Cadinho RoCo – Jeito outro de ler e pintar a vida.

Estréia oficial do Blog – 27 novembro 2006

sábado, 30 de abril de 2011

DA JANELA

Mais oportunidade de venda

DA JANELA

Da janela o brotar de delicadas flores a perfumarem manhãs e tardes, noites de sonhos sem fim. Sua presença muda e quase que esquecida estampa ternura a quebrar frieza da parede lisa e rija.

Desta janela motivo de singular admiração é que recebo a proposta pra venda de mais Painéis Cadinho RoCo, óleo sobre tela. Problema é que meu trabalho não busca relação com o figurativo. Passa sim por insinuações geométricas, mas em meio a outras palavras, não encontra o concreto, não abandona o abstrato.

Os Painéis Cadinho RoCo são sim peças a desmontarem o conceito da forma, justo quando forma do disforme a formação de outra forma a permitir que, pela arte, o sentimento encontre acesso ao seu expressar.

Belo Horizonte, 30 abril 2011

SÓ DORMIR

Chegou em casa e diante do espelho pensou em tudo que fez disse, conversa que distraiu tempo e foi só isso. Recordou momentos vividos e comentou sobre o que ouve sempre todo dia mesmas propostas que só fazem cansar ainda mais a vida.

Respirou fundo, escovou os dentes e foi dormir. Sono veio rápido porque a vontade era a de dormir e só isso.

Belo Horizonte, 09 setembro 2007

sexta-feira, 29 de abril de 2011

TRÊS PAINÉIS

Estes painéis sugerem coisas, coisas e mais coisas.

TRÊS PAINÉIS

Começou conversa num desalento só, assuntos sombrios, tragédias, episódios tristes que acontecem todo dia nesse mundo de meu Deus. Depois disse ter manias interessantes, entre elas singular admiração por cebola roxa, isso mesmo: cebola roxa. A tonalidade somada ao sabor mais forte da cebola roxa são elementos que contribuem para que se alimente de tal admiração. E foi realmente da tonalidade da cebola roxa que ela sentiu-se atraída por aquele Painel Cadinho RoCo. A partir dali e possuída por singular curiosidade, quis conhecer outros painéis, mais do meu trabalho.

Do nosso último contato, reforçou afirmação de que ficará com pelo menos 3 painéis, vive momento de escolha. Qual faz com as cebolas, gosta de sentir casca por casca das tonalidades dos painéis. Ficará com, no mínimo, 3 painéis.

Belo Horizonte, 29 abril 2011

SABE COMO É?

- Você sabe como isso acontece.

- Eu? Mas como haveria de saber como isso acontece?

Chega a ser comum ouvirmos ou passarmos por situação assim. Chega momento da conversa em que fulano solta o tal sabe como é, como fôssemos autoridade em assuntos complicadíssimos. Aliás, para quem gosta de complicar, o simples é miragem distante inacessível. E o que tem de gente complicada por aí, não está escrito. O que também é estranho, por estarmos a todo instante esbarrando em descobertas invenções lançamentos vindos para o nosso mais completo conforto.

Só que, antes, precisamos aprender a usar o aparelhinho tão pequenininho quanto cheio de detalhes guardados em teclas, senhas e combinações diversas.

Aí é quando aparece alguém pra dizer que é tudo lindo muito bom, mas muito complicado.

Você sabe como é que isso acontece.

Belo Horizonte, 03 setembro 2007

quinta-feira, 28 de abril de 2011

DA CASA DE CHÁ

Quanto mais visto...

DA CASA DE CHÁ

A remessa de Painéis Cadinho RoCo, óleo sobre tela, para São Paulo, traz outro sentido ao movimento de procura e venda dessas peças. Não é pura e simplesmente porque foram peças remetidas para São Paulo, mas sim por causa da maneira como tudo passa a acontecer. Eu não sabia que os painéis adquiridos e despachados para São Paulo foram parar em uma casa de chá, na região dos jardins. Aí está toda diferença, posto que uma casa de chá em São Paulo, conta com ida e vinda de muitas pessoas, muitos olhos a serem inundados pelos painéis. Desse tanto, um ou outro desperta para o querer adquirir e assim é que nasce novo processo de venda.

Recebo a mensagem virtual dela que se apresenta amiga da outra dando notícia dos painéis na tal casa de chá. Quer conhecer mais meu trabalho, tem casa na região serrana e vontade de instalar alguns painéis lá.

Belo Horikzonte, 28 abril 2011

VISÃO GERAL

Nunca sabemos ao certo como é coisa e outra, estou convencido disso. Temos sim impressões a levarem nosso raciocínio a certezas só mesmo concebidas por nós.

Ninguém tem certeza de nada, esta é sim a certeza que tenho e trago em mim.

Lógico que acertamos nesse aquele diagnóstico, mas trata-se de um acertar limitado, frágil mesmo. Se vivemos em meio a sucessivas transformações, seja lá o que for deixará de ser o que é. Se é assim, somos o que não somos porque logo seremos o que não somos agora.

Tenho lido mais que conversado, porque vida em mim passou a conviver com essa simples realidade. São depoimentos sentimentos que surgem em ambições, conclusões e pretensões diversas. Por aí percebo o quanto somos tão surpreendentes quanto versáteis. No entanto, é fato existirem encontros descritos por contingências muito, mas muito semelhantes.

Bem que eu poderia colher temas e mais temas dessas leituras. Será mesmo interessante tratar desses alguns assuntos, talvez amanhã, ou sei lá quando? Por agora limito-me a essa observação assim, visão geral do que tenho vivido.

Belo Horizonte, 28 agosto 2007

quarta-feira, 27 de abril de 2011

EMPOLGADO

Que aconteça venda de painéis em Belo Horizonte

EMPOLGADO

Enquanto fico em Belo Horizonte penso no mar, na expectativa das vendas dos Painéis Cadinho RoCo, óleo sobre telas. João da Barra diz que preciso admitir mesmo minha condição de agente do que faço e partir para as vendas dos painéis sem perder tempo porque essa é questão de sobrevivência. Não é brincadeira de adolescente, nem tentativa de jovem aventureiro. É sim a manifestação da arte em mim, que ofereço o que faço na certeza de que tal oferta está relacionada com o melhor de mim. Com tudo que posso transmitir por intermédio de sentimento intimamente comprometido com o amor. Aliás, tenho a sensação de que finalmente venderei painel em Belo Horizonte. Esta possibilidade começa a surgir e cá estou tão animado quanto disposto a criar muito mais para atender a procura das pessoas pelos Painéis Cadinho RoCo.

Belo Horizonte, 27 abril 2011

VONTADE BOA

Tudo acontece em todo lugar. E tudo acontece tempo todo, com ou sem vontade do querer de cada querer. É que tem muito querer espalhado por aí e assim fica difícil atender satisfazer a todos. Muito embora haja sempre aquele querer que quer mesmo é contrariar. Aí a satisfação vem em sentido contrário. Quem foi que disse ser o humano sem complicação?

Mas que tudo acontece sempre e em todo lugar, ponha dúvida não. Pode até acontecer de maneira outra daquela pretendida, mas aí, com boa vontade dá-se jeito. Melhor mesmo é não querer complicar, para que assim o querer possa querer o que quer, com vontade boa de querer.

Belo Horizonte, 25 agosto 2007

terça-feira, 26 de abril de 2011

TEMPO QUE PASSA

Prefiro o sabor do presente do que o amargo do passado

TEMPO QUE PASSA

Enquanto passam os dias vindos de prolongado feriado, eis que vamos ajustando nossas coisas, nossas contas, nossas projeções e intenções. Vem o dia do trabalho, primeiro de maio que é data de aniversário dos Folhetos Cadinho RoCo que completarão 13 anos e que por isso mesmo nascem para o ano 14. Façanha espetacular que dá ao meu viver o mais pleno sentido de vida que experimento a cada dia que passa. É a partir dos Folhetos Cadinho RoCo, que hoje assino um blog e que divulgo os Painéis Cadinho RoCo, óleo sobre tela, minha principal fonte de renda. É pelas vendas dos Painéis Cadinho RoCo que obtenho dinheiro que preciso pra viver, posto que apesar de tantos anos de labuta e de dedicação, não consigo patrocínio para os Folhetos Cadinho RoCo e nem o reconhecimento pelos meus mais de 35 anos dedicados à escrita.

Belo Horizonte, 26 abril 2011

A CAIXINHA

Saiu do banho com o frescor da toalha branca que envolveu seu corpo macio perfumado delicado. No quarto deparou com ele sentado aos pés da cama, cabisbaixo e nas mãos... surpresa. A caixinha?

Escondeu espanto, voz vinda da toalha branca, ela questiona com maciez o que ele faz segurando aquilo e pede que dê a ela. Ele ergue a cabeça, levanta-se e a dedos de distância pergunta o que tem na caixinha tentando abri-la sem conseguir, posto estar ela trancada. Suor frio escorre da nuca medula abaixo, toalha enxugando a fala. Diz que não vai dizer e pede a caixinha de volta.

- Não admito que mulher minha tenha uma caixinha secreta e ainda por cima trancada.

- Você enlouqueceu. Vá e abra aquela janela, respire fundo e olhe com atenção, porque estamos em pleno século vinte um, tempo de não se pensar em tamanha tolice. Não vou dizer e por favor, devolva a minha caixinha.

Trinta centímetros de comprimento, quinze de largura e uns sete de altura. Eis a dimensão do mistério.

Ele devolve a caixinha, não poupa força em abrir a janela, inspira o ar com furor, olhos úmidos na noite seca e distante.

Ela abre o segundo gavetão da cômoda, vinda lá dos tempos da avó, guarda a caixinha com carinho e escolhe a mais sensual das camisolinhas. Sabe que quando ele fica bravo assim, é sinal de que a noite será invadida por aquele cometa luminoso, verdadeira brasa viva.

Ele fecha a janela, não sem antes desabafar: - Merda de século vinte um.

Belo Horizonte, 22 agosto 2007