passada

Na rua

Da avenida.

Caminho

Lembrança

Na rua.

Na avenida

A vida

Da vida.

Belo Horizonte, 01 abril 2002