Cadinho RoCo – Jeito outro de ler e pintar a vida.

Estréia oficial do Blog – 27 novembro 2006

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

TUDO NO TEMPO

De cada instante...

TUDO NO TEMPO

O que é o nosso tempo, o tempo de cada um de nós senão o momento em que a vida se manifesta em nosso próprio ser? Todo mistério, tudo aquilo que nos intriga, tudo aquilo que nos desafia passa pelo tempo que absorvemos e observamos em nós mesmos.

Hoje meu dia é outro porque sempre estamos num dia disforme de todos os outros. Somos sempre o tempo de um novo dia a nos envelhecer sempre, porque no tempo tudo é afirmação, tudo é contradição.

Belo Horizonte, 30 setembro 2010

ninguém

Empregados

Desempregados

Trabalhadores

Sem trabalho.

Oportunidades

Inoportunas

Possibilidades

Impossibilitadas.

Vida e morte

Morte e vida

Sem vida

Sem morte

Sem ser

O que é ser.

belo Horizonte, 05 março 2004

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

QUEM VAI QUERER?

Para aquisição dos painéis fazer contato: cadinhoroco@yahoo.com.br

QUEM VAI QUERER?

Porque preciso vender painéis que pinto, óleo sobre tela, é que insisto no tema, é que acredito em quem se sente tocado pelo que faço, é que desta maneira conduzo meu viver na fé, que é de alguma maneira a minha própria razão de ser no mundo.

João da Barra diz que devo sim dar força ao que faço para que o que faço possa ser reconhecido e valorizado.

Batistão lembra que em todo e qualquer empreendimento é mais que importante a perseverança.

Painéis pintados a óleo sobre tela, quem vai querer, quem vai querer?

Belo Horizonte, 29 setembro 2010

DIANTE DA PERGUNTA

Perguntou-me como consigo viver assim, sem perspectiva concreta do amanhã. não foi a primeira vez que tornei-me alvo de tal questionamento.

Pergunto a mim mesmo, como consigo viver assim, diante de tão fartos ceticismos e tão frágeis convicções.

Vivo pelo mais firme espirito da fé. Vivo a crença do que a mim revela o vigor do Sagrado. Creio no hoje amanhã de cada dia, fortalecido por existência como a sua Taís, que a mim estampa acesso ao amor. Vivo o amor que é Deus vivo em mim.

Diante da pergunta limitei-me a responder que vivo o viver a mim concedido. Assim é que percorro por todos os acessos que vão surgindo, sem ter que por isso ser o que não sou. Assim é que busco da compreensão, ser o que sou.

belo Horizonte, 02 março 2004

terça-feira, 28 de setembro de 2010

EM PAUTA

Num dia de outro dia

EM PAUTA

Neste 28 de setembro passarei pela primeira cirurgia para correção de catarata em meus olhos. Razão pela qual, para não afetar calendário do Blog Cadinho, escrevo em dia que não é o 28 de setembro. Adianto expediente e isso cria alguns leves transtornos porque não me sinto à vontade para tratar de certos assuntos com forte poder de mutação.

Estamos num momento bastante delicado no Brasil do Governo Lula que a cada dia surge com notícia mais surpreendente que a outra. Nesse sentido não tenho como tratar do que logo estará superado por acontecimento mais grave, ou mais estarrecedor.

Aproveito então para realçar a enorme necessidade minha de vender painéis, óleo sobre tela, que pinto. Este, pra mim, é o mais sério dos assuntos que tenho em pauta.

Belo Horizonte, 28 setembro 2010

OUVInDO O MAR

Ainda que distante, o mar esbarra em meus ouvidos. Ainda que distante, Taís é luz em meus olhos. Ainda que distante, penso e sinto pensamento e sentimento na praia. Mas o mundo insiste em querer confundir tudo.

A Taís será a Taís mesmo? Sua existência, trazida por outra, poderá ser de outra dimensão. Mas sua imagem traz inconfundível constatação. Mas ela escapa do cotidiano emanando presença de outro ser. E na dança das aparições vão brotando imagens outras, porém percebidas por mesmo sentido.

A existência de Taís declara mistério de uma distância que não deveria existir. A presença do mar tão longe surge contraditória. Assim o estar parece estar em outro lugar existente na inexistência de sua própria presença. Tempo de outro tempo desconhecido desse presente que apresenta-se ausente. Mas esse presente existe sugando a vida cujo sentido, ainda que distante, faz-se próximo.

Belo Horizonte, 22 fevereiro 2004