Cadinho RoCo – Jeito outro de ler e pintar a vida.

Estréia oficial do Blog – 27 novembro 2006

domingo, 31 de janeiro de 2010

SOLANGE

Tem gente que está aí para fazer a diferença

SOLANGE

O que faz ser o que somos em meio a tudo que temos encontramos?

João da Barra aponta para Solange.

Mulher cuja beleza estampa determinação foi adotada pela mãe Kátia, esposa do Joel. Para Solange, ela pode ser filha adotada, mas Kátia é mãe de verdade. Com 17 anos formou-se no curso de protética, mas nunca exerceu a profissão. Não se identificou com o curso, mas aprendeu que bom mesmo é estudar. Doze anos de convívio com o pai dos seus dois filhos, Nayara e Yago.

Um belo dia mãe Kátia abre alerta para a filha que precisa estudar.

Solange superou, desafiou, enfrentou separação conjugal e dificuldade diversa, mas não parou.

Solange chega onde quer.

Hoje, domingo de formatura.

Solange que de Grussaí foi por 4 anos, dia após dia, a Campos para estudar recebe diploma de graduação em Pedagogia.

A mãe de Nayara e Yago, filha de Kátia e Joel, irmã de Cynthia, tem olhar doce, firme e certeiro ao dizer: “a educação é tudo.” E com jeito de quem sabe, porque a vida ensina, completa: “para uma grande conquista tem que ter amor.”

Grussaí, 31 janeiro 2010

A AUDIÊNCIA

Senador, estou amando.

Calma Senador. Não vim ao seu gabinete só para dizer isso. Mas, convenhamos, não há nada mais importante que o amor. Sendo assim, estar amando é estar em estado de graça. E aquela mulher é mesmo uma graça. Nem tenho como descreve-la, ou como é estar passeando pela Praça da Liberdade, amando.

A propósito, transformar o conjunto arquitetônico da Praça da Liberdade em um espetacular espaço cultural é uma grande idéia Senador. A sede do Governo de Minas Gerais, na cabeceira de um espaço cultural. Sabe no que estou pensando Senador? Para as grandes realizações é preciso estar amando.

É Senador, cá entre nós, o senhor também deve estar amando muito para chegar com uma proposta como a da criação do Espaço Cultural Liberdade. Fale Senador. Vamos conversar.

Belo Horizonte, 09 junho 1999

sábado, 30 de janeiro de 2010

PERTO DO MAR

Quando perto a vida se transforma por completo

PERTO DO MAR

Na bicicleta a poesia

Que transita por cada via

Verso que brinca e narra

Ares de São João da Barra.

No pedalar a magia

De tamanha alegria.

Declamar que esbarra

No dizer de João da Barra.

É praia de mar aberto

Carinho que traz pra perto

O viver da própria vida

Que então convida

Para calorosa acolhida

Coração que então bate esperto.

Belo Horizonte, 30 janeiro 2010

PERTO

Por mais desafiadora que seja, a separação não consegue superar o encontro do amor.

Por mais assustador que seja, o amor traz consigo o grande sentido da paz. E ainda que exposto a alguns conflitos, o amor estará sempre sendo superior. Não entender o amor é não chegar a ele. Não perceber o amor é insistir em querer evita-lo. Mas o amor não nasceu para ser evitado. E quando o amor passa a trilhar pelos pensamentos é por estar ele perto, muito perto da gente.

Belo Horizonte, 05 junho 1999

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

RESGATE CULTURAL

Com criatividade podemos ir longe

RESGATE CULTURAL

João da Barra empolgado com a possibilidade ofertada por uma campanha bem organizada e articulada sugere a criação de outro movimento.

Campanha do resgate cultural de São João da Barra. Trabalho a percorrer por toda extensão do município de São João da Barra na busca e registro das manifestações artísticas, culturais e na identificação de artistas nascidos ou residentes em São João da Barra. Com isso essa campanha terá como mostrar o que é que de fato faz parte da cultura sanjoanense. Qual a vocação artística do município e seus protagonistas.

Belo Horizonte, 29 janeiro 2010

ESTALO

Uma martelada? Não, foi só uma marretada. Nada disso. Um grito imitando uma martelada. Ou uma marretada imitando um grito.

Um susto na Rua Curitiba. Eu passava por lá com os dois peixes, da raça Óscar, que trazia comigo. Dois peixes tropicais que passavam comigo pela Rua Curitiba. Uma obra. Construção dita civil. Um pedreiro pendurado na parede que não era muro. É lógico que havia uma escada. Os peixes, espantadíssimos com aquilo. Mas não havia razão para qualquer espanto, até que veio aquele ruído.

Um alarme? Não, foi só um estalo forte. O estrondo seco que quase asfixiou os peixes que estavam até admirando aquele passeio pela Rua Curitiba.

A propósito, não havia uma construção, mas sim uma reforma. Depois conto o resto.

Belo Horizonte, 26 maio 1999

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

CAMPANHA

Será que sabemos sempre onde estamos?

CAMPANHA

Nada mais interessante para envolver as pessoas do que campanhas que despertem interesse e que provoquem a nossa ação participação. A presença das campanhas diversas faz com que a comunicação encontre acesso mais acordado e com isso promove com mais eficácia a troca de informações. E são muitas as possibilidades de campanhas a serem feitas ao longo do tempo.

João da Barra sugere a campanha do endereço, que consiste no devido cuidado que devemos ter com endereço onde moramos. Nome da rua ou avenida, número da residência, o tão famoso CEP que eu mesmo não sei decifrar a sigla. Que seja Certificado de Expediente Postal, ou Código de Expedição Postal, ou qualquer coisa nesse sentido. Percebe só? Se nem sabemos ao certo o verdadeiro significado da sigla CEP saberemos o número correspondente ao nosso endereço? E será que o nosso endereço é mesmo o que dizemos ser?

João da Barra sugere já, de imediato, campanha para regulamentação e certificação do endereço no município de São João da Barra.

Belo Horizonte, 28 janeiro 2010

SIGILOSA

Quando acendi o meu cachimbo, na Rua Curitiba, a Andréa lembrou de Nova Iorque. Quando pensei no sul da Rua Curitiba, lembrei-me da Andréa. Procurei o seu endereço, ainda mantido por certo sigilo. Se existe o sigilo e se a razão do sigilo é sigilosa, nada a dizer.

Continuei andando e baforando o meu cachimbo pela Rua Curitiba. E a Andréa, camuflada em meus pensamentos, permaneceu em seu sigiloso endereço. Era manhã, quase tarde. Olhei para o meu cachimbo, vindo de Nova Iorque. Mas não foi a Andréa quem trouxe de lá, o meu cachimbo. Mas o meu cachimbo, com hálito de Nova Iorque, sugeriu interessante relação entre a Quinta Avenida ou, se preferirem, a Fifth Avenue e a Rua Curitiba. O que engasgou-me de espanto. Até porque, a Quinta Avenida não é o endereço da misteriosa Andréa, da Rua Curitiba.

Belo Horizonte, 21 maio 1999