Cadinho RoCo – Jeito outro de ler e pintar a vida.

Estréia oficial do Blog – 27 novembro 2006

domingo, 17 de janeiro de 2010

FUGAS

Vou aos poucos retomando ritmo das minhas navegadas pelos blogs

FUGAS

Ao vagar dos dias

Poderes e conquistas

Versos e poesias

Gostos e manias.

Das noites frias

Segredos e magias

Sonhos e idas

Vistas e revistas.

Distante das ondas

Próximo das estrelas

Surgem nuas

Ideias e brisas

Assumidas por fugas

Feitas em vidas.

Belo Horizonte 17 janeiro 2010

PÓLEN

O dia que imaginei amanhecer, não amanheceu. Ele simplesmente não era o dia que imaginei que fosse. Um engano como qualquer outro.

Sonhei que continuava sonhando. Mas o sonho já havia terminado. Eu já estava inserido à realidade, sem reconhece-la. O que também não mudou em nada o seu curso.

Não percebi o que estava acontecendo. Não dei atenção ao ar daquele instante. Nascera uma flor, sem que eu soubesse. O que não interferiu em nada o seu crescimento.

Era noite quando despertado fui por aquele sopro quente em meu coração. Respirei o pólen da flor, mesmo sem te-la reconhecido. O que não fez a menor diferença naquele instante.

O dia não amanheceu. Fiquei anoitecido. Mas havia espécie de luz naquela flor.

Belo Horizonte, 11 abril 1999

16 comentários:

REGINA GOULART SANTOS disse...

Cadinho, é sempre um privilégio desfrutar momentos de rara beleza contidos nos seus belos poemas.

Beijos

Sandra Timm™ disse...

Sempre há alguma luz, mesmo quando não amanhece.

Ela está dentro de nós mesmos.

Beijo

Lara Amaral disse...

Deixe estar! Uma boa forma de seguir a vida nos momentos em que se precisa relaxar.

Beijos, bom domingo!

Marlene Maravilha disse...

Muito bonito meu amigo!Amei! Eu acredito que conseguiste expressar o que vai na vida e no coracao de muita gente que nao ousa sequer pensar, quanto mais escrever!!
beijo e uma semana de bencaos!

luluonthesky disse...

Cadinho, não faz mal q vc demorou aparecer lá no blog, pelo menos apareceu.
Big Beijos

Duanny!. disse...

um otimo post!
ja estava com saudades daqui!

^^

Bia Maia disse...

"mas havia espécie de luz naquela flor"...

Cadinho, você sempre me surpreende...como escreve bem...

E se havia ou há alguma nesga de luz naquela flor, então é por que ela vale a pena....pois LUZ é VIDA, e vida é MILAGRE...é MÁGICA, é AMOR...

Maravilhoso, viu?

beijos com amor,

Biazinha

Elaine Barnes disse...

Caraca amigo! Se superou nesse texto. Lindo de viver,o final ficou maravilhoso! "O dia não amanheceu. Fiquei anoitecido. Mas havia espécie de luz naquela flor." Amei! bjão

Lice Soares disse...

Já que és o que escreves, afirmo-te: és um poeta.
Para mim, ser poeta basta. É síntese de alma bela(embora quase sempre inquieta)
Parabéns pelo espaço.
Muito bom.
Abraços.

~*rafasonehara disse...

eu queria achar uma flor dessa *--*

legalmente loira... disse...

cadinho, amei a delicia hehehehe
eu quero ser esta flor!!!
amei seu carinho.
bjos.

AFRICA EM POESIA disse...

Cadinho

a poesia nasce muitas vezes das pequenas coisas que ninguén dá valor. Mas o poeta está atento


um beijo


PEDRA FRIA


Sentada nesta pedra fria

Os meus pensamentos voam
Aqui vejo as árvores e o céu...
As libelinhas e as formiguinhas...

E tudo me faz companhia...
Tudo me faz sentir bem...
Pois com cuidado vêm ter comigo...

E a libelinha de mansinho...
Poisa nos meus ombros...
E sinto que me afaga...
Como a querer beijar-me...

As formigas, correm e correm...
Estão a pensar nelas...
Vão trabalhando...
E não olham para mais nada...

Trabalho e liberdade...
Estão de mãos dadas...
E com carinho...
Olham para mim...

E eu sentada na pedra fria...
Deixo-me embalar...
E deixo-me adormecer


LILI LARANJO

Bill Falcão disse...

É o pólen das fugas poéticas!
Aquele abraço!

Sandra Botelho disse...

Sempre há uma luz a iluminar um coração escurecido...
Eu amei de montão teu texto.
Bjos Cadinho!

Átila Siqueira. disse...

Oi meu bom amigo. Quanto tempo, hein?

Gostei muito da sua postagem, tanto do verso quanto do pequeno texto, mostrando o mundo em uma perspectiva existencialista, em que nossos anseios nem sempre se realizam.

Um grande abraço,
Átila Siqueira.

Maria Flor! disse...

Belissímo poema!
Meus aplausos!

Beijos