CHOVERÁ?
CHOVERÁ?
Conversar com o Beto é
sempre muito agradável sobretudo por ser ele sujeito prático que simplifica ao
invés de complicar as coisas. Mas enquanto conversávamos percebi discreta
preocupação dele com a meteorologia, até que olhou para o céu e soltou
indagação que estava retida: - Será que chove hoje?
Tal como tem estado o tempo
ultimamente ficamos em dias ensolarados com a dúvida acompanhando nossos
instantes. Pois para mim, que chova! Já para o Beto, caso chova ele se sentirá
mais aliviado porque assim não terá que regar as plantas mais tarde. O que não
deixa de oferecer alívio. Até porque, suponho preferirem as plantas o regar
natural da chuva, do que qualquer outro artificializado pela intervenção
humana.
Belo Horizonte,
18 março 2020
AJUSTANDO
Não adianta forçar sobre aquilo que escapa
da nossa natureza, do nosso jeito de ser que não é estático por ser mutante.
Não adianta querer o que vai além da nossa
capacidade de obtenção antes regida por nós mesmos.
Haverá pertinência no querer que não quer
o que diz querer?
Negar o que se mostra evidente está mais
para a rebeldia do que para a sensatez.
Chega a ser estranho sentir que na
vastidão do tempo nem tudo que acontece é o que queremos que aconteça. Razão
para que não fiquemos parados diante desse tempo que não para nunca.
Belo Horizonte, 08 setembro 2016
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