EQUIVALÊNCIA
EQUIVALÊNCIA
João da
Barra diz ser ela linda e com ouvido apurado ao perceber no barulho do mar o
mais envolvente de todos. Sua imagem traduz o silencio da beleza enquanto que
sua beleza parece aliada das marés em ondulantes contrastes conferidos por
olhar marcante expressando atenção ida aos confins do horizonte.
A
identidade dela com o mar é recíproca ao mesmo sol que, de sua luz, arrebata
imagens que se completam na praia realçada pelo transpirar do corpo com sabor
equivalente ao do mar.
Belo Horizonte, 19 junho 2020
MEDITANDO
Quando possuídos pelo amor o que devemos
fazer é permitir que este amor seja transpirado por nós. Não há sentido em
querer reparar, ou estocar o amor que sentimos em nós mesmos.
Quando possuídos pela dúvida, nada mais
sensato do que não insistir na posse dessa dúvida permitindo que ela seja
substituída pela certeza de que é pelo desprendimento que crescemos na busca do
que de fato faz com que cresçamos. Não há sentido em acreditar que cultivamos a
liberdade quando o que fazemos é escancarar o nosso viver em meio a pensamentos
e atitudes tão mesquinhos.
Sejamos simples na averiguação dos nossos
feitos para que, pela simplicidade, possamos assumi-los com o que de fato nos
engrandece.
Belo Horizonte, 30 março 2018
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