Cadinho RoCo – Jeito outro de ler e pintar a vida.

Estréia oficial do Blog – 27 novembro 2006

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

MORDENDO

SÉRIE XAMÃ
dos Folhetos Cadinho RoCo
MORDENDO
     Interessante demais acompanhar a percepção do cão Xamã. Dos hábitos que surgem, dos trejeitos e do que ele a mim transmite.
     Acordo pensando no mistério da tolerância, no quanto preciso suportar para viver, ou sobreviver. Penso no cansaço que carrego comigo e Xamã sugere que eu também pense na minha resistência. Xamã então abre em mim com sua leve mordida a relação que há entre agir e reagir, entre tolerar e compreender, entre o que distingue a definição da afinação com esse mundo.
     Xamã então traz a mim a perspectiva de que tolerar não se limita a aceitar e sim a encarar a extensa trilha do amor que não tem fim.
Belo Horizonte, 06 janeiro 2014
  AMOR QUE VEM

Quando vem o amor
Idéia outra desaparece
Vontade perde-se no tempo
De tempos inexistentes.
E o amor avança
Buscando caminho
Considerando idas
De sonhos inteiros.
O amor conversa
Com versos perdidos
E retidos pela inibição.
Quando vem o amor
Jeito mesmo é suporta-lo
Sem querer afoga-lo.


Belo Horizonte, 06 fevereiro 2003

7 comentários:

Fê Mello disse...

Olá Cadinho!
Adorei suas poesias! Parabéns!

Abraços, e uma ótima semana.

www.noivadoedgar.blogspot.com

Bell disse...

Cadinho


Vivemos em tempos de tolerância zero. Por isso os casamentos e relacionamentos estão acabando.

tenha uma ótima tarde =)

Lidia Ferreira disse...

meu querido lindo texto, e ficou melhor ainda seguido por um poema
bjs

MARILENE disse...

Versos belos. O amor desconhece limites e fronteiras.
Feliz 2014!

Evy LO disse...

Muito bonito e lindo Canhido

Beijos

Carla Ceres disse...

Oi, Cadinho! Voltei. Gostei de ver que você continua falando do Xamã. Abraço!

Célia Rangel disse...

No amor, o limite da individualidade e o respeito garantem-no...
Abraço.