Cadinho RoCo – Jeito outro de ler e pintar a vida.

Estréia oficial do Blog – 27 novembro 2006

segunda-feira, 18 de maio de 2015

ARTIFICIALIDADE



SÉRIE XAMÃ
FOLHETOS CADINHO ROCO
ARTIFICIALIDADE
     Em princípio a conversa é muito simples porque isso é só o princípio. Depois a conversa vai se complicando porque isso é só o depois.
     Há uma tremenda semelhança em certas ocasiões e posicionamentos porque há espalhada por aí coleção de receitas adotadas por um monte de gente. Aí fica tudo entregue a uma artificialidade que mais tarde irá cobrar resultado e aí é que vem a necessidade de haver postura sincera.
     A sinceridade não admite cópia e para embaraçar mais a coisa, o resultado do nosso agir também não se mostra comprometido com aqueles velhos e impotentes artifícios.
     Por força da sua personalidade, Xamã não copia nada de ninguém.
Belo Horizonte, 18 maio 2015
ATITUDE FELIZ
     Concedeu-me sua atenção, passou comigo por aquelas prateleiras todas até chegar onde estava o que eu procurava. Foi atenciosa, solícita, atenta.
     Morena alta encorpada, riso largo e com disposição de exuberar a manhã inteira. Vendedora? Nada disso. Ela estava sentada no caixa quando cheguei, porque o seu trabalho é o de somar, cobrar, receber e despachar freguesia. Mas, em face do pouco movimento, agiu em sentido contrário. Tratou de recepcionar porque também havia outro caixa disponível.
     Assim é que esbarramos no que reconheço como alegria de ser estar. E não tenho dúvida em afirmar que o trabalho desta funcionária está desperdiçado, porque na tal loja drogaria deve haver um gerente escondido em sua burocracia a deixar de fazer o que a outra faz com simpatia própria de quem traz a força de eficaz desprendimento.
Belo Horizonte, 19 agosto 2007

4 comentários:

Bell disse...

Passando para lhe desejar um ótimo dia =)

✿ chica disse...

Vim agradecer e desejar lindo dia e semana!abraços,chica

MARILENE disse...

Creio que nunca se inicia uma conversa com exposição extrema. Daí, parecer ela superficial.
A vendedora que mencionou é das poucas que encontramos. Atualmente, parecem-me todas sem estímulo para o trabalho que executam.

Ana Freire disse...

É bem verdade! A personalidade mora na originalidade.
A cópia é apenas uma sombra daquilo que verdadeiramente não é...
Brilhantes ambos os textos...
Abraço
Ana