Cadinho RoCo – Jeito outro de ler e pintar a vida.

Estréia oficial do Blog – 27 novembro 2006

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

MANTIQUEIRA

Lembrança guardada em noite na Mantiqueira.

MANTIQUEIRA

Frio Mantiqueira

Noite Barbacena

Lembrança faceira

Presença morena.

Face mineira

Que vem e acena

Que vem por inteira

Calor de fogueira.

Silencio no sentir

Gesto quieto

Nenhum agir

Sentimento secreto

No ir e vir

Deste ser inquieto.

Barbacena, 31 janeiro 2011

Devaneio

Imagino-a sem querer imagina-la.

Imaginam-me não sei como.

Imaginamos todos que somos dotados de alguma mais ou menos imaginação. Gesto diverso divertido. Particularidades de reparos discretos sutis. Averiguações infantis e discretas. Temos algumas mesmas tantas maneiras de observar sentir mundo de nossos acessos e repúdios.

Idas e vindas idas por caminhos outros,. Temos a possibilidade de tantas muitas atitudes. Por isso mesmo é que em nós está a liberdade da aproximação e do afastamento.

Belo Horizonte, 27 março 2006

domingo, 30 de janeiro de 2011

DOCE ORAÇÃO

Momento de prece, momento de magia

DOCE ORAÇÃO

Dezoito horas

De todo dia

Medito em idas

Penso em Maria.

Das tantas vidas

Em minha poesia

Vias percorridas

Vento e magia.

Instante de silencio

Meditação

Longe do relógio.

Tempo em ação

Posta ao envio

De doce oração.

Belo Horizonte, 30 janeiro 2011

POEIRA CÓSMICA

O contorno do mar na terra praia continente. Velho mundo, novo mundo.

Mar entornado na escura curva planeta esfera água terra e gente que é todo mundo, cada um de nós. Estamos todos aí aqui dando voltas e mais voltas por esse espaço.

Poeira cósmica, nuvens de muitos desenhos formas leves graciosas. É espuma que não é, algodão que não é. Vapor de arte própria buscando vontade em querer pisar mergulhar banhar corpo inteiro em sua maciez que é só ilusão. Eu aí aqui; no mundo.

Belo Horizonte, 21 março 2006

sábado, 29 de janeiro de 2011

BEM-ME-QUER

Estar no embalo da poesia é delicioso

BEM-ME -QUER

Daquela imagem

Trago em mim

Sensação de miragem

Lembrança sem fim.

Busco passagem

Inquietação assim

Perfume que vem

Flor de jasmim.

Delírio gostoso

Sentimento amistoso

Flor mulher.

Eu ansioso

Malmequer

Bem-me-quer.

Belo Horizonte, 29 janeiro 2011

LUA Linda

Passou por aqui em meio a viagem exaustiva. Vinha do litoral fluminense, seguia para capital da república. Brasília lá longe, chão que não acaba mais.

Cruzamos por instante rápido. Ela alegre disposta pronta para partir. Rumos distintos distantes. Quando veio a noite, saí com cavalo Noturno por essa outra viagem definida por tempo indefinido. A lua estava linda.

Belo Horizonte, 14 março 2006

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

DESDITA

No singular da vida o plural do sentir de tantas coisas

DESDITA

Sou sonho vivo

Sou presença presente

Sou o que cativo

Sou alguém que sente

Este ser emotivo

Por vezes contente

Eu sem motivo

Pra deixar de ser gente.

Ma há um instante

Em que a angustia grita

Deixando-me diante

De quietude aflita

A colocar-me palpitante

Em implacável desdita.

Belo Horizonte, 28 janeiro 2011

IDEIAS ÚMIDAS

Tarde trouxe a noite movimentada, muito movimentada. Carros transitando por todas as ruas avenidas da cidade, num ir e vir frenético. Chovia fininho. num contraste manso transparente, eu caminhando no silencio de idéias umedecidas emudecidas por propósitos talvez até congestionados pelo fluir de tantos acontecimentos.

Encontrei-a assim na noite escura do seu vestir discreto. Mundo ausentou-se? Foi pensamento que riscou céu, relâmpago lá fora dentro de mim. Vieram pessoas, surgiram conversas e quando acordei, encontrei-a em meu sonho.

Belo Horizonte, 08 março 2006


quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

PRONTO

Dia de viagem é dia mágico

PRONTO

Silencio de partida

Viagem de ida

É data que vem

Fazer de mim alguém.

Noite estendida

Pela estrada comprida,

Estou bem

Estou que nem

Peixe solto no mar

Ave voando no ar

Vento no vivo velejar.

Respiro meu libertar

Pronto pra amar

Viver e sonhar.

Belo Horizonte, 27 janeiro 2011

EFEITO CORRUPTO

Telefonou uma, duas, dez, vinte vezes. Ligações a cobrar, ou seja, pago eu se quiser atende-las.

Não quero. Por isso rejeito uma, duas, dez, vinte vezes. Quanto maior a insistência, maior minha resistência em não atender.

Como que por encanto, tornou-se hábito utilização deste recurso de fato antipático, para não dizer abusivo. E assim vamos convivendo com essa crescente e não menos abominável falta de respeito à individualidade alheia.

Eis o resultado de tanta inversão de valores, patrocinada pela mais sórdida corrupção a destruir consciências inteiras. Daí é que vão brotando as sementes da violência.

Belo Horioznte, 02 março 2006