Cadinho RoCo – Jeito outro de ler e pintar a vida.

Estréia oficial do Blog – 27 novembro 2006

terça-feira, 30 de novembro de 2010

SIRI NO PUÇÁ

Nunca é demais mostrar a realidade de promessas não cumpridas e que não devem permanecer para todo sempre escondidas no tempo

SIRI NO PUÇÁ

Siri aparece no puçá lançado na beira do rio na beira do mar.

Siri pescado é bicho alimento, vida em ciclos que acontecem.

Rio que vai para o mar, siri que vem para o homem, tempo que passa e mostra o que em nós representa vida. Siri não sabe o que é puçá, nem percebe que ele existe, armadilha que captura o bicho. E assim é que qualquer um de nós, siris que somos, poderemos ignorar a existência dos puçás pensando que iscas não passam de alimentos saborosos e inofensivos.

Siri no puçá dá lição de vida justo quando caminha pra sua morte.

Belo Horionte, 30 novembro 2010

INTERESSES PUERIS

Cadê aqueles dez milhões de empregos prometidos e exaltados há dois anos atrás, para os quatro anos de um mandato que já passa da metade do seu período? O que já deveria representar ao menos cinco milhões de empregos, a rigor não chega a dois milhões e meio. O equívoco da promessa então, muito provavelmente não consegue responder sequer pela metade do seu propósito.

É assim que o desempenho identificado como sendo o da “esperança que venceu o medo” atua? Pois digo haver agora enorme risco medo de ficarmos com nossa esperança transformada em desespero, o que para muita gente já representa a própria realidade. E os discursos continuam exaltando o que não consegue chegar ao legítimo patamar da realidade. Não vai aqui nenhum discurso de oposição ou de qualquer outro posicionamento limitado à mera manobra política. O conteúdo deste dizer, clama sim por uma postura digna dos verdadeiros valores humanos, que superam em muito os ditados por questões políticas, econômicas e de outros tantos interesses tão pueris.

Belo Horizonte, 22 fevereiro 2005

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

VENTO NORDESTE

Do nordeste sinto vento que traz o mar pra conversar comigo

VENTO NORDESTE

Do vento nordeste, respiro a fragrância do mar. Sinto em meu corpo esbarrar a força do sopro a exigir mais do meu pedalar a bicicleta Marta que sem pressa segue comigo pela manhã de saudável transpiração.

Faz calor e lá vou eu contra o vento, mas a favor da vida, contra apatia e a favor do querer que em mim respira o estar à beira-mar.

Bate vento nordeste no propósito de mostrar que tudo que vem do mar é forte e vibrante, resistente e atraente. Ouço canto vindo de longe, é voz de João da Barra que canta com assovio do vento: Cata-vento me empreste/ Direção deste nordeste/ Cata-vento vem e veste/ De encanto este nordeste...

E lá do alto o cata-vento deixa que imagem do golfinho mostre que este vento é mesmo o tão famoso nordeste.

Belo Horizonte, 29 novembro 2010

PENSAR SOZINHO

Subo pensando na seqüência de todas as coisas, acontecimentos que vão provocando trazendo outros. Tudo no início de cada movimento que vamos assumindo em nossas vidas.

Aquela voz traz consigo a presença de alguém que sugere outro alguém, cuja postura traz a lembrança de outra situação estampada pelo passado que assume direção outra daquela que estava no pensamento agora. A gente pensa lembra vive convive com tantas coisas instantes perdidos encontrados por contingências que também exercem influência na vida da gente. O caminhar sugere ao intimo intenso passeio de idéias pensamentos.

O mundo estará dentro ou fora do buraco? Assunto do pensar sozinho que desloca-se para outro, com incrível facilidade velocidade. Aquela voz parece fazer lembrança falar de algum possível sonho acontecimento.

Subo no silencio atento ao mais suave surgir daquela voz que traz presença dela ao querer que quer encontra-la. A gente sempre quer encontrar alguém.

Belo Horizonte, 17 fevereiro 2005

domingo, 28 de novembro de 2010

CAVALEIROS VITORIOSOS

Sem querer entrar no mérito político da questão

CAVALEIROS VITORIOSOS

Eleição envolvendo nove vereadores de São João da Barra – SJDB, para escolha do novo Presidente do Poder Legislativo Municipal.

Na Câmara o grupo dos cinco, apelidado de G5, ou “Cavaleiros do Apocalipse”, representantes da oposição ao Governo Municipal.

Dois candidatos à presidência.

Vereador Neco, que abandonou cargo de Secretário Municipal de Serviço Social, pra retomar mandato.

Vereador Gersinho que, tal como o atual Presidente, Vereador Alexandre Rosa, faz parte do G5, um dos cinco “cavaleiros”.

A eleição acontece e Gersinho é eleito por oito votos a um. Neco pede a palavra e diz que se enganou ao votar, indo contra à sua própria candidatura, ao demonstrar intenção de votar em seu adversário. Como é que é?

O governo, também em estranho gesto no dia da eleição, segundo noticiário da imprensa declarou apoio a Gersinho. Como é que é?

Pra situação ficar mais estranha, Neco é hoje candidato do governo para sucessão da prefeitura em 2012. Mas será que Neco votará nele mesmo? Será que a população de SJDB quer como prefeito quem não vota nele mesmo?

Fato é que desse episódio o G5 saiu forte, numa demonstração de que os “Cavaleiros do Apocalipse” estão num galope só anunciando novo tempo pra SJDB.

Belo Horizonte, 28 novembro 2010

BURACO VIVO

Mangueira manga

Sabor maduro

Casca polpa

Caroço semente.

Cova buraco

Terra água

Mergulho que desce

Em busca da vida.

Silencio sombra

Ausência quieta

Luz que vem brotando.

E nasce a planta

Raiz caule tronco

Folha flor fruto.

Belo Horizonte, 05 fevereiro 2005

sábado, 27 de novembro de 2010

ANIVERSÁRIO DO BLOG

Pela graça do convívio com cada um(a) de vocês, minha gratidão

ANIVERSÁRIO DO BLOG

Que a Santíssima Trindade em nome do Pai, Filho e Espírito Santo abençoe hoje aniversário do Blog Cadinho RoCo, dia de Nossa Senhora das Graças.

Depois de 4 anos de nascimento a chegada de nova imagem da Nossa Senhora das Graças em substituição à trazida pela querida e inesquecível Lys que sumiu, mas que continua presente cá comigo. Esta nova imagem é a foto de peça que está em meu poder já faz muito tempo, desde 1965, imagem que herdei da minha avó Natália.

Neste ano resolvi, após obter máquina fotográfica, substituir a imagem que vem desde o nascimento do Blog Cadinho RoCo.

Que a graça de Nossa Senhora das Graças possa interceder por nós e que o Blog Cadinho RoCo faça por merecer sempre as visitas, comentários, carinho e amor de cada um(a) de vocês, amém.

Belo Horizonte, 27 novembro 2010

ÁGUA DE PEDRA

Sou levado a subir

Sou elevado ao subir

Sou chão que sobe

Sou subida deste chão.

A terra é funda

Profundo mistério

Que abre fecha

Frestas olhos da terra.

Sou terra na pele

Pés que pisam na terra

Eu empoeirado.

Sou terra na sede

Transpirar úmido de pedras

Eu bebendo água.

Belo Horizonte, 29 janeiro 2005

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

QUEM QUER COMPRAR?

Mais informações para adquirir painéis ou bonés Cadinho RoCo, escrever para: cadinhoroco@yahoo.com.br

QUEM QUER COMPRAR?

Amanhã é dia de aniversário, 27 novembro dedicado à Nossa Senhora das Graças e ao nascimento do Blog Cadinho RoCo.

Hoje a sensação do quanto preciso produzir para que, qual pescadores que chegam do mar com cardume de peixe conhecido por Bonito, possa eu chegar a São João da Barra com painéis, óleo sobre tela, e bonés, acrílico sobre pano, para exposição O Que É Isso? Lá no Bar e Restaurante Timbukas 2G, por ocasião do Verão Com Arte Timbukas 2G. Mas hoje também aproveito para oferecer painéis e bonés para quem se interessar em adquiri-los porque preciso vender peças que produzo tal como acontece com pescadores que passam dias, semanas e meses no alto-mar.

Belo Horizonte, 26 novembro 2010

LEVANDO A VIDA

Se o que quero é subir, não me venha com proposta para descer. Aí é que está a questão. Fato é que quando ficamos retidos por nossos interesses, deixamos de perceber o outro que por tantas vezes age como verdadeira extensão nossa. Daí a vinda de tanta inversão de valores.

Subo pensando no que faz ser a realidade deste buraco e no que faz ser o que acontece além buraco. Aí é que questão aparece novamente. Percebo existência de muita gente a transitar por onde pensa ser este, outro lugar. Razão pela qual estamos todos expostos a trilhas inteiras de ilusões que vão desencadeando outras, numa sucessão por tantas vezes imperceptível para nós.

No fundo do buraco, o buraco parece não existir. O que mostra com incrível nitidez, o quanto somos suscetíveis a enganos e mais enganos. Enquanto isso, tempo passa levando a vida para lugares nunca antes vividos. É sempre assim.

Belo Horizonte, 28 janeiro 2005

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

RUA SÃO JOÃO

Dá pra acreditar em tudo?

RUA SÃO JOÃO

Eu João da Barra passo pela Rua São João em São João da Barra – SJDB casa com placa vende-se.

Tem casa à venda na Rua São João em SJDB, eu na Praça Santo Antônio em SJDB.

Eu João da Barra no pensamento da Rua São João, na venda da casa da Rua São João em SJDB que vive momento de intensa transformação.

Mais vale crer no Santo Antônio da Praça Santo Antônio, no São João da Rua São João do que em tantas promessas e propostas trazidas a SJDB.

Eu João da Barra na crença do amor e no encanto da casa da Rua São João, na ternura da Praça Santo Antônio, na natureza de SJDB.

Eu João da Barra na busca do Verão Com Arte Timbukas 2G em Atafona, praia vizinha à do Chapéu de Sol vizinha de Grussaí.

Eu João da Barra nos bonés painéis Cadinho RoCo que buscam inspiração na casa da Rua São João da Praça Santo Antônio de SJDB.

Que pela arte SJDB saiba ser cidade respeitada pelo que ela é.

Belo Horizonte, 25 novembro 2010

CIDADE VAZIA

Tenho a sensação de estar conversando com o buraco que oferece-me esta trilha reta e comprida que mais parece uma caverna. Assunto refere-se à esperança. Devemos ter sim, cuidado com esperança que cultivamos. Não basta tê-la por qualquer motivo. É saudável perceber o que nela cria motivação. Do contrário, estaremos é iludidos com o que não queremos que fique entregue à ilusão.

Cá de onde estou, trato de perceber bem o que trago como esperança. Meu caminhar assim, faz-se firmado por novo fôlego disposição vigor. E o buraco que por vezes sugere alguma antipatia, torna-se simpático. De cada margem dessa trilha, posso observar com alguma distância, movimento da cidade um tanto vazia desanimada. Tudo sugere estar hoje devotado à esperança.

Belo Horizonte, 19 janeiro 2005

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

TODO TORTO

No mundo poucos não são os lugares estranhos, pra não dizer pitorescos

TODO TORTO

O nome do bar é Todo Torto porque ele é todo torto mesmo. Não é preciso nenhuma atitude radical pra perceber que o bar é torto. Também não há razão pra se preocupar com nossa percepção que não passa por nenhum delírio ao olhar para o Todo Torto, bar que impõe sobre nossa lucidez sensação tão particular.

Pra ser muito sincero nunca entrei no Bar Todo Torto porque não tive prazer de encontrá-lo aberto. Mas dizem que chega a ser esquisito entrar pela primeira vez no bar. Após uma ou outra cervejinha, pra relaxar, o Bar Todo Torto vai aos poucos, digamos, ficando normal. Aliás, pelas praias de São João da Barra deparamos sempre com muitas coisinhas e detalhes estranhos à primeira vista, mas que depois passamos a entender sem maior espanto.

Belo Horizonte, 24 novembro 2010

PRAÇA DO VALDO

Passo por avenida plana longa comprida, cidade que surge no buraco. Depois de percorrer por ela, a presença de uma praça dividindo avenida em duas vias. Na cabeceira da praça, uma barraca quiosque bar boteco sei lá. Seu proprietário é aquele senhor cujo nome não é Evaldo nem Walter e sim Valdo. Foi ele que um dia chegou naquele lugar que não era nada. Havia só uma barraca de plástico preto que abrigava comércio de um sujeito que resolveu vender tudo para o nosso herói. Valdo comprou e começou a trabalhar no terreno. Capinou, sonhou, trocou plástico preto que era mesmo horrível e começou a plantar as árvores que hoje compõem a praça.

Depois de alguns longos anos de dedicação, o pioneiro Valdo apresenta-se hoje com seu modesto aconchegante e indefinível empreendimento, tendo como singular atração, nada mais nada menos que um rústico fogão de lenha, construído por ele, de tijolos aparentes e pintados de amarelo, em plena praça. E foi exatamente desse fogão que ele preparou serviu com cativante euforia um feijão tropeiro mais que oportuno, em noite com jeito de miragem.

Belo Horizonte, 15 janeiro 2005