Cadinho RoCo – Jeito outro de ler e pintar a vida.

Estréia oficial do Blog – 27 novembro 2006

quarta-feira, 13 de maio de 2020

ISOLAMENTO

ISOLAMENTO
     Eram duas garrafas pequenas servidas para manter a pimenta malagueta banhada em vinagre. Agora é uma garrafa pequena que mostra, pela sua transparência, a pimenta malagueta mantida no vinagre. A outra, após inadvertido esbarro caiu e quebrou.
     Uma garrafa de vidro quebrada deixa de ser garrafa transformando-se, simultaneamente, em cacos de vidro. De um instante para outro eis que surgem transformações capazes de fazerem com que tenhamos o nosso estar exposto ao que tanto pode nos encarcerar, quanto nos libertar.
     Nascemos para a liberdade ou para o encarceramento?
     Haverá sentido em abrirmos mão da nossa liberdade espontaneamente?
     Será razoável deixarmos de ser o que somos para sermos o que querem que sejamos?

Belo Horizonte, 13 maio 2020
CORRESPONDÊNCIA
      Para quem consegue fica fácil perceber que o amor ganha em intensidade quando acontece o fluir da correspondência. Insistir em querer isolar o amor é algo que só faz comprometer sua emanação até por haver aí o despertar do egoísmo.
      O amor não se alinha com o egoísmo, posto haver em sua essência motivação com sentido totalmente contrário. Razão para que reflitamos sobre o que promove o afastamento e a aproximação.
      Para quem abre a sensibilidade para o amor eis que tudo ganha em amplitude e possibilidade. O amor é libertação capaz de fazer com que da união aconteça o desprendimento, ainda que isso possa parecer contraditório.
     No amor a contradição cede espaço para a integração que, pelo entendimento, estabelece constante estímulo ao espírito da fé.

Belo Horizonte, 20 agosto 2017

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