Cadinho RoCo – Jeito outro de ler e pintar a vida.

Estréia oficial do Blog – 27 novembro 2006

sábado, 31 de dezembro de 2011

OBTENÇÕES

Conquistamos ou somos conquistados por nossas conquistas?

OBTENÇÕES

De cada conversa o desejo manifestado em palavras e planos, intenções e propostas porque a vida é uma sucessão de acontecimentos marcados por interesses e intenções diversas. Vamos de lado a outro das nossas aspirações que são tantas e que ao mesmo tempo poderão ser tão poucas e pequenas para o tanto que buscamos e necessitamos obter da vida.

Belo Horizonte, 31 dezembro 2011

CHAVE EMPERRADA

Quando então tentei abrir a porta, chave não serviu, agarrou no tambor da tranca, não virou nem para um outro lado e ali estava eu do lado de fora sem poder entrar.

Tentei tirar a chave e nada. Estava agarrada no tambor, eu cansado exausto sonhando com minha cama, trancado sem poder entrar em casa.

Forcei mais e nada. Nervos aquecendo sangue. Pra resumir não consegui abrir a porta e nem tirar a chave do tambor da fechadura. Procurei outro acesso para entrar em casa, deixei chave, fechadura, porta trancada e fui dormir.

Acordo com a necessidade de chamar um técnico em fechaduras.

Belo Horizonte, 26 setembro 2009

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

DOS ÓCULOS

Fugir da cegueira é sempre bom

DOS ÓCULOS

Para passagem do ano muito importante estar bem vestido, de preferência com roupa nova para que o ano inteiro proporcione boas novidades e constante bem vestir.

Ontem João da Barra esqueceu de decifrar o significado da perda dos óculos. Hoje ele surge pra dizer que a perda dos óculos é sinal de que no olhar habita dispersão que deve ser averiguada para que eu não permaneça cego a detalhes importantes do que acontece â minha volta.

Belo Horizonte, 30 dezembro 2011

SINCERO

Grussaí é amor e querer tirar esta conotação de amor de Grussaí é o mesmo que querer tirar a essência deste lugar que emana identidade própria e independente do que acontece ou deixa de acontecer.

O que quero dizer é que Grussaí merece e precisa ser sentido como lugar que requer sensibilidade e atenção que possa preservar sua natureza.

Grussaí é um lugar simples, aconchegante e de fácil compreensão. Grussaí é lugar que inspira o carinho e que por isso rejeita a indolência de quem age pela via do abuso e da falcatrua.

Grussaí é um lugar sincero.

Belo Horizonte, o6 novembro 2009

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

PRESENTE DO PRESENTE

Vivo no presente

PRESENTE DO PRESENTE

Muita conversa voltada para o que aconteceu. Muito sonho voltado para o que poderá acontecer. Muita expectativa na lembrança que salta para o presente querendo esbarrar no futuro.

Não sou muito amigo de planos e projeções. Tenho natureza ansiosa e por isso não me sinto bem fora do presente. O que não quer dizer que eu não sonhe. Sonho e sonho até demais é o que penso em muitos dos meus momentos. Quando então sinto no presente a ânsia do querer, eis que impelido sou a sonhar e sonhar mais.

Hoje não quero nem passado nem futuro. Quero estar no presente do meu presente. Vontade de dar a este presente momento pleno de realização. Preciso estar num presente mais presente em mim mesmo.

Belo Horizonte, 29 dezembro 2011

VELOZ

Porque temos a cada dia veículos, máquinas e equipamentos mais velozes é que também ficamos mais velozes. Por isso é que assim os dias, semanas e meses ficam mais velozes. Os anos passam mais velozes e o que está no acontecido do outro século parece distante demais, porque quanto mais velozes ficamos, mais para longe vamos. Por isso também é que torna-se cada vez mais comum chegarmos onde não sabemos nem como entender, interpretar, decifrar.

Belo Horizonte, 19 setembro 2009

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

RENOVAÇÃO

É sempre muito importante acharmos seja lá o que for

RENOVAÇÃO

Final de ano curioso. Perdi minha carteira com documentos, perdi meu guarda-chuva preto que comprei dia desses. Perdi óculos que comprei em Grussaí, porque lá já havia perdido outro par.

A perda de objeto assim sinaliza para a renovação do que precisa ser renovado. João da Barra diz que a perda dos documentos é sinal de que preciso rever minha identidade. A perda da carteira, atenção para ganhos e gastos de dinheiro. O guarda-chuva sugere necessidade de ficar com corpo exposto para a chuva, para que ela banhe meu ser por inteiro, para que do corpo molhado eu sinta o frescor do que nos induz a sensação de limpeza renovação.

Belo Horizonte, 28 dezembro 2011

CONHECER

É pelo desconhecido que temos a oportunidade de conhecer. Frase que pintei em camiseta a mostrar que se não nos permitirmos ao desconhecido é certo que abortaremos o nosso próprio conhecimento. E isso porque de nada adianta ficarmos limitados ao que já conhecemos, na ilusão de assim estarmos preservando o nosso ser não se sabe do quê. Sim, porque se não nos permitirmos ao desconhecido travamos todo viver que por sua vez estará exposto ao enorme risco do inesperado que está sempre solto por aí.

Para ser ainda mais simples, ainda que queiramos não teremos como evitar o desconhecido porque se não nascemos para saber tudo é evidente não haver em nós a capacidade do conhecimento pleno.

Belo Horizonte, 10 setembro 2009

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

ENCONTRO COMIGO

O que é estar longe?

ENCONTRO COMIGO

O que acontece com cada um de nós é diverso e por vezes raro demais. Em outros casos, convivemos com o comum de tudo que acontece sem que estivesse acontecendo, na impressão colhida dos instantes.

Quando digo a João da Barra do enorme vazio que sinto quando distante do mar, sou por ele advertido para que eu possa acordar para o fato de que só ficamos distantes do que queremos longe. Há maneia capaz de fazer com que fiquemos próximos do nosso querer e por intermédio dele não admitirmos a distância física e fria de momentos surgidos para que o enfrentemos com determinação e sobriedade.

É sempre importante não deixarmos que o nosso querer se perca em nós mesmos.

Belo Horizonte, 27 dezembro 2011

MAIS FORTE

Não aceite a ameaça

Da desavença quando

O amor então propõe

O libertar de todo peso.

Não sofra com a ilusão

A insistir em oprimir

O viver cuja dimensão

Faz-se tão infinita quanto o amor.

É pela compreensão

Que escapamos da desavença

E da falsa crença

De que podemos medir

Ou até mesmo confundir

A pura essência do amor.

Grussaí, 31 outubro 2009