Cadinho RoCo – Jeito outro de ler e pintar a vida.

Estréia oficial do Blog – 27 novembro 2006

segunda-feira, 31 de maio de 2010

PELA ENERGIA DO AMOR

Para contato sobre negociação dos painéis o endereço é: cadinhoroco@yahoo.com.br

PELA ENERGIA DO AMOR

Não quero entrar muito em detalhe, primeiro porque penso não haver razão pra isso e segundo porque não considero haver interesse em seguir por essa trilha. Fato é que voltei mesmo a produzir pintura nos painéis, óleo sobre tela. O que parece ser simples não chega a ser bem assim porque para criar é preciso se permitir e para se permitir é preciso encontrar o que tanto pode ser clima como ambiente, ou algum estímulo semelhante.

Tenho sim a necessidade de vender os painéis, mas se eu disser que pinto por esse motivo, minto. O que impulsiona a criatividade em mim vem por outra necessidade, nada a ver com a da venda ou comércio.

Os painéis estão ao dispor de quem se interessar por eles, na certeza de que nas pinturas o amor comparece sempre como energia essencial. Tenho a necessidade de amar sempre.

Belo Horizonte, 31 maio 2010

FALSA PARTIDA

Imagens retidas na lembrança. Uma imagem a vagar pelo pensamento solto em suas mais espontâneas emanações.

Carinho. O querer exalado pela liberdade do sentimento exposto ao seu mais vivo gesto. Assim transpira o encanto de tão viva presença a permanecer com vida e presente na lembrança. Espécie de sonho a emancipar a realidade para sentido mais profundo de sua própria razão de ser. São valores perdidos no tempo e espaço de atitudes e condutas a não conseguirem do acreditar mais que simples e rudes evidências. Seres agidos por meros interesses a não conseguirem ser mais que passos incertos e precários.

Uma imagem que parte sem partir. Despedida transpirada por sentimento a dispensar palavra e gesto.

E quando não vamos embora?

Belo Horizonte, 15 outubro 2001

domingo, 30 de maio de 2010

PROPOSTAS

Para saber mais da venda dos painéis é só entrar em contato comigo pelo cadinhoroco@yahoo.com.br

PROPOSTAS

Quando disponibilizamos o nosso viver para as realizações da própria vida, passamos a nos permitir ao tempo dos acontecimentos, propósitos e intenções.

Recebi sim, convite para trabalhar em campanha política para candidatura ao legislativo do estado do Rio de Janeiro. O que não chega a ser tão estranho, posto existirem contatos que abrem tais perspectivas até aqui mantidas sem qualquer confirmação. Da mesma maneira, recebi sim aceno para trabalhar em Belo Horizonte, conversa sujeita a confirmação. Fato é que as oportunidades aparecem, ainda que de maneira por demais hipotética.

Volto a produzir pinturas nos painéis, óleo sobre tela, temas abstratos. Preciso vender esses painéis e por isso faço preço de oferta na intenção de estimular negócios vindos do Brasil inteiro porque tenho sim como fazer remessa segura, sem danos ou transtornos.

Belo Horizonte, 30 maio 2010

CALOR FEBRIL

Na pedra a vela

Na vela o fogo

No fogo a luz

Na luz a fé.

Intenção

Na pedra

Da vela

Do fogo.

Da fé

Silencio

Aceso

Calor febril

Na pedra da vela

Que acabou.

Belo Horizonte, 30 setembro 2001

sábado, 29 de maio de 2010

SOU QUEM SOU

O importante é o que vai pelo presente

SOU QUEM SOU

Vivo o que na verdade já acontece em mim. Desfruto do encontro que na verdade já frutificou em mim. Convivo com a realidade que na verdade já está em meu presente.

Na certeza da fé não abro espaço para a dúvida que é justo aquilo que puxa para o retrocesso dos acontecimentos. O mar puxa o corpo para o reboliço de suas águas, como quem atrai para si o encanto de algum encontro. É parte da natureza buscar, atrair, absorver o corpo em cujo viver habita a aceitação e a recusa.

Vivo o que alimento e o que alimenta o meu ser. Razão pela qual convivo com a entrega e com a recusa do que faz em mim quem sou.

Belo Horizonte, 29 maio 2010

A TINTA

Sobre o balcão da agência Unibanco do Mercado Central, uma caneta presa a fina corrente. Sem corrente a caneta some como que por encanto. Ao invés de usa-la, trato de recorrer à que trago comigo. Para minha surpresa, tinta acabou. Próximo de mim um funcionário atento ao meu embaraço. Sua atitude é imediata. Da caneta acorrentada tira a carga com tinta, substituindo a minha já sem qualquer serventia.

Para pouco dinheiro toda conta é cara. Ainda assim consigo pagar o que devo. Exausto, agradeço gentileza de tão pronto atendimento. Ele agora, coloca carga nova na caneta acorrentada.

Para nenhum dinheiro toda conta é martírio. Mas ainda tenho tinta na caneta.

Belo Horizonte, 25 setembro 2001

sexta-feira, 28 de maio de 2010

PRESENTE VIVO

O presente sempre vale mais

PRESENTE VIVO

Estou sempre na busca da luz a iluminar o meu caminho.

Estou sempre na presença da luz a aquecer o meu caminho.

Estou sempre na disposição do que pelos dias surge para minha mais viva participação.

Hoje já não sinto a aflição do que ontem senti. O meu presente é sempre mais vivo que meu passado.

Hoje já não sinto a aflição incontida do amanhã. O meu presente é sempre mais vivo que meu amanhã.

Belo Horizonte, 28 maio 2010

CORPO NU

Água no banho

Do corpo

Reluzente

Perfumado.

Seios na água

Do corpo

Presente

Arrepiado.

Ventre no banho

Do corpo

No sonho.

Pernas na água

Do corpo

No corpo.

Belo Horizonte, 15 setembro 2001

quinta-feira, 27 de maio de 2010

NÃO É SIMPLES

O querer nos leva pra onde ele bem quer

NÃO É SIMPLES

Não, não é simples estar perto e longe ao mesmo tempo. Não é tão simples ser fiel ao sentimento mesmo quando por ele experimentamos a distância do que queremos perto.

Não há nada simples quando o querer se dispõe ao reconhecimento da sua própria inquietação, da sua própria busca.

Belo Horizonte, 27 maio 2010

BUSCA DA PAZ

O continente americano parece possuído pela pesada névoa da violência. Terror, pavor, angustia. O maior atentado da história do terrorismo, sofrido pelos Estados Unidos, horroriza a humanidade. Uma vez ameaçada, a paz perece em meio a sentimentos e intenções. E do número de vítimas que talvez nunca encontre um total, cresce o propósito da vingança a ir despertando o espirito da guerra.

A paz foi atingida e sofre agora o abafo seco e cego esculpido por um mundo de entulhos. O desenho da destruição na construção da revolta.

Silencio. Um enorme silencio trazido pelo abatimento da paz.

Deverá a guerra matar a paz?

Belo Horizonte, 14 setembro 2001

quarta-feira, 26 de maio de 2010

DIANTE DA MULHER DO BOI

Eis a Mulher do Boi

DIANTE DA MULHER DO BOI

Pelo humano da vida nossa aprendemos muito e sempre cada vez mais. No silencio então é que muito passa a ser sentido ao invés de dito e entendido ao que faz ser João da Barra eu em mim.

Diante da Mulher do Boi olhar de pura ternura, carinho que embriaga visão do pensamento meu em mim quieto.

Ouvido não tem o que dizer.

Coração pula em momento apertado por tempo que precisa ir embora.

A Mulher do Boi fica.

João da Barra eu que fico mesmo no ir embora, embora, embora.

No agora é que não estou aqui de maneira alguma. Sou o nenhum onde estou sem estar, sombras menores em Campos dos Goytacazes. A propósito, a Mulher do Boi é linda, mais que linda, muito linda.

Grussaí, 26 maio 2010

DIUTURNO

O ruído

É de trem.

Se tem ruído

Tem um trem.

A velocidade

É escura

Nos trilhos

Da noite.

Vago pensar

Passar de vagões

Divagações.

Passa o trem

Vindo de não sei onde

Indo para não sei onde.

Belo Horizonte, 08 setembro 2001

terça-feira, 25 de maio de 2010

GOELA ABAIXO

Se abaixamos a cabeça...

GOELA ABAIXO

Pela quarta vez o Superior Tribunal Eleitoral – TSE condena o Presidente Lula por antecipar o processo das campanhas políticas no Brasil. Neste sentido o Presidente Lula passa a ser tratado, pelos magistrados, como reincidente.

Ora, ora onde é que estamos? Se a campanha da candidata Dilma, que não pode ainda ser tida como candidata, já dá mostra do tão famoso tratamento goela abaixo, aonde chegaremos com isso? O mais grave é ter como protagonista desta verdadeira esculhambação o Presidente Lula.

Sou dos que acreditam no dito: diga-me com quem andas e te direi quem és. Diante disso, penso que quem apoia a candidatura Dilma, que ainda não pode ser tratada como tal, estimula a esculhambação nacional e o tratamento goela abaixo que não devemos admitir de maneira alguma.

Grussaí, 25 maio 2010

FURO

Um furo minúsculo, imperceptível. Do armário a camisa limpa, pronta para ser usada. Tento lembrar última vez que usei-a. Não lembro e esqueço de insistir na idéia que também não tem qualquer consistência. Só depois, muito depois é que percebo haver algo estranho.

Uma fagulha de cigarro de palha. Um fiapo da palha em brasa que soltou em leve vôo a buscar pouso qualquer. Já quase apagada, a brasa percebeu vida no pano da camisa.

Enquanto tudo acontece, somos possuídos pela distração que escapa da atenção dedicada a outro suceder. A camisa esquecida no corpo é parte da nossa presença, depois esquecida. Quando foi a última vez que usei esta camisa?

O furo mínimo ilustra enorme buraco na lembrança. Quando foi que aconteceu isto?

Belo Horizonte, 27 agosto 2001

segunda-feira, 24 de maio de 2010

VELEIRO

Quando dei por mim eis que avistava lá longe um veleiro

VELEIRO

Vi veleiro no mar

Vi mar no veleiro

Vi meu viver por inteiro

Vi eu inteiro a sonhar.

Vi mar em meu navegar

Vi navegar o mar em meu gesto faceiro

Vi vontade no respirar do cheiro

Vivido em meu divagar.

Poeta no achar do mundo

Comigo João da Barra

No raso que também é fundo

Do meu ser que esbarra

Em dizer que narra

Amor mais que profundo.

Grussaí, 24 maio 2010

OISAVREG

“Eu li, eu vi, eu ouvi...” Este é o título da coluna do Oisavreg Oriedroc Olhif no jornal “O Pappel”.

Conheço o Oisavreg de longa data. Sujeito engenhoso e que ao avesso do silencio cultiva interessante discurso. Sempre com aquele seu jeito de quem vive sob a intensa fadiga de eterna observação. Um lobo do mar perdido em navegações infinitas e solitárias, conferidas por tempestades e vendavais a não inibirem seu misterioso curso.

Um herói do seu próprio mundo escrito, visto e lido pela sutileza de um tempo instalado entre ondas e marés.

Oisavreg Oriedroc Olhif. O nome pode parecer estranho, mas há nele razão de ser. Um lobo. Um lobo manso. Um lobo manso do mar. Ou será ele um cordeiro em pele de lobo?

Belo Horizonte, 24 agosto 2001

domingo, 23 de maio de 2010

O BRASIL NÃO MERECE

Se não cuidamos do que é nosso...

O BRASIL NÃO MERECE

É preciso sim que haja trabalho arrojado, sobretudo na educação, para que tenhamos um país digno e que ao menos saiba se dar ao respeito, sem ter que por isso ficar exposto ao desmando de quem desconhece princípios básicos do respeito. Não adianta querer enganar o sol e a lua porque abaixo do sol e da lua ficamos expostos à luz e à sombra do que evidencia a verdade e a mentira. Não adianta dizer do que é capaz sem possuir a capacidade para o dito. Nada disso adianta, muito antes pelo contrário, sinaliza para o atraso que então faz com que o país seja ainda mais indolente, perverso e perdido em sua própria arrogância entregue e exposta ao oportunismo de quem por aí toma de assalto o que nos faz ser o que vamos deixando de ser.

O Brasil não merece o que imposto está à sua realidade.

Grussaí, 23 maio 2010

ESCONDIDO?

Poderei dizer o que acontece. Mas e o que não acontece?

Quanto mais indago, mais indagado sou pelo agir do querer. Quanto ao querer, nuvens a camuflarem um céu que acredito existir.

No pensamento, diálogos dispersos a buscarem assunto, a ensaiarem conversa, a pretenderem alguma comunicação.

Poderei dizer do silencio. Mas poderá o silencio dizer o que não digo?

Na quietude a observação a flutuar por aquele céu camuflado pelas nuvens dos fatos. São momentos revelados por esconderijos não identificados.

Estarei escondido de quem?

Belo Horizonte, 14 agosto 2001