MESINHA DE CANTO
MESINHA DE CANTO
Era uma
mesa de canto até o momento em que resolvi mexer com ela que simplesmente
desmoronou. Estava sustentada pelo que não sei explicar porque toda sua
estrutura estava consumida por feroz ação dos cupins.
Para
espanto maior, o tampo da mesa estava intacto em imponente peça de peroba
maciça. O pedestal que sustentava o tampo, este praticamente desapareceu
deixando como vestígio lâminas de uma madeira então feita em finos grãos
produzidos pelos cupins.
Recolho
o tampo da pequena mesa e trato de usá-lo sobre outra mesa, em respeito à
resistência da peroba em forma circular a criar órbitas em mim que já estou um
tanto corroído por acontecimentos, direi, esquisitos.
Belo Horizonte, 11 maio 2020
BOM MESMO É
AMAR
Sempre estamos querendo saber alguma
coisa. A curiosidade é própria de todo e qualquer ser vivo.
Enalteço a fé porque vivo momento em que,
pela fé, tenho buscado aquilo que não tenho encontrado quando afastado dela, da
fé. É simples entender quando nos permitimos ao entendimento.
Destaco o amor por entender que sem amor a
vida perde completamente o seu sentido de plenitude. Diante do que para mim
mostra evidência não percebo sentido em resistir por mero capricho.
Ao invés de me perder em raciocínios tão
complexos quanto desnecessários me encontro com a simplicidade do amor.
Por força da liberdade que extraio tanto
da fé quanto do amor é que me permito ao convívio amoroso com o que me
entristece, mas que em outro momento poderá me alegrar.
Belo Horizonte, 09 agosto
2017
Nenhum comentário:
Postar um comentário