SIRI NO PUÇÁ
Nunca é demais mostrar a realidade de promessas não cumpridas e que não devem permanecer para todo sempre escondidas no tempo
SIRI NO PUÇÁ
Siri aparece no puçá lançado na beira do rio na beira do mar.
Siri pescado é bicho alimento, vida em ciclos que acontecem.
Rio que vai para o mar, siri que vem para o homem, tempo que passa e mostra o que em nós representa vida. Siri não sabe o que é puçá, nem percebe que ele existe, armadilha que captura o bicho. E assim é que qualquer um de nós, siris que somos, poderemos ignorar a existência dos puçás pensando que iscas não passam de alimentos saborosos e inofensivos.
Siri no puçá dá lição de vida justo quando caminha pra sua morte.
Belo Horionte, 30 novembro 2010
INTERESSES PUERIS
Cadê aqueles dez milhões de empregos prometidos e exaltados há dois anos atrás, para os quatro anos de um mandato que já passa da metade do seu período? O que já deveria representar ao menos cinco milhões de empregos, a rigor não chega a dois milhões e meio. O equívoco da promessa então, muito provavelmente não consegue responder sequer pela metade do seu propósito.
É assim que o desempenho identificado como sendo o da “esperança que venceu o medo” atua? Pois digo haver agora enorme risco medo de ficarmos com nossa esperança transformada em desespero, o que para muita gente já representa a própria realidade. E os discursos continuam exaltando o que não consegue chegar ao legítimo patamar da realidade. Não vai aqui nenhum discurso de oposição ou de qualquer outro posicionamento limitado à mera manobra política. O conteúdo deste dizer, clama sim por uma postura digna dos verdadeiros valores humanos, que superam em muito os ditados por questões políticas, econômicas e de outros tantos interesses tão pueris.
Belo Horizonte, 22 fevereiro 2005
