FESTANÇA
FESTANÇA
Acordo
perdido
Aquele
calor desaparecido
Sol escondido
Livro lido.
Mesinha de cabeceira
Penso em alguma besteira
Entre segunda e sexta-feira
Pego a cafeteira.
Barba cresceu
Mas sei que ainda sou eu
O ontem desapareceu.
Barulho na vizinhança
Houve até dança
Foi mesmo uma festança.
Belo
Horizonte, 02 outubro 2019
LONGE
Estrada de terra batida, passarinho de voo assustado. Depois da curva
porteira fechada, mas é só abrir e passar.
Porteira range e escancara caminho, sigo em frente pra chegar onde nunca
cheguei antes. Lugar de beleza silenciosa, pedras no chão desse caminho longe
de tudo. No tempo o ensolarado do dia seco, muito seco.
Chego na casa fazenda num altinho que destaca construção em meio à
paisagem linda. Lá no fundo morro feito de uma pedra só, de todo tamanho. Tudo
vazio de sala e quartos, cozinha quieta limpinha, cada coisa no seu lugar.
Descanso corpo no balanço da cadeira, varanda de brisa boa, eu comigo
mesmo.
Belo Horizonte, 3 agosto 2013
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