Cadinho RoCo – Jeito outro de ler e pintar a vida.

Estréia oficial do Blog – 27 novembro 2006

quinta-feira, 18 de abril de 2013

PATO MACHO



Texto 1 do lote 8 da Série Cadinho de Prosa, Folhetos Cadinho RoCo
PATO MACHO
     Veio a Belo Horizonte para encontro com parte da sua família mas trazia consigo intenção de fazer o que não disse a ninguém do que se tratava. Acordou cedo no sábado ensolarado e anunciou ida ao Mercado Central. A esposa atenta à sutileza dos acontecimentos disse que também ia, tinha comprinhas a fazer.
     No Mercado Central, já sem ter como guardar seu propósito, disse ter que comprar um pato macho pra fazenda porque lá na sua região não encontrou nenhum e as patas fêmeas pareciam indóceis demais. No mesmo instante a esposa reagiu, não estava disposta a viajar com filhos em carro com ar-condicionado e um pato macho a bordo.
     João da Barra riu dessa prosa querendo saber se há diferença entre um pato comum de um pato macho.
Belo Horizonte, 18 abril 2013
INCONFUNDÍVEL
Anoiteço na manhã
Que faz amanhecer
Minha lembrança
Que não anoitece.
Durmo acordado
Pelo desejo silencioso
De tão gritante
Entusiasmo.
Acordo adormecido
Pela intenção dos passos
A caminharem comigo.
Das sombras
A imagem
Luz inconfundível.

Belo Horizonte, 07 junho 2000

Um comentário:

Célia Rangel disse...

Fiquei imaginando a cena hoje em dia... nem os patos???
Abraço, Célia.