Cadinho RoCo – Jeito outro de ler e pintar a vida.

Estréia oficial do Blog – 27 novembro 2006

terça-feira, 31 de março de 2009

FLUIR DAS ENERGIAS

Dois pequenos sinais a refletirem situação de único lugar
FLUIR DAS ENERGIAS
Os animais são seres sensíveis, muito sensíveis.
No aquário, nove peixes. Da noite para o dia e sem motivo aparente quatro deles morreram. Sinal de que algo passou pelo aquário abatendo a vida de parte dos peixes, corpos ali inertes, sem aparente alteração que possa justificar o sucedido.
No mesmo ambiente, por duas manhãs seguidas, a vela apaga sem motivo aparente. Sinal de que algo passou por ela soprando seu lume.
Os animais, tal como acontece conosco, atraem energias que tanto podem ser boas quanto ruins. Temos a racionalidade a permitir que alimentemos bons ou maus pensamentos.
Somos sensíveis, tal como acontece com os animais, à emanação e recepção de energias. Se nos permitimos às energias ruins abrimos permissão para emitir energia ruim.
A energia boa é a que estimula a vida.
A energia ruim atrofia e aos seres mais sensíveis promove a morte, tal como apaga o fogo luz por ser treva.
Belo Horizonte, 31 março 2009
INÍCIO DO INFINITO
Tudo depende antes do querer. Não adianta criar empecilho, não adianta abrir o discurso dos infindáveis argumentos, não adianta ponderar e nem querer estancar o sangue da vontade. O querer vai além, cria possibilidades, encontra caminho e sabe viabilizar com mestria seu propósito.
Querer é poder? É sim. Querer é poder e um dos elementos mais expressivos da vida. Querer é acreditar e sentir que na crença conseguimos ir longe e muito mais longe ainda. Querer é dar força estímulo aos sentidos, para que eles consigam o ritmo vigor necessário para o que irá fazer. Querer é permitir que a vida vasculhe, ouse, pise firme no solo desconhecido, mergulhe com todo fôlego no oceano de suas aventuras descobertas, que saia do marasmo que acomoda e que induz o ser à falsa sensação de segurança estabilidade.
Mas o querer depende de cada um de nós para estar no existir de cada um de nós. O querer precisa ser libertado para libertar-nos daqueles aprisionamentos mesquinhos e que, por incrível que pareça, no mais das vezes são cultivados por nós mesmos, ou seja, dependentes diretos do nosso agir decisão. Mas é fundamental que saibamos e percebamos o quanto é bom querer e querer bem o nosso querer.
O querer é o início do nosso infinito.
Belo Horizonte, 26 outubro 2004

segunda-feira, 30 de março de 2009

DURMO

Dormi o dia inteiro
DURMO
Na falta do que viver, durmo. Acordo lembro que é domingo, chove e por isso durmo de novo.
Durmo a manhã inteira para que ela não me atormente com o cansaço de fazer qualquer.
Acordo, almoço, tempo fechado, é domingo, nada ao meu redor, durmo. Não há nenhum motivo para estar acordado. Penso em pintar uma camiseta, mas durmo e sonho que fujo, ou porque fujo de mim mesmo neste domingo chuvoso e sonolento.
Belo Horizonte, 30 março 2009
SEM MISÉRIA
O que é ter, ou não ter dinheiro? A questão é transitória e assim será para sempre, por ser transitório o que possuímos e por ser transitório o próprio dinheiro. Para quem gosta, cultiva e até cultua a tal da estabilidade, a prudente advertência de que nada é absolutamente estável. O mundo é instável, o instante de cada instante é instável, tudo é instável, passageiro e por isso mesmo mutante. Em última análise, a estabilidade é tão ilusória quanto o dinheiro que poderemos ou não ter.
Para ser ainda mais enfático, digo ser o dinheiro de todo mundo e de ninguém. Tenho agora uma cédula de valor qualquer que cedo ou tarde estará em poder de outra pessoa que irá destina-la a outra e assim sucessivamente. E isto é tudo o que acontece com o dinheiro. Ele aparece, desaparece, vai e volta. E se não for assim, alguma coisa está errada, porque é para e por isso que o dinheiro existe e não para ficar guardado escondido por mero e miserável capricho, de quem insiste em querer o mundo só para si.
Belo Horizonte, 21 outubro 2004

domingo, 29 de março de 2009

LADO OPOSTO

Não dá pra ficar só na reclamação
LADO OPOSTO
É triste sermos governados pela mentira. É perigoso nos permitirmos ao engano. É cruel aceitarmos, pela conveniência, o preconceito.
Os sinais existem por vezes em evidências até escandalosas. As manobras são muitas. Quanto maior a manobra, maior é a necessidade de iludir.
A ilusão é o oposto da verdade.
Belo Horizonte, 29 março 2009

“CISNES SELVAGENS”
“Cisnes Selvagens – Três Filhas da China” é o título do livro escrito por Jung Chang. Uma chinesa que descreve com impressionante realismo, drama vivenciado por sua família quando então a China viveu forte e terrível período de reformas. Chega a ser inacreditável.
O livro, baseado nos “Cisnes Selvagens” que são a autora, mãe e avó, mostra com todas as letras, do que é capaz de fazer e suportar o ser humano. O que e quem foi Mao-Tse-Tung (1893-1976) e o maoísmo que desencadeou na China o “Grande Salto para o Futuro” (1958) e a conturbada “Revolução Cultural” (1966).
A crueza encontrada em “Cisnes Selvagens” faz da avó, mãe e da própria autora, Jung Chang, verdadeiras heroinas capazes de suportarem e superarem tantas adversidades.
Um livro forte, escrito por uma mulher forte.
Belo Horizonte, 13 outubro 2004

sábado, 28 de março de 2009

MENTIRA À SOLTA

A mentira não passa da ilusão
MENIIRA À SOLTA
O que faz o mentiroso quando almeja conquistar alguma coisa? Será pelo expediente da verdade é que o mentiroso emanará aos quatro ventos o seu discurso?
O que faz a mentira em nosso viver? Será a mentira merecedora do nosso aplauso?
A mentira tem muitas faces, inclusive aquela que finge acreditar, porque ao agir assim estará a mentira em franca proliferação.
Não dá para acreditar em quem finge acreditar.
Belo Horizonte, 28 março 2009
PRÓXIMO E DISTANTE

No aquário
Três peixes.
Duas fêmeas
Um macho.
Na noite escura
Dormem os peixes
Mergulhados na paz
De suas vidas.
São seres silenciosos
Atentos e misteriosos
Calmos e atenciosos.
No fundo da água
A transparência de vidas
Tão próximas e tão distantes.

Belo Horizonte, 09 outubro 2004

sexta-feira, 27 de março de 2009

LIVRE

Há muita pretensão por aí em querer tomar posse daquilo que não chega a ser propriedade de ninguém
LIVRE
São dos momentos mais inesperados é que percebemos a ausência da fé em nós mesmos. Basta sentir-se induzido pela dúvida para que daí brote a ausência da fé. A sensação que vem a seguir é a de estar pisando em terreno duro, navegando em mar insólito.
O conflito é outro indício forte da falta de fé. Onde não há paz, não há fé.
Vale ainda lembrar que a fé não é propriedade de nenhuma igreja e nem tão pouco de crença específica. A fé é antes sinal marcante de liberdade.
A fé é ato de liberdade.
Belo Horizonte, 27 março 2009
VIDA DE CADA UM
Em princípio, a vida de cada um é a vida de cada um. No entanto, se cada um só pensa em si, aí a vida complica. Sim, porque apesar de sermos de nós mesmos, somos também de tudo aquilo que alimenta, contribui e estimula o viver do nosso viver. Do contrário, tudo seria muito sem sentido, sem graça e de uma chatice só. Por isso mesmo é que somos sempre impelidos a ir estar sempre em algum lugar outro, no simples propósito de assim agindo, estarmos nessa sucessão de descobertas que é a própria vida.
Em princípio, somos tudo aquilo que somos. Mas não somos só isso. Somos também tudo aquilo que não somos, por sermos o que aceitamos ser e o que rejeitamos ser também. Pode parecer difícil complicado, mas não é. Ou será se quisermos que assim seja. Fato é que temos sim o poder de complicar, tal como temos o poder de simplificar as coisas.
Em princípio, tudo é início.
Belo Horizonte, 06 outubro 2004

quinta-feira, 26 de março de 2009

LIMITAÇÃO

Não é qualquer pessoa que sabe conversar
LIMITAÇÃO
É por demais aflitivo estar diante de uma pessoa que não consegue dizer o que quer dizer.
Uma coisa é evitar determinado assunto, a outra é não saber dar palavra a ele. Você fala diz mostra o que busca saber e quando se dispõe a ouvir percebe que a pessoa simplesmente não consegue viabilizar o que pensa. Tenta mas não consegue porque pensamento não encontra palavra. Não é timidez, nada disso. É pura e simples limitação a não permitir que pelo verbo o sentir se exponha.
Saber conversar é também uma questão de exercício.
Belo Horizonte, 26 março 2009
DIAS IDOS

Hora de lembrar
Hora de esquecer
Hora de chegar
Hora de partir.
Gente conhecida
Gente estranha
Gente amiga
Gente traiçoeira.
Hora da gente
Gente da hora
Que vai embora.
Tudo passando
Entre sombras e luzes
Dias idos para não sei onde.

Belo Horizonte, 03 outubro 2004

quarta-feira, 25 de março de 2009

SOMOS SEMPRE

Cedo ou tarde o que somos surge porque somos o que somos
SOMOS SEMPRE
Há muito que fazer em cada dia que passa.
Há sempre mais o que fazer em cada dia que passa. Por isso mesmo é que sempre temos a necessidade de fazer mais porque a vida sem seus próprios feitos é nada e por mais que queiramos, enquanto seres vivos nunca seremos nada.
Belo Horizonte, 25 março 2009
INVENTOR DE ENCONTROS
Aqueles olhos confundem meu viver. Aquele jeito assim perto distante confunde meu espaço. Aquela aparição pura luz ofusca meu estar.
De uma conversa qualquer, seu silencio vai só observando palavra de cada palavra minha. Quero ouvi-la, mas ela economiza todo seu dizer em frases curtas e incisivas. Tudo faz parte desse encontro que desafia o próprio sentido da prudência. Melhor ficar quieto também. Quieto e distante também.
Suportar o jeito nosso de ser com todas as nossas contradições. O que aconteceu acontece, é desafio manso e calmo de uma evolução por demais envolvente. Enquanto isso, o mundo passa trazendo implicações outras a irem querendo que sejamos tudo e mais alguma coisa.
A lavadeira diz que a roupa está lavada e pronta para ser usada. Ela diz estar na manicure e por isso mesmo impossibilitada de estar comigo, eu inventor de encontros. Meu Deus, até quando serei tão adolescente?
Itabirito, 12 setembro 2004

terça-feira, 24 de março de 2009

RELATO SIMPLES

Pra adquirir camisetas que pinto é só clicar no selo Camisetas Personalizadas e então abrirá página exposição com endereço para consultas, encomendas, aquisições.
RELATO SIMPLES
Se quero e preciso não tenho como prescindir das necessidades que brotam da vida. São situações naturais e merecedoras da nossa atenção porque somos todos marcados por incontestáveis dependências.
Vendo camisetas que pinto porque do que sei fazer é isso que percebo ser capaz de receber o reconhecimento financeiro necessário ao meu viver. Eu sei que poderia aqui considerar mil coisas todas abstratas. Vivi em um mundo que infelizmente passou a dar ao dinheiro valor que já não coloco mais em discussão.
A necessidade impõe procedimentos a buscarem de nós o simples termo da humildade.
Preciso vender camisetas que pinto hoje, agora, já.
Belo Horizonte, 24 março 2009
CONVITE DE VIAGEM
Lugar sem lugar que também é algum lugar. Tarde céu sem nuvens calor que transpira corpo pensamento que divaga de lado a outro desse vento quase nenhum que vem do nada indo para o nada também.
Mas que palavreado é esse? Sono sem sono na tarde que escapa sem ter mais o que fazer da vida. A idéia é fazer achar rumo para que problema traga solução.
Um par de sandálias, presente ganho faz tempo. De tanto pisar chão, par de sandálias vai gastando e ficando velho usado estragado. É passar de muitos passos que passaram por lugares muitos. Par de sandálias que vai acabando com o tempo que também acaba com tudo. Até com a vida da gente.
Alguém querendo estar comigo, eu querendo estar com alguém. E agora mesmo recebi convite para viajar. Mas já não estou viajando?
Belo Horizonte, 26 agosto 2004

segunda-feira, 23 de março de 2009

NA VIDA

Na vida que tenho, as camisetas que pinto.
NA VIDA
Quando penso que a vida acabou eis que ela surge de novo.
Será que na morte pensamos na vida?
Então saio ouço e vibro proposta nova que brota de talentos que borbulham numa efervescência de beleza e magia.
Na vida há de se pensar na vida.
Belo Horizonte, 23 março 2009
CONSTANTE RENOVAÇÃO
Não é pelo seu poder que um rei se salva;/
nem o gigante se salvará pela força. Salmo 32, 16
Estou convencido da existência de situações que acontecem simplesmente por terem de acontecer. Não adianta forçar, rejeitar, resistir ou insistir em alterar rumo por elas assumido.
Estou convencido de que devemos passar por algumas legítimas provações a testarem, apurarem e avaliarem nosso agir e resistência diante do que surge da adversidade.
Temos sim, o poder capacidade de transformar tudo. No entanto, temos sim a necessidade do crescimento e do acreditar na força que possuímos e que escapa da dimensão que conseguimos perceber. Aí é que está a implicação de tudo. Somos fortes, temos força e chegamos até a utiliza-la, sem no entanto termos como alcança-la em alguns tantos momentos tão fundamentais. Isto acontece comigo, com você e com qualquer um de nós, só porque estamos sempre em evolução do nosso próprio ser estar no mundo que está sempre renovando em nós, a vida.
Belo Horizonte, 20 agosto 2004

domingo, 22 de março de 2009

CAMISETA NA MOLDURA

Para quem busca obter pintura minha em tela, eis a alternativa assumida pela Daniela
CAMISETA NA MOLDURA
No natal passado dei de presente para o meu sobrinho neto camiseta que pintei em que o nome dele, Felipe, está todo crivado em pintura.
Sou noticiado de que por decisão da sobrinha Daniela, mãe do Felipe, esta camiseta ele não irá usar. Ela será colocada em moldura para fazer parte da decoração do quarto do varão.
Eis aí outra alternativa dada às camisetas que pinto, ou amor em pinturas que faço em camisetas.
Belo Horizonte, 22 março 2009
OLHA

Olha o vento
Olha a luz
Olha o amor
Olha o carinho..
Olha a intenção
Olha o querer
Olha o dizer
Olha a sombra.
Tudo imagem
Da imaginação
Que vive e sonha.
Olha o amanhã
Olha o sentir
Olha a vida.
Belo Horizonte, 07 agosto 2004

sábado, 21 de março de 2009

DETALHE CURIOSO

Para ver camisetas clicar no selo Camisetas Personalizadas que então abrirá a página exposição onde há endereço para consultas, encomendas e aquisições.
DETALHE CURIOSO
Tudo tem seu tempo.
Recebo encomenda que já esperava receber. Agora que ela surge aproveito para apontar o detalhe.
Quer camiseta com a frase: Dá pra entender o tempo?
Já pintei uma camiseta que seguiu para o Rio Grande do Sul com esta frase. Pintarei outra, com a mesma frase para estar lá no Amazonas.
A mesma frase em duas camisetas distintas porque a pintura será outra. Tal como acontece com as cores, a frase será estampada em outra pintura.
Assim, não é porque pintei frases em uma camiseta que não poderei pintar em outra sem usar expediente da cópia.
Belo Horizonte, 21 março 2009
SONHO MARÍTIMO

Tem mar no sal
Tem sal no mar
Mar e sal e
Bum!
É onda que vem
É onda que nasce
Lá longe e cresce e
Bum!
Tem água na praia
Tem praia na água
É mar que volta.
Tem água tem vida
No mar que fascina
É mar que revolta.

Belo Horizonte, 29 julho 2004

sexta-feira, 20 de março de 2009

FRASES PARA CAMISETAS

Para consultas, encomendas e aquisições vá á página exposição clicando no selo Camisetas Personalizadas
FRASES PARA CAMISETAS
Das camisetas com frases que pintei todas foram vendidas resta uma e assim mesmo porque tratei de não mostrar ontem para alguém que até pode ser que fique com ela. Por isso resolvi colocar aqui frases que tenho guardadas e que não estão publicadas em textos porque surgiram de comentários que fiz pela Internet. Assim estimulo o expediente da encomenda que é jeito de atender ainda com mais precisão a quem se encante por alguma delas.
A entrega ao passado obstrui o presente.
Do nada é que surge tudo.
Quando acha que achou sumiu.
Nada é tudo que não é.
Todo tempo é tempo de amar.
Pra ser é preciso ser.

Depois volto com mais frases.
Belo Horizonte, 20 março 2009
VENHO

Venho hoje
De um ontem
Antigo e frio
Vivo e inesquecível.
Venho hoje
De um amanhã
Busca que leva
Meu viver vivo.
Venho hoje
De outra vinda
De outra ida.
Venho hoje
Ser aqui
Tudo que sou.

Belo Horizonte, 23 julho 2004

quinta-feira, 19 de março de 2009

TEM JEITO NÃO

Tem um negócio aí chamado ecologia humana que trata exatamente de questões como a da preservação à paciência para que a intolerância não consiga proliferar ao ponto de extingui-la.
TEM JEITO NÃO
Não é difícil notar sentir perceber quando a conversa é ruim. E de conversa ruim estou saturado. Por isso é que solto logo a água porque represa muito cheia vaza.
Tudo bem, a gente gosta do que faz se dedica ao que faz se permite ao que faz. Só que daí a ter que suportar o delírio alheio não dá. Além disso, tenho lá minha ansiedade, meu tesão. Sei que tenho isso e cuido disso como posso. Não sou nenhum exemplo de pureza. Tenho meus limites e ainda que eu tente expandi-los nem sempre consigo. Por isso é que saio pelo mundo com o sonho do amor e do querer bem. E converso brinco e bebo. E divirto ouço e digo de coisas boas belas porque em meu mundo dou ao feio, beleza de tratamento que possa ao menos dar gostinho bonito ao que não quero atrapalhado. Mas sempre tem umas e outras posturas que gostam mesmo é de contrariar. Aí, o jeito é sair de perto ou deixar que o cachorro morda.
Belo Horizonte, 19 março 2009
RECADO DA JUREMA
Plantou-se com toda dignidade à beira da calçada. Lá está ela no meio do quarteirão da Rua João de Freitas entre as ruas Paulo Afonso e Quintiliano Silva. Uma beleza. Cobriu círculo de terra com pedrinhas brancas, realçando beleza do seu chão. Sua presença escorada, também utiliza aquela curiosa haste para identificar-se por intermédio de simpático bilhete. Caligrafia de autoria feminina, com certeza, a apresenta-la assim: “Olá; sou a Jurema...” e segue pedindo que cuidem bem dela em sincera censura à mais leve intenção predatória.
Presença marcante a chamar pela consciência do cotidiano de todo e qualquer transeunte mais ou menos estabanado. Nossa amiga irmã amada Jurema não é só um arbusto entre tantos a insistirem em viver no que supostamente acreditamos ser região urbana civilizada. Ela é mensagem viva que enfrenta o inverno, querendo o amanhã primavera que pode sim ser cuidado, protegido e estimulado por cada um de nós. Mas será ela uma Jurema-Branca, de Pedra, Mirim, Preta ou a Mimosa Malacocentra também conhecida por Jureminha?
Belo Horizonte, 21 julho 2004

quarta-feira, 18 de março de 2009

REAJO SIM

Pois se insisto na tecla de que o que faço é regido pelo amor, como é que ainda assim aparecem pessoas com manifestações a insinuarem atitude minha avessa a esse comportamento?
REAJO SIM
Eu poderia, sem esforço, citar aqui dúzia inteira de exemplos que mostram instantes em que a mim foi negado patrocínio pelos motivos mais esdrúxulos. E isto me aborrece sim. Sou amante da liberdade e não creio na obrigação de ninguém em patrocinar ou pagar pelo que faço.
Escrevo o que escrevo aqui hoje inspirado por quem pensa que sou imune a todo e qualquer agir. Não sou.
O que faço em e com meu viver é sim para ser reconhecido porque não nasci para ser anônimo e nem tão pouco indiferente ao desprezo.
Ninguém é obrigado a nada. No entanto, se aparecem em meu mundo com atitude que não assumem reajo até por força da estima que tenho e trago tanto pelo que sou quanto por quem demonstra admiração afeição pelo que faço.
Reconheço dignidade naquela pessoa que antes mesmo da minha cobrança paga pelo negociado comigo.
Reconheço hipocrisia naquela pessoa que pede e que anuncia interesse em pagar pelo que faço, para depois não assumir compromisso que assumiu, valendo-se da esquiva.
Belo Horizonte, 18 março 2009
ZERO

Noite com cheiro de
Mexerica.
Dia com cheiro de
Mexerica.
Noite no vazio da
Mexerica.
Dia na ausência da
Mexerica.
Nada no zero
Imaginário da
Mexerica.
Zero no cheiro
Com cheiro de
Mexerica.
Belo Horizonte, 11 julho 2004

terça-feira, 17 de março de 2009

REJEIÇÃO NATURAL

Para conhecer camisetas que pinto clique no selo Camisetas Personalizadas e irá direto para a página exposição.
REJEIÇÃO NATURAL
Não tenho dúvida em afirmar magia no circuito das camisetas porque chega a ser impressionante desempenho delas. Pinto as camisetas sob a mais legítima ação do amor e não escondo e nem prescindo disso. Razão para observar do quanto é capaz o amor que cativa pessoas e almas sensíveis ao que faço.
Não adianta querer possuir camiseta que pinto sem estar o espírito impregnado pelo amor. E afirmo isto com toda segurança porque sei até de quem ganhou camiseta que pintei e não usou não usa. E esta recusa, a despeito de vir de alguém é, creio nisso, do que emana a camiseta que resiste à indiferença seja lá de quem for. A questão não está em usar ou deixar de usar a camiseta e sim em perceber ou deixar de perceber o amor acessível a qualquer um de nós.
Belo Horizonte, 17 março 2009
LONGE DE TUDO

Piso nas pedras
Afio os pés
Firmo corpo
Pensamento no chão.
Sinto a água
Nos ouvidos olhos
Reflexo rio
Frio cachoeira.
Água e pedra
Rija maciez
Da natureza
Que floresce
À margem
Desse vagar.

Belo Horizonte, 02 julho 2004

segunda-feira, 16 de março de 2009

DOS FATOS

A venda das camisetas que pinto não é uma transação fria, meramente comercial. Por isso é que digo serem elas personalizadas.
DOS FATOS
Tenho minhas idéias maneira de pensar.
Já recebi pelo menos duas ofertas para vender camisetas ao estrangeiro. Em ambos os casos a negociação parou por causa dos preços relativos ao transporte e impostos. Se as camisetas não foram despachadas ficaram impregnadas pelo propósito de uso lá onde estas duas pessoas passaram a possuir, de outra maneira, as camisetas que estão aqui ao dispor de quem quiser comprá-las. Mas, em se tratando dessas camisetas, a relação que há entre elas e quem as possui é diferente, algo particular. Digo ser assim porque é assim que sou noticiado por quem dá sustento ao carinho que dedico às camisetas que pinto. E quem não consegue perceber isso, por motivo ou por outro, não consegue acesso a elas. É incrível como isso acontece, mas os fatos estão aí para tirarem este dizer da mera elucubração.
Belo Horizonte, 16 março 2009
STALO PIUMHI

Estrada no sono
Motor na curva
Janela na mata
Cidadesconhecida.
Hotel Stalo
É onde me instalo
Piumhi é aqui
Aqui é Piumhi.
Sentimento uníssono
Na noite turva
Nuvem sem nata
Cidade vida.
Piumhi é Stalo
De carinho com jeito
De queijo na telha.
Piumhi, 25 junho 2004

domingo, 15 de março de 2009

TROCA DE ENERGIAS

Para ver, escolher e adquirir camisetas que pinto clique no selo Camisetas Personalizadas para chegar à página exposição onde existe endereço para contato, consultas e aquisições.
TROCA DE ENERGIAS
Uma coisa é adquirir camiseta produzida em série. Outra coisa é ter camiseta personalizada pelo toque pessoal com tratamento específico. A situação de uma para outra é totalmente distinta.
Pintei camiseta que exibi e que foi embora para a Cleo, lá no Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. A Avassaladora gostou da camiseta, mas ao saber que já não podia ter a camiseta, escolheu frase e encomendou outra.
Quando fui pintar camiseta para Avassaladora senti presença da energia vinda da camiseta da Cleo.
Agora, a energia que foi para Porto Alegre emitiu outra que somada à do momento criativo na pintura irá, via camiseta, para Pirapora, Minas Gerais, onde está a Avassaladora.
Belo Horizonte, 15 março 2009
SEMENTES E COLHEITAS
Somos chamados a participar.
Somos convidados a partilhar.
Somos acordados para viver. Somos possuidores do que não é, nunca foi nem nunca será só nosso. E por maior que seja nosso espirito de obtenção, nele haverá sempre a necessidade da divisão.
Viver é dividir, dar e receber, ir e vir, dormir e acordar. Assim é que sonhamos e realizamos coisas e mais coisas a imporem sempre a necessidade de nossa integração com outros elementos seres a completarem nossa natureza de ser estar no mundo.
Cavaleiro depende do cavalo, maquinista depende da máquina, agricultor depende da agricultura e o empresário depende da empresa. Homem depende da mulher. Ser alguém é ter alguém que complete o alguém ser que somos nós mesmos.
Somos seres imperfeitos.
Somos seres incompletos.
Somos feitos à imagem e semelhança do que sonhamos e semeamos. O sonho, enquanto imagem do querer, é semente do que queremos colher.
A semente depende do plantio.
O plantio depende de nós, eternos dependentes de sementes e colheitas.
Belo Horizonte, 20 junho 2004

sábado, 14 de março de 2009

ENCOMENDA

Tão importante quanto as encomendas são as aquisições das peças prontas. Por isso aí vai convite para visita na página exposição que pode ser aberta ao simples clicar no selo Camisetas Personalizadas.
ENCOMENDA
Sei de muita desconfiança, sei de muita apreensão.
Escolheu buscou frase para eu pintar em camiseta branca. Encomenda simpática, queira eu fazer por merecer outras tantas.
Não queira só entender o amor no coração.
A frase está estampada na camiseta que sabe pra onde vai. Depois as idas serão outras porque assim é que acontece com nosso vagar. Se com ou sem apreensão desconfiança, sei não.
Belo Horizonte, 14 março 2009
CORPORIFICAÇÃO

Comunhão
Conjunção
Conexão
Comunicação.
Consagração
Celebração
Convicção
Centralização.
Aparição
Inspiração
Transpiração.
Elevação
Introspecção
Revelação.
Belo Horizonte, 11 junho 2004

sexta-feira, 13 de março de 2009

RESPOSTA DA FÉ

A alegria maior está é no sentido percebido por quem está nesta verdadeira sintonia com a obra aqui apresentada. As encomendas de camisetas é consequência natural de um trabalho que atravessa dia e noite num processo sem interrupção.
Para saber mais clique no selo Camisetas Personalizadas e vá à página exposição e escreva para endereço lá anunciado, cujo propósito é o de atender às consultas e encomendas.

RESPOSTA DA FÉ
Tudo tem o seu momento e agora sim posso sentir a resposta da semente regada pela fé.
Recebo encomenda de camiseta com frase escrita por mim. A encomenda surge como consequência natural de um processo que nasceu das camisetas pintadas que passaram a servir como espaço para minha manifestação literária que agora arrebata leituras que pelos jardins das palavras colhem flores frases a serem expostas por outros arranjos.
A fé não questiona a crença e por isso não admite ser também questionada. Nanda diz que está por surgir porque tempo de espera a ela dedicado também crê em sua chegada.
Belo Horizonte, 13 março 2009
ILHAS CABO VERDE
Vamos embora Taís, para as Ilhas Cabo Verde. O arquipélago é bom, solto na paz oceânica do Atlântico, longe o bastante de tanta confusão a confundir a gente.
Vamos embora Taís, para a vida caboverdiana. Passaremos por todas aquelas ilhas vulcânicas de São Vicente, Santo Antão e Santa Luzia. Depois iremos para a Ilha do Fogo, Ilha Brava e a de Maio. Nas Ilhas Cabo Verde é que está a felicidade. Vem brisa da Ilha do Sal, de São Nicolau e da Boa Vista. Mas é na Ilha de Santiago, na Cidade da Praia, que repousaremos nossos corpos com sonhos deslumbrantes.
Vamos Taís, para o arquipélago Cabo Verde. Lá aprenderemos a conversar no dialeto crioulo ensinado pela Dilmanela, cuja alegria traz mais puro sorriso praiense.
Vamos Taís, vamos às praias das Ilhas Cabo Verde, feitas em ondas do mais puro amor oceânico. E quando já exaustos de tudo, lá tem lua bonita vinda do mar aberto a inspirar toda sombra de nossa luz.
Vamos Taís, vamos para as Ilhas Cabo Verde.
Belo Horizonte, 04 junho 2004

quinta-feira, 12 de março de 2009

RACIOCÍNIOS INCERTOS

Para ver camisetas que pinto clique no selo Camisetas Personalizadas e irá direto para página exposição onde está endereço para contato, consulta e aquisição das camisetas.
RACIOCÍNIOS INCERTOS
Sinto graciosa disposição porque percebo meu trabalho reconhecido. Ao menos assunto é o que não falta, mesmo estando a camiseta com frase – A fé não admite dúvida – ainda à espera de quem irá ficar com ela. Mas a sensação é de que ela ficará pouco tempo aqui, posso sentir isso perfeitamente.
Para quem prefere camisetas sem frase, elas estão expostas e não menos dispostas a seguirem viagem.
Bom sentir toda esta manifestação. Eu já até não lembrava o quanto é bom vender, porque já vendi muito em minha vida, quando trabalhava com meu pai no comércio que tínhamos em Belo Horizonte. Mas quero mesmo é soltar camisetas país afora, porque existem lugares que a mim causam espanto pela apatia. Não irei citá-los, deixa pra lá, até porque existe um outro lugar com desempenho surpreendente para camisetas que pinto. Aprendo assim a não me precipitar por raciocínios incertos.
Belo Horizonte, 12 março 2009
SOTAQUE NACIONAL
Cada vez que ouço vejo leio anúncio de taxas índices transformados em celebrações depoimentos que dizem estar aí o “crescimento brasileiro” Taís, corpo arrepia. É que no termo da realidade, esse tal de “crescimento” só faz crescer mesmo a já insuportável diferença social que aumenta riqueza de poucos e a miséria de muitos. Não há qualquer sinal de autêntica preocupação com o ser humano, quando questão esbarra nesse outro fulano chamado mercado, que a bem da verdade é ninguém e todo mundo ao mesmo tempo, ou seja, figura de retórica.
O governo pós-FHC não consegue perceber distinguir a necessidade humana dessa outra inventada por dispositivos, siglas e coisa e tal, que fantasiam escondem interesse de poucos grupos a desprezarem e ignorarem populações inteiras.
O Brasil se não está empobrecido comete verdadeiro crime assumido pela indiferença que transforma vidas inteiras em verdadeiros martírios. A violência cometida pela falsa postura de uma sensatez falida, não consegue camuflar o que a céu aberto está exposto. Ao invés de políticas com títulos pomposos, o Brasil necessita, com urgência, é de forte ação humana no mais puro sotaque nacional.
Belo Horizonte, 31 maio 2004

quarta-feira, 11 de março de 2009

NEGÓCIO ABERTO

Clique no selo Camisetas Personalizadas para chegar à página exposição e ao endereço para consultas e encomendas.
NEGÓCIO ABERTO
Cada um tem seu dia. Já recebi notícia dela que chegou atrasada porque queria camiseta que foi vendida para a Cleo. Viu gostou e quando parou pra pensar já era.
Não é a primeira vez que acontece e por isto advirto que até agora não tenho notícia de venda da camiseta com frase: A fé não admite dúvida. Lembro-me de pelo menos um elogio destinado a ela e de quem não é de sair por aí esbanjando elogios.
Estas camisetas com frases são interessantes porque causam atração diferente. E as frases não ficam expostas como é comum vermos por aí. O que sugere discrição e desperta curiosidade de quem percebe haver algo escrito, mas que exige pouco mais de atenção.
A camiseta da fé ainda está disponível, mas a qualquer momento poderá não estar. Se você decidir pronto, negócio fechado.
Belo Horizonte, 11 março 2009
DUAS CANETAS
Foi um presente singelo. Uma caneta que insistia em não querer escrever, até pelo fato de nunca ter sido usada antes. Raquel foi singular. Demonstração de carinho lembrança capaz de sugerir aproximação conversa troca de experiências convertidas em oportunas contribuições. Tudo trazido por uma caneta simples, que com mínimo trato passa a permitir acesso à tinta dando-lhe condição de uso.
Por uma dessas inexplicáveis coincidências, eis que surge Lúcia com outra caneta. Esta, com interessante mecanismo transformando-a em curioso objeto. Outro gesto carinhoso vindo de graciosa lembrança a estimular nosso amistoso convívio que assim vai rompendo meses e anos de boa amizade.
Duas canetas que superam condição de serem só duas canetas. Duas referências de duas pessoas expostas ao cultivo da simpatia sensibilidade que faz bem ao cotidiano da gente. Querer bem é tão bom Taís.
Belo Horizonte, 24 maio 2004

terça-feira, 10 de março de 2009

TENHO FÉ

Pela fé surgem revelações espetaculares
TENHO FÉ
A fé não admite dúvida. Esta é a frase que pintei em camiseta bege escura, ou marrom clara, ou cáqui. Está bem é uma camiseta tamanho grande com pintura que dá a ela certo ar de mistério porque a frase está lá mais ou menos nítida. Entre traço e outro o surgir da letra palavra que ganha sentido com a presença de outra.
Está pronta exposta e ao dispor de quem quiser vesti-la. Ela de alguma maneira parece ter endereço certo. O que causa curiosidade, porque ainda não sei para onde irá, mas sei que seguirá para vestir alguém. Disso sei e não tenho dúvida. Tenho fé.
Belo Horizonte, 10 março 2009
DISCURSO DO SILENCIO
“-No princípio existia o verbo...”
Assim é que João inicia o seu evangelho. Mas se antes de tudo e todas as coisas só existia o verbo, dizer o quê?
Imaginemos o falar diante do nada. Sem ter o que dizer, a situação do silencio. Mas se antes de tudo já existia o verbo, então o verbo falava com o silencio. Assim é que do silencioso verbo, já existente, surgiram e continuam surgindo todas as coisas. Daí a importância que há em percebermos o que diz nosso silencio, antes a nós mesmos.
Pensando bem, o silencio em muitos momentos fala, diz, textualiza e até concorda ou discorda de nós mesmos. Antes de decidir, instante de silencio. Antes de querer, tempo ao silencio. Antes de aprender a falar, escrever, ir ou ficar, a evidente presença do silencio. Interessante ainda é sentir certa autonomia do silencio que por tantas vezes invade nossa fala, constrange nosso pensar e inibe nosso agir.
Há sim no silencio, o mistério da origem capaz de transformar por inteiro a vida da gente. Daí a fundamental importância em estarmos sempre acordados para as insinuações do silencio. Até porque Taís, muitas são as ocasiões em que o melhor e mais eficaz discurso é exatamente o do silencio.
Belo Horizonte, 13 maio 2004

segunda-feira, 9 de março de 2009

VENDIDA

Para encomenda das camisetas que pinto ver a coluna selo Camisetas Personalizadas. Clicar nele ou na camiseta exposta para ir à página exposição onde há endereço para consultas e aquisições. Para saber mais da Cleo é só visitar o blog dela. Clique aqui, ou no selo do blog dela na coluna ao lado.
VENDIDA
Quando digo que vivo o que vivo é porque na prática isto acontece.
Camiseta que pintei com frase que criei já foi vendida porque a Cleo sabe que se não fizesse isso já, poderia ficar sem ela. E esta não é a primeira e nem a segunda camiseta adquirida pela Cleo. Aliás, é da Cleo que surgiu a idéia das camisetas escritas. Sua primeira encomenda foi de três camisetas, duas com poemas e uma com texto criado por mim. Daí parti para as camisetas com frases e a primeira já foi por ela comprada.
É assim mesmo que funciona. Mas há um outro jeito não menos simpático de obter camiseta escrita com frase criada por mim. Você escolhe uma das camisetas já prontas e pede que eu inclua frase minha com minha caligrafia. Simples assim.
Insisto em observar que é ótimo receber manifestação de apreço pelas camisetas. Mas, para minha real necessidade, o que resolve mesmo é a venda.
Belo Horizonte, 09 março 2009
FAZENDO ALGUÉM
Os milagres existem acontecem numa dimensão muito maior do que aquela que podemos imaginar. E acontecem com muito mais freqüência do que aquela que podemos perceber. Daí a necessidade de acreditar ao invés de se querer questionar.
As aparições também existem numa dinâmica extraordinária. Taís está aí para mostrar com toda evidência o que existe acontece além da nossa visão. Um olhar gesto ato simples poderá estar abrindo dimensão enorme. Mas, o que no mais das vezes sabemos conseguimos fazer, é pura e simplesmente ignorar. É incrível como podemos ser estar tão aquém do que a nós é enviado como verdadeiro alimento de força poder que rejeitamos simplesmente por não conseguirmos aceitar.
Somos antes, pouco para nós mesmos. Por isso é que em muitos tantos casos ocasiões, ficamos sem saber o que fazer com o nosso fazer alguém.
Belo Horizonte, 12 maio 2004

domingo, 8 de março de 2009

ÚNICA

O querer que quer não fica na pretensão
ÚNICA
Só mesmo se prestar atenção conseguirá ler frase que está escrita na camiseta. Não há outra camiseta com esta frase pintada com minha caligrafia.
Alguém chega e diz que posso reproduzir a frase em número ilimitado de camisetas. Sei disso, mas não faço. Aí é que está a diferença da coisa. Mas a outra diferença, não menos evidente, é o que ninguém percebe. O preço que peço pela camiseta que pintei é o equivalente, para não dizer menor, do que aquele cobrado pelas camisetas produzidas em série.
Preciso e porque preciso não posso chegar ao valor que avalio do trabalho que faço. Esta é a pura e simples realidade que estou nela.
A camiseta é única, ou assuma aquisição dela, ou aceite que outro alguém faça isso. O fato é que esta camiseta é única.
Belo Horizonte, 08 março 2009
QUERO SIM
Quero sim, crescer pela simplicidade.
Quero sim, crescer pela dignidade.
Quero sim, saborear a verdade em sua mais pura essência. Sem rodeios, sem arestas, sem meandros. Sem ajustes ocasionais, sem permissão ao comum das coisas transformadas em outras coisas.
Quero sim, a fragrância suave do seu existir Taís, sem rigores outros a comporem necessidades a escravizarem nossas vontades e vícios nefastos. Deixar que tudo seja como é, sem ter que lançar mão de artifícios no mais das vezes contraditórios e terríveis.
Quero sim, compreender mais e mais tudo aquilo que diz felicitar a tristeza, quando em verdade entristece a felicidade que exige pouco e muito pouco de cada um de nós. E não adianta negociar barganhar permutar.
Quero sim, ser só o que sou e fim.
Belo Horizonte, 01 maio 2004

sábado, 7 de março de 2009

CAMISETA COM FRASE

Porque preciso vender camisetas que pinto é que busco atender acenos que surgem
CAMISETA COM FRASE
Então resolvi pintar camiseta com frase criada por mim. A frase nasceu de comentário que fiz em algum blog que já não sei mais qual é, porque visito diariamente vários deles.
Nem sempre o amor é aquilo que pensamos ser.
A frase é simples e direta porque a quantidade de publicações que leio a produzirem pura inversão de sentidos chega a ser estúpida. É um tal de culpar o amor que Deus me livre. Pensar na incompetência presente na vida de qualquer um de nós isso não, de maneira alguma. Aí cria-se uma relação de sacrifício, penitência, martírio e reclusão totalmente adversa do amor, mas colocando-o como o grande carrasco da coisa.
Ora ora, amar é muito mais simples. Mas o que vem ao caso aqui é a camiseta com a tal frase que também cuido para que não fique aquela coisa boba, óbvia e bem comportada.
Tal como o amor, camisetas que pinto não têm o menor vínculo com o dito bem comportado tão enfadonho quanto artificial.
Belo Horizonte, 07 março 2009
NA ORLA DO FEMININO
Eu poderia justo agora citar aqui variedade de nomes a identificarem meninas mulheres e mulheres meninas, numa tentativa de explicar Taís. Pois ela é mistura de sentimento esparramado aqui ali. Gesto de uma, atitude de outra, silencio desta, falatório daquela e assim por diante. Taís é personificação de presenças que, por não preencherem o presente, trazem traços de sua existência.
O jeito modo de falar campista, traz consigo sotaque de Taís. O perfume aquecido pela força de bronzeado extraído da praia, acusa fragrância de Taís. Muito embora tenha ela traços físicos definidos, neles a indefinição do mistério que percorre orla do feminino movido por sutis e graciosas contradições.
Taís existe, é lógico que existe. Mas existe livre do que limita seu ser a seu nome. Por isso mesmo é que eu poderia agora afirmar ser a Taís possuidora de um ou de vários outros nomes. Ainda assim, insisto: ela é única.
Belo Horizonte, 25 abril 2004

sexta-feira, 6 de março de 2009

JEITO

Há jeito até para não se dar jeito
JEITO
Quando não é de um jeito é de outro porque jeito é o que não falta para acontecer o que tiver de acontecer.
Saiu porque queria precisava fumar um cigarro. Pensar em qualquer coisa, espairecer. Era manhã, mas daqui a pouco seria tarde e à noite já tinha compromisso. Nada demais para o que podia até ser de menos.
O jeito era aceitar o dia que passava sem pressa. Queria aquela noite tão esperada, mas que não devia ser desperdiçada.
No amargo das idéias o cigarro acabou. Entrou voltou ao trabalho sem dizer nada a ninguém. Tinha de fazer aquilo ainda pela manhã. Sentiu que o dia corria.
Lá pelo meio dia a surpresa. O que era pra ser noite encantada, desencantou. Ficou triste assim um tanto decepcionada. E no sem jeito daquele sentir, jeito foi buscar o que fazer.
Belo Horizonte, 06 março 2009
VERTENDO E INVERTENDO
Salário mínimo. O tema por si só é excludente. Mínimo por não poder ser menor. Ainda assim, insistem em diminui-lo.
O governo discute, analisa, pondera, considera, avalia, mede e mexe em todas as possibilidades cálculos para conclusão do valor que deverá reajustar os R$240,00 que hoje representam o salário mínimo. Possibilidade de eleva-lo a R$300,00 parece impossível. O assunto é desagradável, irritante e sombrio. Entre campanha eleitoral e mandato presidencial enorme diferença no pensar e agir.
Se para anunciar novo salário mínimo exige-se tanta averiguação, o mesmo não acontece quando o governo resolve decide, em questão de horas dias, atender ao que surge como necessidade inadiável. Libera-se então oito milhões de reais para campanha publicitária institucional das ações do Governo Federal. É preciso que a população tome conhecimento do que está sendo feito sob tutela do Presidente da República.
Oito milhões de reais representam mais de trinta e três mil salários mínimos. Pois a mim parece mais valioso que a campanha publicitária, o poder de persuasão deste publicitário capaz de conseguir o que o trabalhador brasileiro está longe, muito longe de alcançar.
Assim é que vamos vertendo e invertendo valores Taís. A avidez pela campanha publicitária é a própria demonstração da vaidade feita em necessidade a cobrar muito por ações que, pelo que percebe-se, valem pouco mais que nada.
Belo Horizonte, 14 abril 2004

quinta-feira, 5 de março de 2009

IR ALÉM

Deu pra entender?
IR ALÉM
Se não reconhecemos o que nos é ofertado, fica difícil demais valorizarmos o que há em nós mesmos.
É esquisito perceber a busca do já existente no próprio ser. Mas é assim mesmo que age a ânsia viciada pela cobiça que perde a referência de sua própria pretensão. Mas, sabe como é, há quem se nega a pensar, refletir, a considerar que pela prudência pode-se obter mais e muito mais. De nada adianta ficar só no ganho pelo ganho a camuflar o que de fato denuncia a perda que só depois e muito depois mostrará o quanto está perdido tamanho esforço.
O que parece ser tão simples, na pintura de uma camiseta, poderá ser o sinal de que pela simplicidade podemos chegar às imagens do que vai ao além do nosso entendimento.
Belo Horizonte, 05 março 2009
PARA RAQUEL
Quando o outro tempo vira o mesmo, repete-se a história. É pois o que parece acontecer com o tal casal, graciosa Taís.
“Raquel, amo você. Volta pra mim. Agnaldo.” A mensagem está escrita sobre o negro asfalto da rua, em gordas letras pintadas de branco, próxima ao rebaixado da calçada, bem em frente ao portão da garagem daquela casa. Passo pela tal rua diariamente e observo distraído a tal casa alta e quieta em seu canto. Da noite para o dia ela transforma-se em palácio, templo, morada da amadíssima Raquel, que certamente terá chance nenhuma em não ver a mensagem escrita à sua porta. Poderá até ignorar, mas deixar de percebe-la, jamais.
Agnaldo fez tudo que não deveria fazer. Mas fez e está feito Raquel. O amor do moço superou a razão, falou escreveu mais alto e deu no que deu. Esqueceu de considerar privacidade tornando público endereço de seu propósito paixão desenfreada. Sujeito decidido e perigoso esse tal de Agnaldo.
Ao ler o que não estava escrito para mim, mas que escrito estava ao público, busquei logo reação da Raquel. O espanto fúria deve tê-la transtornado. Rido ou chorado? Nem reação, nem outra. Sangue congelado nas veias deve ter do absurdo buscado razão.
Fato é que agora sei morar ali a Raquel, mulher extraordinária, firme e irredutível em seu propósito. Mas quem será esta Raquel?
Já o Agnaldo...
Belo Horizonte, 12 abril 2004

quarta-feira, 4 de março de 2009

MOMENTO OUTRO

Continuo com mesmo pensamento manifestado em 2004 no Lavando a Sujeira
MOMENTO OUTRO
Sempre ouço sugestões relacionadas às camisetas que pinto. Ouço guardo penso em cada uma delas com carinho.
Penso em frases usadas em comentários que assino nos blogs que visito. Resolvo copiar algumas para não esquecer.
Recebo manifestações de pessoas que imaginam camisetas com frases minhas. Lembro-me das camisetas que pintei para Cleo com meus escritos.
A sensação de estar diante da camiseta a ser pintada é totalmente estranha. Dia desses, depois de pintar uma camiseta, lembrei-me de frase que eu poderia escrever nela. Mas não escrevi. Não veio, no momento da pintura, a bendita frase.
Nem sempre encontramos o que buscamos.
Belo Horizonte, 04 março 2009
LAVANDO A SUJEIRA
Diante de tamanho descaramento passo a defender tese de que todo mandato político, tanto no executivo quanto no legislativo, deve ser reduzido pela metade do seu tempo de vigência. Isso mesmo. A cada dois anos a realização de eleições gerais. Presidente da República, governadores, prefeitos, deputados federais, estaduais, distritais e vereadores com mandatos de dois anos. Senadores com mandatos de quatro anos. Todos com direito à reeleição por uma, duas, três e quantas vezes quiser. Se for bom administrador, de dois terá quatro anos ou mais. Se for bom legislador, a mesma coisa.
De início quebramos prática nojenta de candidatos eleitos para cargos que depois de dois anos são abandonados para outra disputa eleitoral. Se perderem retornam ao antigo mandato. Se é assim, dois anos é tempo bom para exercício de tais mandatos.
Quando pela primeira vez comentei sobre esta tese reagiram logo dizendo ser muito pouco tempo para realizar-se o necessário. Será? Pois digo Taís, que se é pouco tempo para realização diversa, é tempo de sobra para estrago devastador.
Precisamos acabar de vez com o instituto do cinismo, da falsa promessa, do ludibrio, da cretinice e de tamanha irresponsabilidade social em forma de lastimáveis oportunismos. Para completar, a cada dois anos teremos ótima chance de aperfeiçoar o exercício do voto que, a propósito, não deverá ser obrigatório.
Belo Horizonte, 06 abril 2004

terça-feira, 3 de março de 2009

OUTRA DIMENSÃO

A vida também tem dessas coisas
OUTRA DIMENSÃO
Por vezes penso naquilo que não penso. No que vem e vai pelo pensamento sem instigar o pensar.
Hoje sinto que preciso sentir para viver seja lá o que for. Pode parecer estranho, mas estou cada vez mais convencido de que sem sentir não sou mais capaz de agir por impulsos antes tão vivos em mim. Pode ser que finalmente eu tenha parado de brincar com a vida, ou ela comigo. Ou então, a brincadeira assumiu outra dimensão, posto que para a realidade nem sei bem o que é viver.
Belo Horizonte, 03 março 2009
CAMINHOS E CAMINHOS
Os caminhos são muitos, são todos, são únicos, são diversos, são escancarados, são misteriosos, são macios, são árduos, são próximos, são distantes, são certeiros e enganosos também.
Os caminhos são os que escolhemos e os que aceitamos como escolhidos para nós. Aqui, pausa para meditação. Como é que acontece e evolui essa questão da escolha? Como é escolher? Como é ser escolhido?
Os caminhos representam encontros e desencontros. É quando ficamos encontrados ou perdidos em meio ao vagar nosso nem sempre sabedor do que está exposto pela chegada. Fato é que estamos e chegamos sempre em algum lugar. Mas que lugar é este?
A grande conclusão Taís, é que estamos sempre caminhando para algum lugar que faz do lugar onde estamos, outro. Por isso mesmo é que o mesmo caminho oferece paisagem diversa, direção diversa, resposta diversa e mais aquelas não menos expressivas adversidades que estão sempre surpreendendo o estar nosso de cada instante.
Belo Horizonte, 30 março 2004

segunda-feira, 2 de março de 2009

FAZER DO BEM

Entre situação e outra eis que o viver divaga em vagas constatações
FAZER DO BEM
Se tempo corre corro também. Mas em se tratando de velocidade, bom perceber que correr muito, além de perigoso, adianta pouco. Se não fosse assim a ansiedade seria a solução de todo e qualquer atraso. E isso é justo o que não é porque lá no final das contas, tempo ganho na afobação fica perdido no cansaço que bate pé e faz parar tudo.
Na pressa da tinta acaricio pincel sem pressa porque quem dita tempo aqui sou eu e não ela que nem por isso se incomoda. Se souber levar, tinta além de aceitar acomoda que é uma gracinha, justo onde quero, porque aqui quem quer sou eu.
Mas bom perceber que pra comandar querer é preciso entender da existência daquele outro querer que só quer alargar bem que só faz bem pra que tudo seja no tempo o que, sem pressa ou atraso, está aí pra que dele tenhamos e façamos o melhor.
Belo Horizonte, 02 março 2009
NADA É NOSSO
Nada é nosso. Não vai aqui nenhum delírio. Esta é a verdade nua e crua.
Nada é nosso Taís. Nem mesmo o instante do nascer é nosso, por ser ele conseqüência da ação de outro alguém que ao copular com outro alguém, gera outro alguém. Somos resultado de dois outros seres que, como nós, nada possuem. De quem é a autoria do nascer?
Crescemos à revelia de nossa vontade, que não é nossa. Aprendemos a acreditar e a duvidar de coisas e mais coisas que dizemos ser nossas, mas que à luz da verdade resultam em coisa nenhuma. Somos meros captadores e transmissores de tudo que nos é dado e tirado. O que julgamos possuir, não nos pertence. Nem o que julgamos julgar. E se não tivermos mínimo de atenção, acabaremos como pertences dessas posses dispostas à mais solene ilusão.
Nada é nosso. As vestes que vestimos são propostas por outros seres que a conceberam por motivação de outros, para a apreciação de outros. Toda aquisição nossa existe com único propósito de vir a ser do outro, ainda que pelo simples reflexo da ambição. Por isso é que quanto mais retemos o que acreditamos ser nosso, mais incômodo e transtorno estaremos causando.
Nada é nosso. E não adianta querer mudar, por ser o querer poço sem fundo de ilusão. Somos a aquisição de contínua entrega que ao entregar-se ao amor, aí sim, poderá fazer de nós alguém. Daí a imprescindível necessidade de sermos solidários e não solitários. Do contrário, passaremos por esta vida que não é nossa, sendo ninguém.
Belo Horizonte, 26 março 2004

domingo, 1 de março de 2009

HOJE QUERO

Bom acordar para o querer
HOJE QUERO
No silencio do barco rio bate no casco que corta água e vai segue seu rumo. No vento do navegar ideia voa em sensação que corta vida e vai segue seu rumo. Lá no longe do rio lugar escondido de tudo pra que dia passe num descanso manso e quieto. A madeira do casco range daqui e dali é barulhinho gostoso aconchegante, sugestão de coisas todas se ajeitando no fundo da vida.
Hoje quero pintar uma camiseta.
Belo Horizonte, 01 março 2009
LAVADA
Na rua um lavador de carros como tantos outros. Tarde com sol expondo dúvida de nuvens sugerindo chuva. Mas não chove. Por isso mesmo aquele lavador achou disposição de quem queria ter seu carro limpo por dentro e por fora. Foi aí que o moço tratou de pôr mãos à obra.
O trabalho dignifica a pessoa e gera resultados. Nada contra lavagem de carros na rua. Problema é que em alguns tantos casos, o que poderia ser oportuno passa a ser inoportuno. É que o nosso lavador, completamente alheio à sensatez, abre o carro do seu freguês e sem qualquer inibição escancara o volume do rádio instalado no carro.
Sigo meu caminho. Estou a mais de meio quarteirão do tal carro, ou seja, a mais de cinqüenta metros de distância. O som acionado pelo lavador continua perfeitamente audível. Imagino moradores dos prédios sendo forçados a partilhar situação no mínimo inesperada.
A consciência social Taís, não é só detalhe a ser lembrado esquecido por cada um de nós. A liberdade concedida ao lavador daquele carro não deve ser confundida, ou assumida pelo agir da inconveniência. É por essas e outras que deparamos com tantos conflitos brotados da mais pura e simples falta de educação que alastra-se como mato entre nós.
Belo Horizonte, 20 março 2004