DANDO VOLTAS
DANDO VOLTAS
Resolvo fazer faxina em meu esquecimento buscando trazer para a
lembrança o que dela foi tirado sabe-se lá por qual razão. Assim é que então
inicio conversa com o que apresenta-se afastado. Aliás, a distância tem sido forte
aliada dos meus dias permitidos a esse jeito de estar no mundo que tanto pode
ser encarado no singular quanto no plural composto por mundos outros que
terminam por compor este único apresentado por divisões que distinguem exatamente
a lembrança do esquecimento.
Tento lembrar enquanto que o esquecimento
insiste em contemplar meu esforço com o que esbarra no conhecido em contaste
com o desconhecido.
A propósito, será que sou conhecido de mim mesmo?
Belo Horizonte, 18 junho 2020
CHOVENDO
O dia passa, mas a chuva não passa.
A chuva passa, mas o tempo continua nublado. Sinal de mais chuva no dia
que entardece.
Anoitece cedo porque o sol sumiu entre nuvens muito pesadas, é mais
chuva que vem vindo. Noite avança como querendo achar a chuva. Já perto do
amanhecer eis que surge ruído típico da chuva.
O dia passa...
Belo Horizonte, 24 março 2018
Nenhum comentário:
Postar um comentário