COPO DO PAPAI
COPO DO PAPAI
Existem sim coisas muito, mas muito intrigantes mesmo. Aí surge desafio
a querer saber se ao menos existe alguém capaz de saber total da variedade de
copos espalhados mundo afora. Copos servidos para tomar água, bebidas diversas,
copos triviais, sofisticados, copos para uso diário, copos para ocasiões
especiais, copos comuns, copos raros.
Faço uso
de um copo que convivo com ele desde que me entendo por gente. Eu menino cansei
de ver meu pai tomando água neste copo que suponho ser de alumínio e que trago
como das mais, senão a mais preciosa relíquia que tenho. Desde que meu pai morreu,
e aí vão quase quarenta anos, o que era o copo do papai passou a ser o copo do
Cadinho e assim vamos eu e ele buscando da água razão para que permaneçamos
juntos.
Belo Horizonte, 10 maio 2020
DESCOMPLICADO
Na verdade do amor o pouso
do mistério da fé.
Na fé do amor o voo da
verdade feita em mistério.
No silencio das palavras a
denúncia do esconderijo então descoberto pelo mistério então decifrado pela fé
então assumida pela verdade. Tudo reunido na noite fria que adormece o
despertar então fugido do sonho então protegido pela quietude do passado que
também é presente.
A fé na luz acesa por
movimento espontâneo de algum acontecimento que insiste em não querer ser
sombra, ou treva.
Caminho aberto para desafiar
pessoas paralisadas pela distância que conversa em segredo sobre o quanto há de
possibilidade no dizer do impossível.
Para simplificar a
compreensão o melhor a fazer é tratar de compreender ao invés de complicar o
querer amar proposto pelo amor.
Belo
Horizonte, 03 agosto 2017
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