Cadinho RoCo – Jeito outro de ler e pintar a vida.

Estréia oficial do Blog – 27 novembro 2006

domingo, 31 de julho de 2011

ENCONTRO PROMISSOR

Duas situações totalmente distintas

ENCONTRO PROMISSOR

A vida dá voltas, voltas e mais voltas e isso acontece é todo santo dia, sempre. Razão pela qual sentimos sensações por vezes estranhas e de uma aparente distância, mas que na essência da verdade sinaliza para o que misteriosamente está muito muitíssimo mais perto de nós do que pensamos. E isso faz com que daqui e de acolá sejamos lembrados, encontrados, contemplados e surpreendidos por encontros e manifestações diversas.

É incrível como intuí que eu estava perto de encontrar o Marcílio, com quem trabalhei durante anos na Rede Bandeirantes de Televisão. Pois não é que, de repente, eis que o Marcílio aparece do nada para iniciarmos conversa que promete bons frutos?

Belo Horizonte, 31 julho 2011

ESTOU SEM ESTAR

Recebo mensagem de pessoa amiga demonstrando preocupação por meu estar, digamos, entristecido. Já adianto que nome não direi.

Busco da mensagem mote para este dizer que nem chega a estar tão triste assim. No entanto não deixo e não nego estado contrariado por estar aqui, porque o que quero é estar perto do mar. Vivo moro em cidade que a mim causa enorme estranheza. É possível que aí o problema seja meu e não da cidade. O que também não muda em muito minha indisposição. Estou aqui, porque não tenho como sair daqui, isto é fato e não nego. Aliás, nem estou aqui, posto que já não transito e nem convivo com esta cidade como já fiz e até preciso. E se estou assim, é porque tenho sim meus motivos que também são meus só meus.

Belo Horizonte, 06 maio 2008

sábado, 30 de julho de 2011

ENTRE ASSUNTO E OUTRO

Este texto foi remetido para o Papeando com Cadinho RoCo, espaço criado pelo Informativo O Pappel. Por causa do seu tamanho não haverá inclusão de um segundo texto, como sempre acontece aqui, extraído do acervo dos Folhetos Cadinho RoCo. Nesta publicação a oportunidade de conhecerem meu desempenho em narrativas mais extensas. Agradeço pela vinda de cada um de vocês até aqui.

ENTRE ASSUNTO E OUTRO

Olhei para o relógio imaginei atraso e logo em seguida fui informado que o Arnaldo Matoso lá de Quissamã não poderia comparecer por causa de pequeno problema de saúde surgido de repente. Por isso não tive como conhecê-lo e nem tão pouco entrevistá-lo.

Sensação de vazio, página do Papeando com Cadinho RoCo no silencio quebrado pela aparição do médico pediatra Sérgio Gonçalves que a mim disse ser o Dr. Serjão. Entendi de imediato sua apresentação, homenzarrão de gestos largos, memória espetacular, discurso enfático e timbre de voz firme e determinado.

Dr. Serjão foi de São Fidelis a Campos com seus casos e episódios, atravessou baixada campista e da Praia do Farol de São Tomé disse surgirem no século XIX portugueses vindos da Ilha da Madeira com a cara e a coragem para enfrentar a vida do lado de cá do oceano. A partir daí surge novo capítulo da história de Campos antes dos índios Goytacazes. E a conversa esbarra em nomes memoráveis e episódios não menos espetaculares como a do fulano que foi ao coronel reclamar que aquele outro havia laçado sua filha assim, com todo atrevimento. Coronel sem demonstrar desconforto pergunta pra fulano onde está importância daquele acontecido. Fulano surpreso choraminga e se diz por demais ofendido com tamanho desaforo do outro. Coronel insinua riso, dá baforada em seu charuto de primeira linha e busca palavra em voz na mansidão. Diz pra fulano que episódio seria de todo importante caso o outro, exímio laçador, errasse laçada no que daria em atitude de ineditismo a ser esparramado aos quatro ventos.

Dr. Serjão vibra com desfecho que dá conta de como tudo acontecia quando coronelismo impunha poder por toda baixada campista. E já aproveita pra reforçar importância da memória e do que dá vida à história. Pra ele, homem sem passado não tem presente, lugar sem história é lugar qualquer. Completa sua visita ao Papeando com Cadinho RoCo, dizendo-se encantado com mula que adquiriu dia desses, animal de qualidade superior, escolhida a dedo. Está sendo educada com todo esmero, dá sinal de por demais esperta. Já recebeu proposta pra dispor da mulinha por mais do dobro do que pagou por ela. Rejeita oferta, pegou afeição pela jeitosa que agora é mimo do Dr.Serjão que nem quer ouvir conversa de negociação da bichinha. O que quer é que ela seja muito bem educada e que fique longe distante daquela criançada da roça pra que molecada não desencaminhe belezura daquela mulinha. Se nome não tem ainda sugiro que Dr. Serjão passe a tratá-la por Preciosa ou, em querendo ser mais enfático, Valiosa.

Chico Terra que sem piscar olhos presta atenção a cada dizer do Dr. Serjão, confirma ser mula educada bicho por demais valoroso. Dr. Serjão concorda e já de saída não estende assunto, parece não se sentir confortável em ver alguém manifestando admiração pela tal mulinha.

Vai Dr. Serjão chega o Gildo Henrique que pede pra ser apresentado como designer gráfico, tudo bem. Moço pega O Pappel e logo da manchete, primeira página lê: Dr. Guilherme: “Cardoso Moreira precisa encontrar uma terceira alternativa”.

Inquietado com o que lê Gildo diz estar errada aquela afirmação posto não existir terceira alternativa. Para o português, no que refere-se à língua culta, é inadmissível dizer terceira alternativa. E o moço fala, argumenta sem ninguém dizer nada.

Ouço tudo quieto quietinho no meu canto, admiro preocupação do Gildo que também é dramaturgo e escritor contista premiado, mas percebo sinto rigor meio que exacerbado em sua atitude reação. O Dr. Guilherme é pessoa querida, primeiro entrevistado do Papeando com Cadinho RoCo, merecedor da nossa estima e respeito. Tal como acontece com qualquer um de nós, Dr. Guilherme pode e por certo até comete lá seus equívocos, mas não reputo como equivocada sua afirmação estampada no O Pappel.

Na vida passamos por infindas situações e por isso mesmo é que vivemos em meio a alternativas sem fim.

Em homenagem ao carinho e apreço demonstrados pelo multimídia Gildo ao nosso idioma, vou ao Minidicionário Houaiss da Língua Portuguesa, publicado pela Editora Moderna Ltda, 3ª edição de 2008, integralmente adaptado à reforma ortográfica. Dele chego à palavra alternativa e dela encontro o seguinte: “alternativa: s.f. uma de duas ou mais possibilidades pelas quais se pode optar.”

Tal como entende o lexicólogo Houaiss, entendo eu ser perfeitamente aceitável haver uma terceira alternativa sem com isso ferir a nossa tão querida língua pátria.

Mas a noite é de festa e Gildo ao empunhar violão interpretou repertório por demais interessante tocando e cantando com participação da não menos talentosa Bernadete Borgalo, atriz que está em fase de ensaios no elenco da peça: “O Segredo do Capitão Garrafa e Outras Histórias”, ou Estórias se preferir o autor da peça, Gildo Henrique. A peça está com estréia marcada para o dia 6 de novembro no SESC – Campos, como anuncia Bernadete.

Neste ambiente tranquilo, festivo e fotografado pelo grande Kanal, o registro da presença do também fotógrafo Paulo Sérgio Pinheiro. Mais cedo esteve conosco o Marquinhos, bem como Márcio Araujo e fomos todos recebidos pelo diretor do Pappel, Gervásio Cordeiro Filho. O interessante é que a partir daí o Papeando com Cadinho RoCo ganhou dinâmica tão mais espontânea quanto agradável.

Bom ainda registrar presença do Vitor Almeida que quando começa a dar leves tapas sobre a mesa, sinal de que é hora de encerrar assunto. Razão pela qual abro despedida já na expectativa do nosso próximo Papeando com Cadinho RoCo.

Belo Horizonte, 30 julho 2011

sexta-feira, 29 de julho de 2011

MUDANÇAS

São das mudanças é que alcançamos o novo

MUDANÇAS

A vida está sempre em movimento e isso faz com que sejamos alvo de transformações, alterações impostas pelo tempo e crescimento de nossas vidas.

Os Folhetos Cadinho RoCo a partir de agora passarão a receber alguns textos mais extensos, em particular por causa do trabalho que dedico ao Informativo Pappel que circula em Campos e região no Estado do Rio de Janeiro. O mesmo acontecerá com o Blog Cadinho RoCo que sempre acolhe textos dos folhetos.

Assim, sempre no propósito de obter apoio, patrocínio, reconhecimento profissional pelo realizo, avanço com meu trabalho que tem por princípio fazer o melhor para quem o acompanha.

Belo Horizonte, 29 julho 2011

ACONTECE

Acontece aqui, acontece ali, tudo pode acontecer.

Acontece que pode também não acontecer. Mas também acontece o que pensamos que acontece, mas que não acontece. Ou então, o contrário. Por isso é que entre lado e outro de cada situação, o medo e a coragem. Aí o jeito é acreditar, ou desacreditar.

Acontece que não dá pra confiar pela desconfiança e nem desconfiar pela confiança. É confusão sim que paira em meio ao leva e traz de lado a lado.

Acontece que há muito jeito para o pensar. E muito engano também. Aí é que acontece o que pensamos que acontece, mas que não acontece. Não dá pra escapar porque vida não vive sem acontecimentos. E são deles é que tudo nasce e cresce, morre desaparece.

Belo Horizonte, 19 setembro 2008