ATIRA
ATIRA
Chinelo de dedo
Não tenho medo
Dispara o torpedo
Dia azedo.
Mar aberto
Silencio incerto
Longe perto
Céu encoberto.
Nuvens pesadas
Ideias alucinadas
Existem ciladas.
Alvo na mira
Desvie da mentira
Vai,
atira.
Belo
Horizonte, 05 outubro 2019
SONETO SINGULAR
Senhores bem cuidados
E menos avisados
Desconhecem perigos
Vindos dos menos vividos,
Mas mais ousados
Quando questionados
Em momentos tão indevidos
Quanto embriagados.
Há na natureza humana
Essa energia que emana
A tão famosa rebeldia
Ida além-teimosia
Na busca d’alguma harmonia
Tão
lúcida quanto insana.
Belo Horizonte, 18
agosto 2013
Nenhum comentário:
Postar um comentário