Cadinho RoCo – Jeito outro de ler e pintar a vida.

Estréia oficial do Blog – 27 novembro 2006

terça-feira, 30 de junho de 2009

LUGAR ESTRANHO

Tem hora que fico mesmo estupefato com tudo que vivo onde vivo
LUGAR ESTRANHO
Não posso ficar parado no tempo à espera da vida que passa sem reagir porque preciso vender camisetas e telas que pinto. E quando não vendo fico apertado, triste e sem estímulo para avançar com meu trabalho.
Quando não temos nosso trabalho reconhecido ficamos meio que perdidos no mundo. Já passei por isso em alguns momentos da minha vida e agora sinto novamente o quanto sou estranho para o lugar onde sempre vivi. É triste duro demais sentir que em Belo Horizonte vivo à sombra dos dias e que nem de Minas Gerais consigo resposta que busco encontrar.
Será que para sobreviver em Belo Horizonte terei que ser medíocre?
Belo Horizonte, 30 junho 2009
LIÇÃO DIVINA
Quando fiquei sem carro, tratei de pôr pés no chão andar por aí. Quando fiquei sem trabalho, tratei de buscar serviço sem fugir escapar daquilo que há em mim pra ser feito. Quando fiquei sem dinheiro, tratei de acreditar na fé sem desânimo.
O que acontece deixa de acontecer é detalhe que vida enfrenta desafia, sem permitir desespero à esperança. Enfrento o não de cada recusa com o sim que a mim é concedido em forma de vida.
Belo Horizonte, 01 junho 2006

segunda-feira, 29 de junho de 2009

FORÇA DO PATROCÍNIO

Tem hora que precisamos dizer certas coisas
FORÇA DO PATROCÍNIO
Quando converso e cito patrocínio do Som 3 & Cia a fazer com que os Folhetos Cadinho RoCo circulem por Porto Alegre e interior do Rio Grande do Sul, as pessoas olham para mim com ar de espanto. Mais espantado fico eu, para não dizer triste, porque infelizmente não consigo sensibilizar ninguém em Belo Horizonte, que é onde vivo. Nem as camisetas e telas que pinto mexe com a sensibilidade dos meus conterrâneos. Mas, melhor deixar isso pra lá e atentar sim para o quanto há de pertinência no Som 3 & Cia, marcado por energia traduzida em música. Isto é fazer arte, isto é sentir e viver a arte dando a ela valor que merece.
O patrocínio Som 3 & Cia comparece com postura a merecer nossa reflexão, quando ao propagar sua existência acena para o quanto vale ser visto, ouvido, aplaudido e remunerado. É por aí que chegamos ao tratamento que a música merece e precisa receber.
A visão e atitude do Som 3 & Cia mostra haver em Porto Alegre um procedimento artístico maduro e disposto. Som 3 & Cia, por esse patrocínio, mostra que a música no Rio Grande do Sul é tratada com esmero e respeito.
Belo Horizonte, 29 junho 2009
REPARO
O caminho poderá não ser o melhor do mundo, mas é o que oferece agora passagem necessária. Se é assim, melhor deixar de tanto reparo para que o ruim não fique pior ainda.
Sempre temos chance de melhorar ou piorar as coisas. O que pode parecer um tanto extravagante, mas que não é. Sempre temos mundo de possibilidades ao nosso dispor. Problema está só na colocação do tal reparo nem sempre atento ao que de fato irá valorizar em muito atenção nossa de cada instante.
Belo Horizonte, 25 maio 2006

domingo, 28 de junho de 2009

DO ANDAR


Pelo caminhar a presença de caminhos que andam conosco
DO ANDAR

De um frio azul
Observo o céu
Escuro da noite
Em música enluarada.
Pensamento estrelado
Em voo que aterrissa
Num ir e vir de palavras
Ditadas pela ânsia do querer.
No andar do edifício
Paro e penso na
Construção de ideias.
O edifício caminha
Enquanto busco os pés
De outro caminhar.

Belo Horizonte, 28 junho 2009
PROPOSTAS
Propostas aparecem de todas as formas direções ocasiões. São aparições simpáticas agradáveis e em alguma outra circunstância chatas pedantes pesadas.
Propostas são propostas. Mas não é só isso. E nem tão simples quanto parece. Nada que também tenha que mergulhar em complexos raciocínios elucubrações. Propostas são propostas enquanto propostas. Mas quando escapam por anseios outros, elas passam a transmitir significado outro, gesto estranho ao que antes era só pura e simples proposta.
Propostas aparecem, mas também desaparecem.
Belo Horizonte, 20 maio 2006

sábado, 27 de junho de 2009

QUINTA CONSULTA

Na vida estamos sempre em busca
QUINTA CONSULTA
Voltou de viagem descansada animada porque viajar é bom areja fortalece brotar de novas idéias.
Os dentes na observação dela que limpa daqui e dali anuncia que agora sim iremos para início de severo tratamento para que esteja tudo bem muito bem preservado.
Viajar é bom e se sei pouco da periodontista, sei que ela gosta das viagens e dos planos intenções que nem sempre podem ser assumidos por série de motivos a não permitirem tantas idas. Mas, na medida do possível eis que surgem as oportunidades para que novas viagens aconteçam.
Belo Horizonte, 27 junho 2009
PEQUENEZ
A atitude de cada um de nós depende de cada um de nós. Ela nasce em nós, encontra ambiente de crescimento em nós e por isso só tem como manifestar-se por intermédio de nós mesmos.
Só que aí esbarramos nas inúmeras dependências que temos uns dos outros. Então a atitude nossa percebe estar ela vinculada por vínculos que temos uns com os outros. Inútil negar tamanha dependência, inútil querer esquivar-se dela. Escapamos de determinada situação, para cairmos em outra também geradora de tantas outras dependências.
Somos todos pequenos demais para o tamanho que, no mais das vezes, imaginamos ter.
Belo Horizonte, 14 maio 2006

sexta-feira, 26 de junho de 2009

IMPREVISTO

Quando o problema resolve aparecer, haja paciência
IMPREVISTO
Os imprevistos são muitos todos nós sabemos disso, mas existem aqueles que tiram a gente do sério não é brincadeira.
Damos às nossas vidas hábitos dependentes de máquinas e quando elas emperram o transtorno é enorme.
Dia desses impressora passou por situação delicada quando ao ser revisada terminou por confundir o técnico que ficou apertado com ela. Agora, a mesma impressora parece criar alguma antipatia ao programa do computador que simplesmente deixou de reconhecê-la. Já conversei com o tal do programa, apelei para os seus mais valiosos recursos e nada. Ele vai até decidir não aceitar e a impressora, coitada, permanece inerte e sem exercer função que gosta tanto, a de imprimir. Jeito é irmos todos para o técnico em busca de solução.
Só espero que dê tudo certo porque dia passa e eu cá estou nessa espera a deixar-me tão sem palavras quanto papel em branco a querer impressão virtual da bela impressora.
Belo Horizonte, 26 junho 2009
TEM...
Tem um pouco de tudo no viver de cada um de nós. Tem um pouco de tudo, compreensão de sobra no viver de cada um de nós. Tem compreensão de sobra, mas tem também intolerância demais no viver de cada um de nós. Sequência sem fim?
Tem finalidades muitas na vida de cada um de nós que nunca fica no sentido estrito do que é ser cada um de nós que somos muitos tantos que nem sabemos quantos somos. E o que desconhecemos?
Tem conhecimento demais solto por aí. É muito ar pra ser respirado, é muita água pra ser bebida. Cada fonte é uma fonte a denunciar sabor nenhum para todo qualquer paladar. Entender é só entender?
Belo Horizonte, 08 maio 2006

quinta-feira, 25 de junho de 2009

DESAJEITADO

Não é que tenhamos ou devamos viver medindo os outros, mas não perceber o quanto é importante o crescimento daa nossa própria vida é ser pequeno demais
DESAJEITADO
Vou dizer algo que é sério, mas que é sério mesmo.
Quem nasceu pra ser pequeno não consegue crescer de jeito nenhum.
Pode parecer preconceituosa afirmação que aqui faço, mas isso é fato. Antes devo lembrar professor do meu tempo de menino que em meio a uma aula de matemática fez o alerta da distinção entre o ser grande do comprido. O sujeito grande é aquele que cresce pelo saber, por vida marcada por ação que resulta em obra notável. Já o fulano comprido é o que tem sua estatura física farta em centímetros.
Mas, de volta ao tema, chega a ser impressionante a enorme pressão que o gajo pequeno impõe sobre seu próprio ser a não permitir que das mais singulares atitudes possa ao menos brotar alento de uma ainda que remota elevação de comportamento, consciência ou percepção do que dá a cada um de nós o curso do crescimento eficaz.
A pessoa pequena permanece atravancada por valores que insistem em cultivar e que termina até por não permitir nossa contribuição para que saia do seu conflito perdido em verdadeiro atoleiro.
Não tem jeito, ou se jeito tem ele está é no querer de cada um. O que não tem nada a ver com Deus, porque se tem algo que puxa a vida para sua própria pequenez é a velha mania de colocar tudo sob responsabilidade de Deus para que depois possa simplesmente culpá-lo.
Belo Horizonte, 25 junho 2009
APODRECIMENTO
Para quem só pensa no dinheiro, que valor terá o mundo? Para quem vive pelo dinheiro, que valor terá a vida? Para quem crê que o que vale mesmo é o dinheiro, a proposta fria e simples de uma materialidade que a cada instante torna-se cada vez mais podre. E não adianta querer inversão deste processo que não está exposto à venda e que portanto não tem como ser comprado adquirido.
A constatação é simples elementar. O dinheiro que é de um hoje, é de outro amanhã, por não ser de fato de ninguém. Ele transita pelos mais sombrios caminhos, ele estampa as mais vergonhosas evidências.
A grande dignidade do dinheiro está mesmo é no seu altíssimo teor de promiscuidade.
Belo Horizonte, 02 maio 2006

quarta-feira, 24 de junho de 2009

FLUTUANDO

O mar é bom
FLUTUANDO
É no barulho do mar que busca a paz.
É pelo barulho do mar que desperto para a paz.
É com o barulho do mar que escapo de tudo aquilo que contraria o que quero encontrar.
Na vela acesa sou sugerido ao vento vindo à vela do barco que desliza sobre a água indo para não sei onde. É flutuar que observo de longe enquanto penso naquilo que flutua sobre cada instante meu.
Belo Horizonte, 24 junho 2009
É AMOLAÇÃO?
Deu-me a faca lâmina cega. Pra chegar ao corte busquei pedra procurei fio da lâmina. Paciência persistência percepção sensibilidade num movimento só, ruído rasgando cegueira da faca lâmina. Corte chegando no justo gesto macio preciso. É pra amolar?
Queijo pronto maciço saboroso e exposto à espera do corte. Fatia na intenção da faca amolada guardada no jeito pra ser usada. Lâmina afiada reluzente limpa e com toda serventia disposta a servir. Cadê o queijo?
Conversa que busca palavra aqui ali longe do alcance do queijo perto pronto pra ser cortado servido. Faca pronta disposta a servir. Palavras conversas que dão fala a uma espera que não atende ao paladar vontade de experimentar fatias do queijo. É só amolar?
Entre teoria e prática, presença da faca e do queijo. Mas quando faca é usada só pra ser amolada, corte dela fica sem razão de ser. E quando queijo é usado só pra ser falado, sabor dele fica sem razão de ser. Também não adianta querer encontrar sabor na faca e corte no queijo. Jeito melhor é da faca cortar o queijo e celebrar o apetite.
Belo Horizonte, 26 abril 2006

terça-feira, 23 de junho de 2009

CRENÇA QUE MATA

Hoje dedico pesar pela morte de pessoa querida que, em respeito, não citarei nome.
Razão para que esta publicação fique restrita a único texto.

CRENÇA QUE MATA
Estou diante de um dia em que tenho diante de mim evidência sem tamanho.
A necessidade de acreditar por vezes pode matar.
Por força da fraqueza não são poucas as pessoas que abrem seus corações para crenças muito perigosas. Pessoas que acreditam em soluções mágicas, visões extraordinárias, discursos mirabolantes, milagres, milagres e mais milagres.
Acreditar é simples sim. O problema está é naquilo que passamos a acreditar porque o ser humano é diverso e perverso. É, mas não é confiável porque não é pleno, não é forte o bastante para colocar-se isento da sua fraqueza.
Existem crenças que alucinam, existem alucinações possuídas por crenças que matam.
Depois fulano morre e pronto, a causa fica num ataque cardíaco tão fulminante quanto casual.
Ontem fui ao velório dele que foi a uma festa dita de seita com direito a um certo chá poderoso. Ele foi pra lá vivo e saiu de lá morto.
Belo Horizonte, 23 junho 2009

segunda-feira, 22 de junho de 2009

BOM DEMAIS

Para quem estiver em Porto Alegre, ou próximo da capital gaúcha e quiser conhecer os Folhetos Cadinho RoCo escreva para som3ecia@terra.com.br e assim saberá onde eles são distribuídos.
BOM DEMAIS
Esta sensação de estarem os Folhetos Cadinho RoCo com distribuição aberta em Porto Alegre, via patrocínio Som 3 & Cia, é deliciosa. Mas é importante também para não dizer fundamental e por isso estimulante até para que venham novos patrocínios.
Evidente que quanto mais patrocínio maior a distribuição dos folhetos, menor o custo pra todo mundo e maior o empenho em me dedicar a esse trabalho que é tão sério quanto saudável porque além de fazer o que gosto sei que contribuo no sentido de apresentar alternativa de divulgação que não se perde em projetos apelativos, medíocres e em alguns casos até insanos.
Ainda ontem fui questionado se não sou aquele da televisão e se continuo com esse trabalho. É sempre bom ser reconhecido e ter a oportunidade de dizer que não estou mais na televisão, mas que estou nessa missão que considero ser a que atende a busca da minha vida.
Belo Horizonte, 22 junho 2009
SAFADEZA
Não é porque o outro é safado que deveremos assumir permitir safadeza em nossa vida. Problema é que quando vivemos em país com enorme carência de educação e representação política que não é está longe de ser exemplo referência de lisura, aí situação fica pior mais complicada ainda.
Ao invés de reconhecer consequência de tanto não saber, inverte assunto proclamando-se melhor maior estadista da história. Mania de grandeza? Assim fica difícil muito difícil de escapar safar do comportamento leviano. Em resumo, é assumir a safadeza como arma instrumento de não menos ridícula defesa.
O poder, para quem não pode com ele, é traiçoeiro perigoso demais. Além de corromper, propaga escancara a corrupção para situações nunca antes imaginadas. Até chegar ao cúmulo do absurdo traduzido por pesquisas que mostram maciço apoio à safadeza. Dá pra acreditar nisso?
Belo Horizonte, 17 abril 2006

domingo, 21 de junho de 2009

SEM TRANCA

É triste demais encontrar na leitura do que escrevi lá em 2006 o que perdura em nossos dias nessa interminável Farra Nacional
SEM TRANCA

A chave vai
Em busca da
Mordida da
Fechadura.
Da tranca
A porta
O portão
O limite.
Para entrar
Permissão
De um toque.
Para o amor
Porta portão
Sem tranca.
Belo Horizonte, 21 junho 2009
FARRA NACIONAL
Brasil está do jeito que o povo gosta. Pelo menos é isto que apontam mostram as pesquisas.
Despesas não contabilizadas, mensalão aceito e aplaudido como sendo a mensalidade da corrupção, invasão indiscriminada em sigilos bancários, divisão de renda entre amigos aliados do herdeiro e por aí afora.
Tem samba no Congresso Nacional, futebol amigo na retórica chula de discursos saídos do nada para o lugar nenhum e até astronauta brasileiro que conclui ser uma maravilha o Brasil visto lá do espaço, bem longe daqui.
E se quiser mais tem invasões, badernas e o mais completo acerto para que a vergonha não entre nessa de impedimento à farra nacional. As pesquisas estão aí para confirmar tudo e para que ninguém tenha seu voto confundido por preocupações menores. E seja lá o que Deus quiser.
Belo Horizonte, 10 abril 2006

sábado, 20 de junho de 2009

SOM DA BANDA TATTOO

Agora a intenção é fazer com que brotem manifestações na página Oi Novo Som/ Banda Tattoo, para que possamos abrir caminho para que ela possa ser o que merece ser
SOM DA BANDA TATTOO
Agora sim temos a música da Banda Tattoo acessível ao Cadinho. Para quem visita o blog é só clicar sobre o selo Tattoo para ir direto à página da banda no Projeto Oi Novo Som, iniciativa da Rádio Oi FM.
Confesso que já estava aflito com isso porque não gosto de esperar muito por aquilo que assumo fazer. Só que existem situações que não dependem só da nossa vontade e empenho. Mas, ainda assim, podemos agir na provocação para que o que queremos aconteça. Acredito nisso e acredito no acreditar que carrego comigo.
Belo Horizonte, 20 junho 2009
CHEIRO ESTRANHO
Percebo farejar ouvir do meu cão Aleph. Cheiro estranho ruído no ar.
Percebo ser sim importante estar atento ao que vai além odor barulho pronunciado próximo evidente aos nossos sentidos. São gestos manobras sutis transformações do tempo natureza sempre em ação emanação ida além aqui espaço rebelde a medidas conceitos limitados.
Cão Aleph inquieto. Há sim uma inquietação nacional em busca de um Brasil que parece perdido em si mesmo.
Belo Horizonte, 08 abril 2006

sexta-feira, 19 de junho de 2009

DA ENTREVISTA

O convívio entre blogs é simplesmente cativante.
Na coluna ao lado clique no selo Tattoo e conheça esta que é uma banda que vai dar o que falar. Confira.
DA ENTREVISTA
Em meio à entrevista que concedi para Meiroca, que irá publicá-la lá em seu blog não sei quando, fui perguntado sobre qual tema escreverei amanhã.
Não tinha, como não tenho, tema específico para escrever amanhã. Mas, a pergunta veio com o despertar do tema que eu não tinha porque é assim mesmo que acontece. De algum instante inesperado a surpresa e da surpresa é que surgem os melhores temas.
Do convite que recebi da Meiroca alegria incontida porque gosto dela, do jeito dela se manifestar, da sua impetuosidade que pode ser influência do seu convívio com a Itália, que é onde mora hoje. E mesmo na condição de entrevistado tive oportunidade de saber que Meiroca tem memória curta para o que não faz bem a ela, o que demonstra ter coração enorme para o bem que faz a ela e a nós por ser assim. A propósito, esse apelido Meiroca tem uma sonoridade de aconchego!
Belo Horizonte, 19 junho 2009.
DEVANEIO
Imagino-a sem querer imagina-la.
Imaginam-me não sei como.
Imaginamos todos que somos dotados de alguma mais ou menos imaginação. Gesto diverso divertido. Particularidades de reparos discretos sutis. Averiguações infantis e discretas. Temos algumas mesmas tantas maneiras de observar sentir mundo de nossos acessos e repúdios.
Idas e vindas idas por caminhos outros,. Temos a possibilidade de tantas muitas atitudes. Por isso mesmo é que em nós está a liberdade da aproximação e do afastamento.
Belo Horizonte, 27 março 2006

quinta-feira, 18 de junho de 2009

PRESENÇA DELA

Tem dia que acordo estranho
Na coluna ao lado clique no selo Tattoo e conheça esta que é uma banda que vai dar o que falar. Confira
PRESENÇA DELA
Acordo com sensação de outro lugar.
Talvez no meio do mar. Mas não no mar revolto e salgado por cardumes infindos de vidas tantas a vagarem por todos os cantos.
Acordo com sensação de estar diante de uma janela. Talvez alguma escotilha de um barco navio embarcação qualquer.
Acordo com a sensação de estar em um mar de ondas encarnadas por ela a absorver toda luz da janela, ou escotilha, em graciosos movimentos de carícia.
O nosso cheiro, o nosso beijo, o nosso abraço.
No mar do amor acordo com a sensação de possuir e ser possuído por seus olhos refletidos por tanta ternura.
Acordo com a sede dessa saudade que da ausência busca presença dela.
Belo Horizonte, 18 junho 2009
POEIRA CÓSMICA
O contorno do mar na terra praia continente. Velho mundo, novo mundo.
Mar entornado na escura curva planeta esfera água terra e gente que é todo mundo, cada um de nós. Estamos todos aí aqui dando voltas e mais voltas por esse espaço.
Poeira cósmica, nuvens de muitos desenhos formas leves graciosas. É espuma que não é, algodão que não é. Vapor de arte própria buscando vontade em querer pisar mergulhar banhar corpo inteiro em sua maciez que é só ilusão. Eu aí aqui no mundo.
Belo Horizonte, 21 março 2006

quarta-feira, 17 de junho de 2009

SOM 3 & CIA

Valorizar nossas manifestações artísticas é reconhecer que pela arte encontramos acesso ao nosso próprio crescimento vindo da dedicação de artistas que dão o melhor de suas próprias vidas para todos nós.
ATENÇÃO:
Tal como havia me comprometido, para quem se interessar, clique no selo TATTOO e irá para página em que as músicas da banda stão disponibilizadas.
SOM 3 & CIA
Som 3 & Cia é um conjunto musical formado por Cleo no piano, André no violão e Nei na voz. Um trio de cordas com repertório eclético bem apurado e que vez por outra recebe artistas que dão sentido à citação “& Cia” do Som 3.

Para quem quiser colocar dúvida quando digo ser trio de cordas devo dizer que considero a voz emissão de som vindo de onde? Isso mesmo; das cordas vocais. Delas que por certo são as mais nobres cordas que conhecemos por assumirem fundamental importância na voz que cada um de nós possui. Se é assim incluo o Nei como músico também dedicado às cordas, tal como acontece com Cleo e André, cada qual com seu instrumento.
O trio é radicado em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul que é Estado de musicalidade reconhecida mundo afora.
Som 3 & Cia está sempre em festas, eventos e encontros musicais com o vigor da experiência desses três músicos a colecionarem aplausos por onde passam.
Belo Horizonte, 17 junho 2009
VIR A SER
Estamos sempre em movimento porque sem movimento a vida não vive, coração pára, morte vem e aí ninguém sabe o que é será de nós.
Estamos em movimento que passa daqui pra lá, chega chegamos onde nem imaginação imagina. É pernilongo que surge do nada na noite quente escura do corpo picado e reagido pelo reflexo da coceira. Com um pouco de sorte eliminamos invasão desagradável do pernilongo sem grande enorme dificuldade. Mas tem noites e noites no viver nosso que então esbarra no sonho aflito que quer o corpo acordado esperando por alguém que não vem não chega. Mas esse alguém virá chegará, justo quando tiver de vir chegar. Aí você percebe que esse alguém é você em movimento.
Belo Horizonte, 21 fevereiro 2006

terça-feira, 16 de junho de 2009

GRACE OLSSON

O livro da Grace Olsson pode ser adquirido pela Internet via Editora Novitas.
Se quiser, pode também conhecer o blog da Grace Olsson
GRACE OLSSON
Minha pretensão aqui não é a de fazer nenhuma análise até porque não creio haver necessidade para tanto. Mas faço registro do livro que acabo de ler.
“Crianças Refugiadas em Moçambique um Drama na África” assinado por Grace Olsson e publicado pela Editora Novitas.
Não conheço pessoalmente, mas tenho enorme respeito e estima pela brasileira alagoana Grace Olsson hoje radicada na Suécia com marido e dois filhos.
Depois de ler Grace Olsson respeito vai para admiração por ela que sai do seu conforto para a África, lá pelos confins de Moçambique conhecer de perto situação de crianças refugiadas. E por aí surge o livro que escapa da reflexão e do protesto para relato objetivo, direto, acessível e com respaldo técnico a fortalecer sua consistência.
Grace Olsson não foge dos refugiados. Ela mostra que pela força do amor e da solidariedade podemos sim amenizar o sofrimento do nosso semelhante.
Grace Olsson despreza a empáfia, foge do sensacionalismo, recusa o melodrama e faz o que é preciso ser feito.
“Crianças Refugiadas em Moçambique um Drama na África” é leitura obrigatória para quem tem um mínimo de respeito por sua própria dignidade.
Belo Horizonte, 16 junho 2009
DEIX’ ELE

Deix’ele ser o que não é
Deix’ele mentir qual aquele Zé
Deix’ele com sua fé
Tão clara quanto café.
Deix’ele com seu boné
Deix’ele com sua muié
Deix’ele com seu cuité
Tão bom pra se tomar mé!
Deix’ele saber de nada
Deix’ele com sua toada
Tão desafinada.
Deix’ele desconhecer
Deix’ele com seu viver
Tão bom não ser!
Belo Horizonte, 18 fevereiro 2006

segunda-feira, 15 de junho de 2009

SEM LUDIBRIO

Se dos enganos não temos como escapar também não temos a necessidade de ir sempre ao encontro deles
SEM LUDIBRIO
Dia desses entrei na loja e adquiri aparelho conhecido por MP4. Peça pequena com bela memória capaz de armazenar músicas gravadas que agora posso ouvir enquanto caminho com o cão Jota. O aparelho também funciona como rádio, gravador e por aí vai.
Penso comigo na situação das emissoras de rádio, em particular dos noticiários que se não derem maior atenção ao que produzem estarão literalmente fadados ao abandono da tão famosa audiência. Momento para que por mais uma vez seja pensada a questão do patrocínio, porque torna-se cada vez mais clara a necessidade de estarmos bem informados, ao invés de só recebermos informações aliadas ao que denuncia a infeliz conivência comercial de tantos informativos. O que deixa em pior situação empresas, públicas e privadas, que insistem em querer ludibriar as pessoas.
Belo Horizonte, 15 junho 2009
FIM DO NADA?
O ar da chegada é alegre triste. O jeito da chegada é indagador singular. É fim da viagem da expectativa? É estranheza no vazio do cavalgar.
Cavalo Noturno diminui passo. É sensação de chegada, fim de viagem que poderá ter saído do nada para alcançar o nada de todas as coisas. São sonhos perdidos por seus próprios labirintos?
Belo Horizonte, 10 fevereiro 2006

domingo, 14 de junho de 2009

PRA CLEO

A celebração aqui citada pode ser conferida lá no Blog da Cleo
PRA CLEO
Soneto dedicado à Cleo,
autora da mais expressiva
celebração de aniversário que recebi
pelos meus 35 anos de convívio com a
palavra escrita
Foi Cleo
Com seu jeito neo
Autora de peripécia
Verdadeira delícia.
Foi Cleo que do seu
Grande Rio
Do Sul veio ao meu
Mais incontido arrepio.
Foi Cleo
Com seu jeito róseo
Que pelo carinho
Celebrou caminho
Mais que espontâneo
Deste eu Cadinho.
Belo Horizonte, 14 junho 2009
FEITO ESPERA
A espera é feita de longa caminhada, viagem de pensamento maturando ideias. É evolução silenciosa de acontecer medido pesado por possíveis impossíveis passagens. Tem ainda o fortalecer da confiança para afastar traiçoeiras dificuldades.
A espera caminha cavalga nas patas do cavalo Noturno qual noite que vai amanhecendo aos poucos. Vento frio na sombra depois luz do sol calor verão expectativa de haver chegada para cada propósito.
A espera é feita de caminhada feita pelo apurar dos sentidos todos.
Belo Horizonte, 05 fevereiro 2006

sábado, 13 de junho de 2009

35 ANOS

35 anos será muito tempo?
35 ANOS
As datas existem para que tenhamos alguma referência do tempo.
Um dia resolvi começar alguma coisa com data marcada para ter noção de até onde iria com aquilo. Foi antes, bem antes do nascimento dos Folhetos Cadinho RoCo.
A partir daí assumi a tal data como início, digamos oficial, do meu convívio com a palavra.
Hoje completo 35 anos que comecei a tal coisa do escrever, deste meu autêntico casamento com a palavra escrita.
Belo Horizonte, 13 junho 2009
MATURANDO
Vivemos entre ganhos e perdas. Ganhamos ou perdemos com isso? Ganhos inúteis, perdas preciosas. Vida será só isso?
Viagem na noite quieta quente, dia que ficou passado, dia que faz futuro. É presente?
Vontade de libertar todos os ganhos e de escapar de todas as perdas. Vida assim passeia num paraíso solto no espaço tempo sonho despertado pelo cavalo Noturno. É noite na pelagem escura do cavalo. Sombra de árvores idéias doces na fruta madura adormecida. Tem rumo sabor pra tudo nesse mundo. É ganho ou perda?
Belo Horizonte, 27 janeiro 2006

sexta-feira, 12 de junho de 2009

DOS PAINEIS

O painel citado no texto abaixo está exposto em fotografia na coluna ao lado. Para aquisição entrar em contato com cadinhoroco@yahoo.com.br
DOS PAINEIS
É pelo limite que podemos perceber a existência do infinito.
Com a tinta óleo e sem uso de régua ou qualquer referência de medida que não seja a da intuição, tive que com jeito levar o pincel ao manuseio de cada letra pousada na tela. Depois de parar, pensar, respirar e buscar paciência lá fui eu até concluir painel que saltou da sua limitação para o infinito que senti brotar da peça pronta.
O que são estes paineis que pinto? Pergunta que faço a mim mesmo na ânsia de resposta que parece não ter fim.
Belo Horizonte, 12 junho 2009
DESTREZA
Perigo é o que mais tem na vida nossa de tantas ameaças brotadas de nossas dúvidas mais infantis. Tudo que pode ser perfeitamente superado pela fé, crença livre de qualquer limite a mostrar nossas tantas limitações.
Aí a expectativa dialoga com o patrocínio numa viagem de mensagens delicadas, muito delicadas. Mas a beleza da destreza do cavalo Noturno parece poder tudo. Cavalo apocalíptico?
Belo Horizonte, 21 janeiro 2006

quinta-feira, 11 de junho de 2009

VALOR PRESENTE

Uma coisa puxa outra. Vender ou captar o patrocínio seguem numa mesma direção.
O painel com frase citada no texto abaixo está, em fotografia, exposto na coluna ao lado. Para maiores informações ou aquisição dos paineis e camisetas, escreva para cadinhoroco@yahoo.com.br
VALOR PRESENTE
Depois que pintei a frase: Tudo pode acontecer no dia que está por vir; peguei-me a pensar no dia que vivo. Em meio ao que passou e ao que está por passar, um encontro com meu próprio ser. Justo aqui percebo que em termos bem práticos, o que fiz feito está e se há algum valor nisso, este valor vem é pelo presente e não pelo passado. O presente que valoriza o passado vale mais do que o valor que concede ao que passou. Isso pode parecer estranho muito embora não seja quando de fato precisamos do fato para que o que de fato vale tenha de fato seu valor.reconhecido.
O que poderá valer amanhã poderá também não valer. A realidade do que vale está é no presente e por isso é que hoje valorizo minha necessidade de vender. Se eu deixar para amanhã poderá ser tarde demais.
Belo Horizonte, 11 junho 2009
REVELAÇÃO DO MISTÉRIO
Sou dependente do patrocínio que não tenho. Dá pra entender? Pois é assim mesmo que convivo com a liberdade deste viver em querer ser alguém independente daquelas tantas ilusões a limitarem nosso ser estar no mundo. Evidente que de maneira ou de outra sou patrocinado, tal como acontece com qualquer um de nós. Mas refiro-me ao patrocínio do reconhecimento. Este sim é que alimenta o espírito vivo existente em cada um de nós.
Sou dependente do patrocínio que não tenho na superficialidade de valores incapazes de alcançarem as profundezas de valores outros. Aí é que o entendimento abre permissão para que o verdadeiro patrocínio apareça em ação concreta. É pura questão de sensibilidade percepção. O impossível faz-se possível, o egoísmo faz-se solidário permitindo que o viver viva a propagação da sua própria razão de ser.
Patrocinar é sim eficaz ato de libertação.
Belo Horizonte, 18 janeiro 2006

quarta-feira, 10 de junho de 2009

DISTINÇÃO

O que acontece é que na ânsia de querer isto, em muito momento o que conseguimos é aquilo
DISTINÇÃO
Lógico que qualquer um de nós acorda a cada dia que passa, impulsionado por algum interesse seja ele qual for. Somos marcados por vontades e necessidades e não há motivo para se espantar ou repudiar isso. O interesse é parte da nossa natureza. Mas o duro é quando deparamos com pessoas que se transformam em reféns dos próprios impulsos.
Uma coisa é assumir consciência do que nos interessa, outra é simplesmente ser pessoa interesseira, porque daí surge a flor do egoísmo cujo fruto abriga o sumo do veneno que age em nós pelo expediente da mesquinhez que por sua vez promove o isolamento do ser então possuído pela intolerância que faz dele alguém intolerável.
Aquele que quer o mundo só pra si termina por não conseguir sequer a obtenção do seu próprio viver.
Belo Horizonte, 10 ju8nho 2009
TOADA FIRME
Pra que o dia fique bom melhor ainda, necessidade de alguma atitude boa melhor possível.
É luz estrela que desce do céu. Ou serei eu que elevado fui às alturas? Conversa que surge, voz palavra assunto desbravando vontade jeito ocasião de expor ideias. E assim, na troca do dizer vamos chegando onde expectativa quer chegar. Tempo nascido nuvem boa no céu aberto escancarado. Passarinho quer voar?
Cavalo Noturno pisa leve, elegância natural de sua estirpe valorosa. É chão auspicioso. É amanhã afortunado. É viagem dizendo de sua razão de ser. Quer mais? Aí esperança acena para o quanto é importante saudável ter fé, acreditar. E o cavalo, em sua firme toada, segue rumo ao amanhã que te quero.
Belo Horizonte, 12 janeiro 2006

terça-feira, 9 de junho de 2009

PRESENTE

A tela citada no texto abaixo está exposta em fotografia na coluna ao lado. Para quem se interessar por ela escreva para cadinhoroco@yahoo.com.br
PRESENTE
Não pense no tempo perdido e sim naquele que pode encontrar. Não adianta ficarmos perdidos no passado quando sabemos ser o presente o nosso tempo de ação. Do mesmo modo, se entregar ao futuro é escapar por realidade atrofiada pela ilusão.
A frase que abre este relato está cunhada a óleo sobre tela. Propõe interessante encontro com o que de fato buscamos encontrar. A propósito, o encontro só é capaz de se manifestar pelo presente.
Belo Horizonte, 09 junho 2009
ESTRELA GUIA
É como tivesse aparecido estrela muito luminosa, mais que todas, no céu daquela noite em que despertado fui para iniciar viagem da expectativa. A estrela apareceu aparece sempre quando resolvo resolvemos percebe-la lá na vastidão do firmamento, mostrando caminho comportamento assumido pela ponderação de cada momento provocado pela aflição.
Quando sente-se a presença do Sagrado, faz-se ausente toda e qualquer motivação alheia ao reflexo de sua luz. É uma estrela exposta aos olhos meus e aos do cavalo Noturno, tão sensível e atento a ela quanto eu. Daí é que encontramos direção do caminhar propósito vindo conduzido por nós. E mesmo quando dia torna-se todo possuído pelo forte brilho do sol, eis que a estrela emana vibração tão indescritível quanto capaz de dar decifração à nossa ida.
O lugar existe, construção de evidente identidade, mas que permanece em silencio vindo a esta expectativa esperança fé no dizer do amanhã qualquer dia que está por vir.
Belo Horizonte, 06 janeiro 2006

segunda-feira, 8 de junho de 2009

SEM PARAR

Somos todos reféns das nossas necessidades
SEM PARAR
Passamos situações de momentos. Todos nós, qualquer um de nós, não importa quem sejamos porque existem circunstâncias que simplesmente não medem e nem distinguem nada e ninguém. Enquanto seres vivos somos reféns dos momentos e outro jeito não há pra se viver aqui onde vivemos neste planeta abarrotado de teorias e delírios. E o que concebemos como certeza hoje, amanhã poderá não passar de raso engano porque somos todos seres incertos e por consequência, iludidos por um mundo de certezas dos mais variados tons.
Por essas e outras é que de tudo que já fiz eis que faço hoje pintar camisetas e telas com dizeres que escrevi e escrevo pelo vagar desse tempo dito meu mas que meu não é porque o tempo é tanto de todo mundo quanto de ninguém. O que leva-me a vender camisetas, telas e dizeres por dinheiro que ganho para gastar porque ganhar dinheiro é algo tão inconsistente quanto gastar. Mas é assim que são as coisas todas, a vagarem por nosso vagar que não nasceu pra parar.
Belo Horizonte, 08 junho 2009
TRILHA DO TEMPO
São muitas as lições, recomendações, observações e ponderações feitas para que tenhamos êxito em obter aquilo que pretendemos. São poucas as passagens a permitirem que cheguemos a tudo que pretendemos, quando resolvemos partir pelos tantos artifícios a iludirem nossa crença antes carente de verdade. E a verdade é está em tudo aquilo que não falsifica, que não simula e que não fica entregue ao ajuste da conveniência no mais das vezes terminada em conflito.
A viagem da expectativa mostra o quanto é prudente estar sempre acordado para o que de fato estabelece a pura essência da busca. Mostra o quanto é importante estar em paz com a força que há na simplicidade do querer que acredita em sua plena existência. Mostra a beleza que há no natural envolvimento de cada parte do propósito a formar o todo desta ida que sabe para onde está indo. Até mesmo o cavalo Noturno percebe que quando caminhamos estamos indo para algum lugar. E mesmo que ele não saiba que lugar é este, há nele a postura da confiança silenciosa e mansa a seguir pela trilha que também passa a ser sua nossa. Somos o caminho do nosso caminhar, o passar do nosso presente e a presença do nosso futuro. Mas será que passado presente futuro são tão somente nosso? O nosso tempo será só nosso?
Belo Horizonte, 29 Dezembro 2005

domingo, 7 de junho de 2009

CAMISETAS E TELAS

Camiseta e tela citadas no texto abaixo estão expostas em fotos exibidas na coluna ao lado. Contato para venda: cadinhoroco@yahoo.com.br
CAMISETAS E TELAS
Penso no que fazer com camisetas que pinto porque sinto incômodo em percebê-las quietas, dobradas, guardadas. Preciso que sejam vendidas, usadas, observadas e se der admiradas.
Agora também pinto telas com tinta óleo. Uma delícia.
Duas frases. A que estampa a camiseta é: Cada um é o que é. Já a frase que estampa a tela diz: Somos sempre o agora.
Tanto camiseta quanto tela estão à venda porque preciso vender telas e camisetas que pinto.
Belo Horizonte, 07 junho 2009
TROCANDO IDÉIAS
A troca do dia pela noite oferece dimensão outra ao cavalgar do cavalo Noturno. Atravessamos pela infinita sombra da noite em busca da luz que a expectativa quer alcançar sem pressa. O silencio entre ruídos distantes é passagem de sutis manifestações, amadurecimento do amanhã.
Todos os limites estão abertos. Seguimos por idéias infindas a perceberem formas outras da escuridão. Mergulhamos no vazio permitido por abstratas sensações. Vamos além fim em busca de novos inícios, trilhas outras a perceberem passagens outras. Escapamos do tempo para que possamos encontra-lo depois, no quando tiver de ser. Se longe ou perto, noite é quem sabe. Vamos eu e cavalo Noturno, sono trocado pelo acordar do viver.
Belo Horizonte, 23 Dezembro 2005

sábado, 6 de junho de 2009

QUARTA CONSULTA

O melhor da festa é ver a periodontista lendo episódios extraídos das consultas
QUARTA CONSULTA
Ela vai viajar. Ela, a periodontista que com tanto esmero passa a cuidar dos meus dentes. Não tenho a liberdade de perguntar pra onde ela irá, mas sou livre pra ficar curioso. Natural que ela tenha percebido eu boquiaberto diante da notícia, depois de expor boca pra mais um verdadeiro espetáculo de higienização.
Vai viajar mas volta logo, já marcou data para minha ida ao consultório. Saio de lá confortado e com recomendação dela para que adote creme dental que iniba tanta dor que sinto.
Desejo boa viagem vou embora dentes cutucados pela saudade.
Belo Horizonte, 06 junho 2009
PERMISSÃO DA LIBERDADE
Encontro a rota da compreensão caminho seguro para seguir viagem. Encontro na passagem da compreensão motivo para ampliar idéias crença no amanhã entendimento estímulo para o fazer acrescido pelo renovar dessa força que insiste em querer bem e que quer avançar sempre e cada vez mais por esse proceder.
O que parece distante surge sugerindo impressionante aproximação. A casa loja cafeteria motivando inspiração que exubera ainda com mais intensidade o galope amigo do cavalo Noturno. Livres do cansaço desânimo desbravamos a escassez, na certeza de estarmos assim sob viva ação do que em nós escancara o que realiza a realidade que buscamos.
A liberdade não permite que fiquemos empacados por limites que podem ser perfeitamente superados por nós.
Belo Horizonte, 17 Dezembro 2005

sexta-feira, 5 de junho de 2009

FAZER NADA

As confusões são muitas
FAZER NADA
Qual de nós está livre de toda e qualquer necessidade?
Basta um instante para que sintamos necessidade de fazer seja lá o que for. Por isso é que fazer nada simplesmente não existe. Para fazer nada é preciso que haja referência que crie relação com este fazer, com este nada. O nada por si só parece não existir nem no além vida. Por isso mesmo é que concluo não haver como fazer tudo. Fazemos o que podemos, o que nos é possível fazer. E como se isso não bastasse percebo que quando penso em fazer nada, o que faço é não perceber o fazer que acontece num instante que não tem nada a ver com o fazer nada.
Belo Horizonte, 05 junho 2009
CHUVA ESPERANÇA
O corpo é assim mesmo, o espírito é assim mesmo, tudo é assim mesmo. Noite dia inteiro de chuva água que esfria o corpo que quer calor do fogo. Uma vela acesa para iluminar espírito do corpo, cavalo Noturno descansando de tanta andança. Sim, porque idéias andam caminham pelo abstrato tão transparente quanto a água chuva ruído que parece conversar com a disposição do sono carinho de tantas intenções. São sonhos nos cascos do cavalo Noturno que dorme no meio do dia domingo nublado.
A viagem da expectativa hoje agora é silencio de uma esperança que dorme sem dormir em divagações que andam, cavalgam e entornam chuva que alimenta o chão dessa caminhada.
Belo Horizonte, 11 Dezembro 2005

quinta-feira, 4 de junho de 2009

AÇOITE

Tem dia que a noite acontece assim
AÇOITE
Esquecido na lembrança
Busco encontrar
O que não encontrei
Relato de sonhos secretos.
Diante da esperança
A ânsia de amar
Carinho que não provei
Quietude de tantos gestos.
Sombra no dia
Luz na noite
E esta fadiga
Eu que o diga
Corpo que desafia
Duros golpes desse açoite.
Belo Horizonte, 04 junho 2009
AMOR DE QUEM AMA
No silencio
A noite sugere tom
Transparente sem som
Mas presente e sóbrio.
Na cegueira escura
Sensação mais que pura
De algum misterioso envio
Aquecido pelo edredom.
É saudade mansa e viva
É lembrança que cativa
Corpo e alma
Na noite calma
E tão prestativa
Ao amor de quem ama.
Belo Horioznte 04 junho 2009

quarta-feira, 3 de junho de 2009

SONHO

Sou ser nascido do sonho
SONHO
Prefiro ser sonhador sincero do que realista leviano. Não desprezo e nem tão pouco me esquivo dos sonhos brotados em mim. Eles fazem parte da minha natureza, do meu ser.
Sonho porque preciso sonhar até para que a realidade não fique nem tão áspera, nem tão intransponível ao ser que carrego comigo.
Dos sonhos chego ao que faço realizo com o que tenho e da maneira que posso. Por isso é que já não creio na realidade de tantas desventuras.
Sonho porque é bom sonhar.
Belo Horizonte, 03 junho 2009
SABEDORIA UNIVERSAL
“Quanto mais corremos atrás do cavalo que foge, mais para longe ele vai.” Desde que tive oportunidade de ler conhecer este ditado chinês, poucas não foram as vezes em que da lembrança recorri a ele em nome da sensatez. É evidente haver na fuga todo propósito de afastamento. É evidente haver no afastamento estímulo à distância. Mas será evidente assumir sempre atitude de afastamento distanciamento? Se ao invés de simplesmente correr atrás do cavalo houver instante dedicado ao que ocasiona sua fuga poderemos, pela compreensão, agir com mais prudência e eficácia.
O cavalo tem jeito próprio de comunicar seu querer e sentir. Enquanto animal vivo ele tem o seu mundo e modo de entender o que acontece à sua volta. Mas o tal ditado, mesmo tendo cavalo como protagonista, tem serventia que vai muito além da situação ilustrada por ele. No entanto, interessante perceber que o sábio autor do ditado chega a tão expressiva conclusão, justo quando se permite a aprender o que o cavalo tem para ensiná-lo em tão singular circunstância.

Belo Horizonte, 05 Dezembro 2005

terça-feira, 2 de junho de 2009

SIM

Tem sonho que mexe com a gente
SIM

Sonho em mim
Desperta sentido
Antes adormecido
Guardado escondido.
Sonho que faz em mim
Querer querido
Lembrado esquecido
Do antes nunca vivido.
Sonho provocador
Deste sincero calor
Sem fim.
Sonho merecedor
Deste sincero ardor
Não que quer ser sim.
Belo Horizonte, 02 junho 2009
IMPROVÁVEL

Do que penso
Pouco importa
Ao mundo inteiro
Deste viver.
Do que sinto
Pouco sentido
Faz o tudo
Que invade este mundo.
Do que clamo
O que percebo
Está no silencio.
Se não digo
É por estar o dizer
Num outro vagar.
Belo Horizonte, 14 outubro 1985

segunda-feira, 1 de junho de 2009

TERCEIRA CONSULTA

É pelo reconhecimento que passamos a admirar
TERCEIRA CONSULTA
Tudo pode ser mais ameno por simples questão de jeito. Maneira de agir e expor seja lá o que for. Não adianta querer enveredar pelo engano porque chegará momento em que ele simplesmente cairá por terra, ou irá a pique. Na vida as chateações são muitas e maiores ainda quando então contribuímos para que elas cresçam e apareçam. Razão para que valorizemos a compreensão e o carinho pelo que somos, fazemos e podemos fazer sempre com mais empenho.
Boca aberta e lá vai ela, a periodontista, em seu exame minucioso. Cutuca aqui, aperta ali, nada escapa dos seus olhos que, pensando bem, parecem mais abertos que minha boca. Vasculha de lado a outro, invade passagens minúsculas, limpa tudo, impressionante.
Quando termina celebra estalo provocado pela luva plástica ida ao lixo, diz recomenda cobra impõe determina numa mansidão que não dá pra contestar. Eis o talento de quem tem autoridade pra dizer o que devo fazer e ai de mim se não fizer.
Esta periodontista, definitivamente, apareceu para revolucionar minha vida pela boca.
Sou peixe pescado.
Belo Horizonte, 01 junho 2009
BOI TOURO
Na Rua São Paulo a existência de uma casa loja em cuja vitrine encontra-se com toda imponência um boi com jeito de belíssimo touro. Enorme, forte e completamente alheio a tudo que acontece ao seu redor.
Um boi touro feito de material que não consigo identificar, mas que é certo não ser de carne, músculos, ossos e coisa e tal. Uma representação bovina feita com arte esmero para venda de chapéus, coletes, botas, botinas e variedade enorme de peças para o vestuário campestre. Ao lado da tal vitrine, acesso a um bar restaurante, que não conheço, mas que deverá ter estreita relação com fazendeiras e fazendeiros com suas vidas animadas por aventuras e investidas espetaculares. O que acaba dando sentido e certa vida ao boi que não é nem boi e nem touro, mas que continua na vitrine.
Belo Horizonte, 20 novembro 2005